sexta-feira, 18 de julho de 2014

Amor ou sofrimento


O ser humano convive com a insatisfação e em constante conflito entre o SER e o TER. Vivemos numa sociedade ocidental capitalista materialista que valoriza o ter, e por mais que tentemos buscar a felicidade que é efêmera, voltamos à insatisfação que gera sofrimento, angústia , porque nos apegamos , desejamos e necessitamos de coisas materiais de forma possessiva, obsessiva, compulsiva, e nos martirizamos com nossos pensamentos, sentimentos, intuições e percepções, numa realidade ora pessimista ora otimista. Queremos preencher um vazio interior com coisas exteriores e não adianta, o vazio é de carências, muitas vezes estão no passado e mal compreendidas e não se preenche com aquisições externas.
O imediatismo, a impaciência, a intolerância, a insegurança, a dependência, faz com que não estejamos satisfeitos com o que temos e somos, e cada vez mais cobrados por nós mesmos, pela família, e pela sociedade, não respeitamos nossas vontades e limites. Fazendo parte de um processo de desenvolvimento e transformações e mudanças interiores e exteriores.
A vida é como uma estrada que liga uma cidade a outra, e nós estamos nessa estrada que simboliza o presente, sabemos de onde viemos e aonde queremos chegar, no entanto nos preocupamos muito de onde viemos que é o passado bem como para onde vamos que é o futuro, e deixamos de nos preocupar com o presente, que é o que temos e somos por isso sofremos, e é difícil caminhar nessa estrada com muitos pedágios, perigos, retas longas, subidas e descidas, curvas fechadas às vezes escorregadias, às vezes com sol, às vezes com chuva, alguns trechos muito bonitos com natureza, todos esses percalços, já seriam suficientes para nos preocuparmos com a vida presente.
Segundo o Buda Sidarta, temos que viver da melhor forma o presente, sem se apegar ao passado ou ansiar o futuro, se vivermos bem o presente, no futuro independente de existir outra vida ou não, pelo menos vivemos intensamente o presente, mas de forma responsável e com mais momentos de felicidade, no caminho da individuação. Por isso temos o livre arbítrio e podemos escolher fazer as coisas por amor sem muito sofrimento ou pela dor, brigando e nos flagelando pelos desejos e sonhos materiais consumistas.
Quanto ao sofrimento, devemos aprender a lidar com ele, e extrair o que tem de bom, tirando lições e aspectos positivos mesmo nas piores situações, buscando as causas com calma e sabedoria, não tendo reações impulsivas, pensando para agir corretamente, pois cada um tem o problema e o sofrimento que precisa e todo problema tem solução. Devemos aprender com as situações para conhecê-las e se conhecer e aceitar-se para viver bem e melhor. Se você estiver bem consigo, estará bem com o universo.
Ansiamos para ter respostas sobre a vida e a morte, devemos dar um passo de cada vez e assim continuaremos a caminhada existencial. Devemos nos libertar da flecha do sofrimento e cuidar do ferimento e tirar lições e aprender sempre, somos eternos aprendizes e muitas vezes nos achamos mestres, mas o verdadeiro mestre é aquele que aprende enquanto ensina. O sofrimento pode ser físico, emocional, familiar, social ou espiritual, depende de mim como lidar com ele. Seja sábio e de tempo ao tempo.




Marco Antonio Garcia
Psicólogo Clinico.
mag.sp@hotmail.com





quinta-feira, 12 de junho de 2014

Metanoia

Já ouviram a frase: A vida começa aos quarenta anos.

Por volta dessa idade, passamos por transformações, ou reconstrução psicológica positiva para mudanças significativas e produtivas, segundo a psicologia analítica de Jung.
Na primeira parte da vida, voltada ao exterior nos preocupamos com a parte material, tentando conquistar um bom emprego, boa formação acadêmica, adquirir bens materiais, como carro, casa e constituir família. Na segunda metade da vida após consolidado esse processo, voltamos para nosso interior, buscando qualidade de vida, mais serenidade e equilíbrio psíquico. Claro que esse processo não acontece com todos na mesma idade, mas é o melhor processo compensatório para uma existência mais feliz e harmoniosa.
O amadurecimento psicológico do ser humano dar se a pelas suas experiências e capacitações ao longo da vida assumindo responsabilidades de forma menos egoístas, no processo de individuação que é se tornar o que se é por estar latente no nosso inconsciente.

Jung nos diz que: “Assim como o jovem neurótico teme a vida, o velho recua diante da morte… Por isso, a idade do paciente me parece um indicador (“ indicium”) extremamente importante”.
O mesmo acontece com os países, no caso do Brasil, ainda estamos na adolescência política. Vivemos uma era do medo, devido à violência e a impunidade das leis frágeis que protegem os meliantes, alegando problemas sociais e falta de oportunidades, políticos e autoridades que somente pensam no poder para se servirem, vivendo numa ilha da fantasia, fora da realidade, essas pessoas se sentem imortais, semideuses, e não percebem o processo de individuação pôr serem egoístas camuflados de altruístas.
A sociedade, que somos todos nós, precisa acordar para enfrentar essas situações de medo, antes que o ultimo saia e apague a luz, os que puderem pelo menos.
O ser humano tem dois lados: um maravilhoso, criador, inteligente, e outro, maldoso, violento, invejoso, depende de cada um alimentar o lado que lhe interessa.
Democracia não é liberdade de se fazer o quer, isto é anarquia, democracia é pleitear os direitos sem tirar o direito de ir e vir do outro que normalmente é a maioria.
Vivemos em crise, porque não amadurecemos, estamos em constante processo de adolescência psíquica, achando que podemos fazer o que queremos, de forma individualista e egoísta, isso não é metanoia e sim, desequilíbrio emocional e imaturidade psíquica.
Cada um por si ou pelo grupo familiar ou de amigos, tentando se proteger das mazelas políticas e corruptas. Esperemos que isso tenha um fim próximo positivo, com desenvolvimento mental e espiritual caso contrario iremos todos para o buraco, e será que caberemos todos.
Oremos cada um pelo que acredita, pois somos o que pensamos, e atraímos o que desejamos.
S.O.S.

Marco Antonio Garcia
Psicólogo
mag.sp@hotmail.com

domingo, 6 de abril de 2014

Geração Canguru

Sair de casa após a maioridade, para conquistar a independência e.
liberdade é raro atualmente, pois tem acontecido o contrario nas ultimas décadas. Pesquisas indicam que 24% dos jovens entre 25 e 34 anos ainda estão sob o teto dos pais, antes tínhamos a síndrome do ninho vazio, agora é a do ninho cheio, ou geração canguru.
Há algumas décadas os filhos saiam de casa para buscar independência, liberdade e autonomia, atualmente, os filhos querem liberdade e autonomia, mas dentro da casa dos pais, se sentindo mais seguros e bem tratados, confortáveis, então para que sair de casa, para ter uma vida mais difícil, apenas pela troca da independência, não vale a pena.
Será que os pais estão mais protetores ou eles mais acomodados com as mordomias, como, casa, comida, roupa lavada e lazer, sem custo. A questão é que não se tornam adultos e sim jovens adultos ou até com comportamentos adolescentes, demorando mais para amadurecer emocionalmente, mesmo que estejam trabalhando ou estudando.
Essa tendência é mundial, chamada de geração canguru, pela resistência em sair da casa dos pais, sentindo-se protegidos na bolsa marsupial da mãe principalmente.
Alguns motivos são responsáveis pelo fenômeno, um deles é a concorrência profissional e exigências do mercado de trabalho, ou gastando seu dinheiro com lazeres e produtos modernos de informática, roupas de marcas, sobrando pouco para investir no futuro relacionamento. Tem aqueles que ajudam nas despesas da casa, contribuindo com os pais, mas mesmo assim, continuam sendo jovens adolescentes, não querendo arcar com as despesas de uma família, que são grandes, preferem ter o carro novo, roupas boas, boas diversões, namoros prolongados.
Existem situações piores onde esses filhos não se afirmam profissionalmente ou emocionalmente, sendo imaturos e inseguros, precisando de ajuda profissional para cortarem o cordão umbilical simbólico, muitas vezes tendo com responsáveis os próprios pais, ou a mãe superprotetora, que por medo de ficar sozinha na velhice, segura os filhos em casa.
O mais importante é o relacionamento familiar, se for bom e amistoso, é saudável. Os pais que passaram dificuldades nas gerações anteriores, não gostariam que seus filhos tivessem as mesmas dificuldades, e como venceram, trabalhando querem dar uma vida melhor para eles, mas isso tem que ter limites, pelo bem de todos. No entanto se decidirem ficar em casa por mais tempo, que sejam divididas as despesas e as responsabilidades, respeitando as regras e disciplinas da casa que é dos pais, cada um cuidando do que é seu, ajudando, dialogando. Alguns filhos voltam para casa após um divórcio, mas precisam saber que não podem alterar as regras já estabelecidas, querendo às vezes impor suas normas, criando conflitos.
Isso tudo pode ser saudável se tratado de forma democrática, consciente e conciliadora, pois o convício em família é positivo se harmonioso.

Marco Antonio Garcia
Psicólogo
mag.sp@hotmail.com

domingo, 30 de março de 2014

Como ser um bom líder.

O verdadeiro líder é aquele que sabe servir.

Um bom líder deve ter habilidade de influenciar pessoas para trabalharem com vontade visando atingir os objetivos para o bem comum do grupo com comprometimento.
Pessoas agente lidera, coisas agente gerencia.
A necessidade de ter poder do ser humano é muito grande, mas há diferença entre poder e autoridade: no poder você coage o outro através da força ou medo para realizar a sua vontade mesmo que ele não concorde na autoridade você convence a pessoa a fazer com vontade e prazer às coisas através do seu carisma e respeito.
Segundo o autor do livro O monge e o executivo, devemos concretizar nossos objetivos através das tarefas e dos relacionamentos, aplicando a teoria na pratica.
Devemos ser flexíveis nos nossos objetivos, caso contrario não superaremos os obstáculos. Os obstáculos devem ser encarados como desafios e não barreiras. As mudanças e melhorias são constantes, muitas vezes os obstáculos são sugestões e respostas para nossas metas.
Precisamos saber destingir a diferença entre vontades e necessidades. Nem sempre o que queremos é o que precisamos.
Para liderar precisamos de um modelo como: Liderar com autoridade, a serviço do outro até com sacrifício, porem com amor e vontade.
Liderar é um ato de amor ágape, isto é, com caridade, compreensão e solidariedade.
No entanto para ser um verdadeiro líder com amor é preciso ter algumas características como:
Ter paciência com os liderados, tendo autocontrole perante as situações de adversidade.
Ter bondade, um bom líder dá atenção, valoriza elogia em publico e orienta em particular, age com sabedoria.
Ser humilde sendo autentico, dizendo a verdade sem arrogância ou sendo vaidoso e orgulhoso.
Tratar os outros com respeito, como gostaria de ser tratado.
O bom líder deve ser um abnegado, não sendo egoísta, tendo sim amor próprio, satisfazendo as necessidades dos liderados.
Saber perdoar, compreendendo tendo compaixão não guardando ressentimentos ou rancores, quando enganado, pois o perdão alivia mais a quem concede do que quem o recebe, mostrando grandeza de espírito.
Ser honesto, dizendo a verdade, sem enganar e sim ajudando no crescimento pessoal.
Ser cumpridor dos compromissos assumidos, isso é muito importante, pois gera confiança e estabilidade no grupo, sem ser controlador, delegando e supervisionando.
O líder que conseguir aplicar todas essas habilidades vai realizar as vontades e necessidades do grupo e fazendo que realizem suas tarefas com amor ágape, tornado a vida mais prazerosa e feliz. Erramos sim, mas devemos aprender com os erros, a vida é uma escola. Liderar democraticamente é muito difícil, é um exercício de tolerância constante, como um processo de lapidação de uma pedra bruta.
Lembrando que o grande segredo da vida é a Lei da Atração, pois somos o que pensamos e fazemos, por isso pense sempre positivamente.


Marco Antonio Garcia
Psicólogo e educador
mag.sp@hotmail.com


sábado, 8 de março de 2014

Manifestações


Vamos dar um rolezinho no Shopping, ou fazer uma manifestação na Paulista.
Que bom se fosse simples assim. Com relação aos rolezinhos, fazemos isso há muito tempo, nas praças das cidades do interior ou na capital já se fazia isso, são os passeios onde um pequeno grupo de jovens homens e mulheres, saia nos finais de semana para paquerar, fazer os bailinhos nas casas dos colegas, para se conhecerem, ainda hoje isso é normal e saudável, sair em pequenos grupos para passear e conhecer novas pessoas. Mas os rolezões acabam assustando, pois não são organizados, e com alguns infiltradores que querem provocar tumultos. Os jovens tem o direito de passear, curtir, se relacionar, mas sem baderna.
Com o surgimento das redes sociais, os jovens procuram amizades virtuais e possuem muitos seguidores, sedentos de se conhecerem, usarem roupas de marca, para valorizar a autoestima, mostrar que são o que usam, muitas vezes sem poder, querendo preencher um vazio sem fundo. Imitando grupos de outros países com preferências musicais e corporais.
Muitos pais, como não puderam ter e fazer o que queriam no passado permitem que os filhos os completem, mas sem dar a educação necessária, com disciplina e limites, é o que vemos atualmente com muitos adolescentes, nas ruas e nas escolas e também dentro de casa, se sentindo donos do mundo, isso é muito perigoso, pois a vida real e profissional não é assim, ela cobra competências, comprometimento, por isso temos muitas vagas de emprego para serem preenchidas, mas faltam profissionais com competência e experiência, que também somente serão adquiridas com a primeira oportunidade oferecida.
Poderiam se reunir em espaços próprios como parques e praças grandes, para esses movimentos em grande quantidade, com planejamento, segurança e organização.
Acredito ser saudável as manifestações ditas reivindicatórias, mas fazer manifestações por qualquer coisa em ruas e avenidas ou vias , interrompendo o transito, fazendo baderna é infringir a Constituição, impedindo o direito de ir e vir da maioria; de manifestações justas passaram a vandalismo e anarquia, sem controle e com aproveitadores e outros interesses.
Alguns revoltados que se escondem, se dizendo anarquistas, em busca de fama e dinheiro. Democracia não é isso, pois democracia pressupõe direitos e deveres da maioria e de ir e vir.
Como estamos em ano de eleições, os políticos pisam em ovos, para não perderem votos. Concordo que o nível de politicagem e corrupção em nosso pais esta cada vez maior, mas somente conseguiremos melhorar se formos mais politizadas e conscientizados dos direitos, sem baderna, se extrapolarmos os direitos perderemos a razão.
Vamos protestar e pleitear nossos direitos com manifestações conscientes, sem ser massa de manobra, mas em locais próprios como grandes parques que temos, com proteção policial e não provocações, a imprensa vai estar presente. Quando incendeiam ou depredam bens públicos ou privados, a conta volta para o povo, tenham certeza disso.
Precisamos investigar o que esta por detrás de todos esses movimentos políticos muitas vezes manipulados, em ano de Copa e de eleições, vamos ver em 2015 como estarão todos esses movimentos!

Marco Antonio Garcia
Psicólogo e educador




domingo, 19 de janeiro de 2014

Família e Escola.

“Eduquem as crianças, assim não será necessário castigar os homens” Aristóteles.
Essas palavras ditas por Aristóteles há mais de 2.300 anos continuam atuais.

A família ainda é a principal célula da sociedade.
Uma família equilibrada e unida é responsável pela estrutura e dinâmica da personalidade da criança até a adolescência, transmitindo aos filhos, segurança, independência, e autonomia, dialogo, atenção e carinho.
A principal função da família é transmitir a educação primária, junto com a escola, mas a família diz que a escola não educa como se deve e a escola diz que a família não educa tão bem quanto antes, não adianta jogarmos a responsabilidade de um para outro, ambos tem responsabilidades, e se cada um fizer a sua parte, todos ganham. Muitas crianças e adolescentes veem para a escola sem disciplina, limites e senso de autoridade, enfrentando colegas, professores, funcionários e direção, e com as leis frágeis e a impunidade eles se acham donos da escola, sem interesses em aprender, e alguns são violentos, praticam vandalismo, ameaçam e até usam drogas na escola, desmotivando os professores que ainda conseguem estarem em sala de aula, alguns professores faltantes e despreparados com métodos antiquados, também dificultam o bom andamento escolar, alem das dificuldades da gestão escolar. Isso tudo explica a baixa classificação do Brasil nos índices mundiais, sendo vergonhoso, tanto investimento para tão pouco. O Estado tenta buscar saídas, com professores mediadores, mas ainda são medidas insuficientes para aproximar família e escola.
Estamos vivenciando uma geração com transtorno de atenção, pois estão muito dispersos, avoados, a escola esta sem autoridade para enfrentar essas dificuldades, não sei o que será das próximas gerações se nada for feito.
Precisamos unir família e escola pelo bem dos filhos e estudantes tanto na escola publica quanto na particular, que possuem dificuldades sociais semelhantes. Motivar os interessados, e resgatar aqueles que veem para a escola por obrigação, que atualmente são a maioria, infelizmente. A escola e a família precisam ser mais disciplinadoras, pois os adolescentes pedem limites e confrontos de identidade na busca de modelos, e estão com mais modelos negativos do que positivos.
Educar é muito difícil, principalmente nos dias de hoje, com os estímulos que as crianças e os adolescentes recebem diariamente, os pais e a escola não conseguem acompanhar o desenvolvimento cientifico e das mídias, mas existem princípios básicos para uma boa educação geral, tanto na família quanto na escola, que são:

Autoridade, disciplina, limites, amor, carinho, atenção, respeito e dialogo. Dando tempo ao tempo com tolerância e não permissividade.


Liberdade com responsabilidade também é muito importante, pois os filhos não pediram para nascer, uma vez que foram colocados no mundo cabe aos pais lhes transmitir educação, cultura, religião, saúde, encaminhá-los para a vida profissional etc., de outro lado os filhos também precisam compreender que a vida está muito difícil, e devem colaborar com os pais e professores, pelo próprio bem de cada um.
Se você criança ou adolescente, por algum motivo não tiver o apoio dos pais, não tente fazer coisas para chamar a atenção, principalmente se forem coisas que vão prejudicar muito mais a você do que a eles. Pense em você, no seu futuro, nas suas possibilidades, tenha amor próprio, assim não faça nada achando que vai prejudicar outras pessoas, pois o maior prejudicado com certeza será você mesmo.
Os problemas não estão somente na criança ou no adolescente, o problema é familiar, escolar e governamental, não podemos ter educação de faz de conta, ou teorias que não se aplicam na pratica, os melhores educadores deveriam estar em salas de aula bem remunerados e não nos gabinetes. Unidos e bem orientados todos crescem e se desenvolvem; não adianta procurarmos “bodes expiatórios”, todos somos responsáveis, somente assim os problemas poderão ser resolvidos, compreendidos e aceitos.
. Vivemos numa sociedade impune e individualista, não adianta procurarmos culpados e sim responsáveis, caso contrario teremos uma sociedade cada vez mais violenta e sem limites, enfim estamos no mesmo barco.
Devemos educar e receber educação sempre. Como diz o ditado. Fora da educação séria, não há salvação.
Espero que 2014 seja melhor que 2013 e pior que 2015.
Boas festas...

Marco Antonio Garcia
Psicólogo Clinico e Educador
























terça-feira, 12 de novembro de 2013

A procura se si mesmo.


O ser humano vive em constante conflito, desde a sua existência, pois somos os únicos animais com consciência da nossa existência, no entanto não temos certeza de onde viemos, o que fazemos aqui e para onde vamos.
A maioria vive em conflito devido ao vazio e a solidão, causando infelicidade, indecisão, conflitos profissionais, familiares, dificuldades econômicas, falta de objetividade, complexos, necessitando muito da opinião alheia, com medo da solidão e abandono, causando muita ansiedade.
Vivemos numa sociedade consumista e imediatista e vejo pessoas que precisam estar na moda, em contato constante com as redes sociais, para não se sentirem sós. Observo pessoas que mesmo tendo muitos bens materiais com poder político e financeiro, que estão infelizes, deprimidos, com um vazio que não se preenche. Claro que existe uma pré-disposição para a solidão interior, que esta no DNA e no ambiente que vivemos desde a infância, que afasta a pessoa de si mesma, fazendo com que ela se enfrente , como se fosse um inimigo, mas sabemos que o nosso psiquismo busca o equilíbrio através da compensação, como acontece nos sonhos, tentando nos ajudar dando avisos que muitas vezes não percebemos ou não queremos ver, por isso as doenças são o caminho para a salvação ou para a morte.
A psicoterapia é muito importante, pois nos faz pensar melhor, nos conhecermos mais e assim nos ajudando a enfrentar as dificuldades com maior lucidez.
A solidão saudável que nos ajuda a refletir sobre a nossa existência conscientemente é positiva, desde que não neguemos a realidade e estejamos em equilíbrio, mas a solidão patológica, que afasta a pessoa do mundo fazendo com que ela se isole sem pedir ajuda externa, pode leva-la a surtar e cometer até suicídio, ou fazendo a pessoa morrer aos poucos através de uma doença, ingestão de drogas, se matando lentamente.
Se vocês conhecerem alguém neste estado, ajude e interfira, a pessoa nesse estado não tem condições de decidir por si mesma, mesmo que ela diga que não quer, pois estará deprimida e fora de si e se não houver uma intervenção externa, ela poderá morrer. Vemos pessoas abandonadas e pedintes pelas ruas, dão a impressão que estão em plena liberdade, mas estão fora da realidade e precisam de ajuda para poderem voltar à família e terem um trabalho digno, o abandono não é saudável e sim doentio.
Por mais que tenhamos o livre arbítrio, ele somente deve ser aceito quando estamos conscientes e não em crise.
O ser humano vive em constante conflito pela consciência existencial, e quando não consegue elaborar seus medos, fica agressivo se agredindo ou agredindo o mundo.
As pessoas estão solitárias e individualistas cada vez mais isoladas do mundo com seus celulares no ouvido ou enviando mensagens para a pessoa ao lado.
Faltam afeto e convívio em família ou com outros grupos, somos seres sociais e precisamos uns dos outros.
O ser humano está solitário com nunca e precisa ser mais solidário, mas infelizmente estamos nos afastando cada vez mais, como o universo em expansão.

Marco Antonio Garcia
Psicoterapeuta
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  Família                          A       família é ou deve ser a célula mater da sociedade.                      Uma família organ...