domingo, 26 de abril de 2026

 

 ARTIGO PARA O JORNAL “O SEMANÁRIO DA ZONA NORTE”

 

 

CINISMO

 

          O cinismo é uma corrente filosófica que surgiu na Grécia antiga por volta do século IV A.C.. A palavra deriva do grego kynikos, significando “como um cão”.

          Seu fundador é considerado Antístenes, que foi aluno de Sócrates, embora Diógenes de Sinope foi seu maior expoente. Conta-se que ele vivia em um barril de barro e levava uma vida de muita simplicidade, agindo como fosse um cão, da época e não atualmente, para mostrar a sociedade que a felicidade não dependia de ter e sim de ser.

          Diferente de outras escolas filosóficas, o cinismo era pratica, pois seus seguidores buscavam a felicidade através da autossuficiência, mostrando que você não precisaria de nada além de si para ser feliz, sem apegos a riquezas, poder, pois estes aprisionam a alma.

          Os cínicos da época falavam as verdades livremente para qualquer um nas ruas sem medo de punições. Respeitavam as leis, as etiquetas e os luxos, mas as consideravam artificiais e hipócritas. Treinavam o corpo e a mente para suportar o frio, a fome, para fortalecer o espirito.

          No entanto não confundamos o cinismo filosófico grego com o conceito moderno.

          Acredita-se que o Grande Alexandre , quando encontrou Diógenes descansando ao sol lhe perguntou se poderia realizar algum desejo seu, e Diógenes respondeu “Saia da frente do meu sol”, o que deixou Alexandre, impressionado com a liberdade daquele homem.

          O cinismo foi influenciado pelo Estoicismo, que defendia a ideia de que a virtude é o maior caminho para a felicidade.

          No entanto muito diferente da visão moderna do que entendemos por cinismo. Enquanto que o cinismo antigo pregava a virtude e a liberdade moral, no moderno é visto como autodefesa e desilusão, desprezo pelas posses materiais, versus descrença na sinceridade alheia, viver de forma simples e honesta versus usar a ironia e o sarcasmo.           Outras características do cinismo são: desconfiança dos outros, descaramento, oportunismo.

          Outra passagem da vida de Diógenes, é que ele passava o dia com uma lanterna, dizendo estar procurando um Homem verdadeiro, que vivesse com honestidade e sem mascaras sociais.

          Poderia continuar procurando até hoje...

          Um pouco diferente do cinismo, o estoicismo diz que você pode ter riquezas desde que não seja escravo delas.

          Para os cínicos o sofrimento não era algo a ser evitado a todo custo, mas sim ser redefinido como uma ferramenta de libertação, sendo o que pregamos até hoje no processo terapêutico. Sofremos porque nos apegamos aos bens materiais, e esquecemos que caixão não tem gavetas e nem somos faraós.

          No cinismo moderno é frequentemente visto com uma postura de desilusão e apatia, com dificuldades de mudanças.

          O cínico contemporâneo e aquele que acredita ter visto de tudo, tentando se proteger das decepções políticas e sociais para não se frustrar.  Usa também a ironia e o sarcasmo para se manter distante das questões serias sem o comprometimento emocional.

          Na obra Critica da razão cínica, o cinismo é uma falsa consciência esclarecida do saber, mas agindo como não soubesse.

          Enfim precisamos ser cínicos às vezes, conscientes, sabendo o que fazemos, mas continuamos fazendo mesmo assim.

          Não confundir também cinismo com ceticismo.

          Afinal somos animais sociais em evolução eterna...

 

Marco Antonio Garcia

Psicólogo Clinico

 

         

         

 

terça-feira, 31 de março de 2026

 

 ARTIGO PARA O JORNAL “O SEMANÁRIO DA ZONA NORTE”

 

 

CINISMO

 

          O cinismo é uma corrente filosófica que surgiu na Grécia antiga por volta do século IV A.C.. A palavra deriva do grego kynikos, significando “como um cão”.

          Seu fundador é considerado Antístenes, que foi aluno de Sócrates, embora Diógenes de Sinope foi seu maior expoente. Conta-se que ele vivia em um barril de barro e levava uma vida de muita simplicidade, agindo como fosse um cão, da época e não atualmente, para mostrar a sociedade que a felicidade não dependia de ter e sim de ser.

          Diferente de outras escolas filosóficas, o cinismo era pratica, pois seus seguidores buscavam a felicidade através da autossuficiência, mostrando que você não precisaria de nada além de si para ser feliz, sem apegos a riquezas, poder, pois estes aprisionam a alma.

          Os cínicos da época falavam as verdades livremente para qualquer um nas ruas sem medo de punições. Respeitavam as leis, as etiquetas e os luxos, mas as consideravam artificiais e hipócritas. Treinavam o corpo e a mente para suportar o frio, a fome, para fortalecer o espirito.

          No entanto não confundamos o cinismo filosófico grego com o conceito moderno.

          Acredita-se que o Grande Alexandre , quando encontrou Diógenes descansando ao sol lhe perguntou se poderia realizar algum desejo seu, e Diógenes respondeu “Saia da frente do meu sol”, o que deixou Alexandre, impressionado com a liberdade daquele homem.

          O cinismo foi influenciado pelo Estoicismo, que defendia a ideia de que a virtude é o maior caminho para a felicidade.

          No entanto muito diferente da visão moderna do que entendemos por cinismo. Enquanto que o cinismo antigo pregava a virtude e a liberdade moral, no moderno é visto como autodefesa e desilusão, desprezo pelas posses materiais, versus descrença na sinceridade alheia, viver de forma simples e honesta versus usar a ironia e o sarcasmo.           Outras características do cinismo são: desconfiança dos outros, descaramento, oportunismo.

          Outra passagem da vida de Diógenes, é que ele passava o dia com uma lanterna, dizendo estar procurando um Homem verdadeiro, que vivesse com honestidade e sem mascaras sociais.

          Poderia continuar procurando até hoje...

          Um pouco diferente do cinismo, o estoicismo diz que você pode ter riquezas desde que não seja escravo delas.

          Para os cínicos o sofrimento não era algo a ser evitado a todo custo, mas sim ser redefinido como uma ferramenta de libertação, sendo o que pregamos até hoje no processo terapêutico. Sofremos porque nos apegamos aos bens materiais, e esquecemos que caixão não tem gavetas e nem somos faraós.

          No cinismo moderno é frequentemente visto com uma postura de desilusão e apatia, com dificuldades de mudanças.

          O cínico contemporâneo e aquele que acredita ter visto de tudo, tentando se proteger das decepções políticas e sociais para não se frustrar.  Usa também a ironia e o sarcasmo para se manter distante das questões serias sem o comprometimento emocional.

          Na obra Critica da razão cínica, o cinismo é uma falsa consciência esclarecida do saber, mas agindo como não soubesse.

          Enfim precisamos ser cínicos às vezes, conscientes, sabendo o que fazemos, mas continuamos fazendo mesmo assim.

          Não confundir também cinismo com ceticismo.

          Afinal somos animais sociais em evolução eterna...

 

Marco Antonio Garcia

Psicólogo Clinico

 

         

         

 

 

 

 

 ARTIGO PARA O JORNAL “O SEMANÁRIO DA ZONA NORTE”

 

Ter Amor próprio

 

 

Você se respeita?

Reconhece o seu valor ?

Faz as coisas que lhe fazem bem?

Cuida da sua saúde física e emocional ?

 

            Acredito que você respondeu "não", a alguma delas, não é?

            Se uma pessoa não se ama,  não procura sua própria felicidade, não conseguirá amar verdadeiramente outra pessoa.

             Só pode amar quem se ama, o que é diferente de paixão, onde a pessoa se entrega a outra se anulando e sofrendo.

Amar é se respeitar, se aceitar como é, para poder melhorar, respeitando a individualidade do outro, sem ciúme ou inveja doentia, com confiança, cumplicidade e até amizade, mas com química física.

            Aproximamo-nos pelas características positivas que mais chamam a atenção, enquanto que as características negativas nos afastam, pois não gostamos no outro aquilo que não gostamos em nós.

            Quem ama de verdade, vive o presente, e não preso no passado ou o futuro.             Quem se ama não guarda rancores, culpas, ressentimentos, magoas, pois compreende e tem compaixão de si e do outro, se perdoando pelas falhas.

             Amor não é se envolver com a pessoa perfeita, aquela dos nossos
 sonhos, nós também não somos perfeitos, devemos aprender sempre, é na convivência que evoluímos. .
            Não existem príncipes nem princesas no mundo real, somente nos contos de fadas e nos títulos da nobreza, e nos filmes românticos.
            Encare a outra pessoa e a si mesmo de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de suas dificuldades.
            O amor só é verdadeiro, quando encontramos alguém que nos ajuda a ser melhor do que somos, assim juntos voaremos como a águia e o falcão, próximos, mas livres um do outro, sem possessão. Ter amor próprio é não depender de pai, mãe, parceiro (a), é ser interdependente e autônomo, é não ser nem egoísta nem altruísta.

            Prefira jogar frescobol ao tênis. No frescobol, colaboramos, jogamos para que o outro pegue a bola e devolva em parceria sem lutas pelo poder, enquanto que no tênis, jogamos para competir, ganhar do outro o tirando da jogada para vencê-lo.

            Quem se ama ou ama o próximo, não pode sentir paixão ou ódio, que são opostos.

Quem ama passionalmente, apresenta dificuldades, como insegurança, fragilidade emocional, possessão, querendo controlar a vida do outro como se fosse uma mãe ou pai super protetor, e ai sofre por não ser correspondido.

            Estamos vivenciando constantemente pela mídia, noticias de relacionamentos passionais, com vinganças que chegam à morte com instinto de crueldade, que somente o animal humano é capaz de realizar quando desperta seu lado maléfico.            Provavelmente quem não tem amor próprio, teve dificuldades na educação infantil com conflitos maternos e paternos, com sentimentos de abandono, rejeição ou superproteção, todo extremo é negativo, juntamente com sua personalidade egocêntrica não desenvolvida, sem limites e disciplina não conseguindo se libertar da prisão interior do controle das situações querendo que o mundo gire em sua volta, ao invés de girar em torno do mundo; não seja um sol prefira ser um planeta.                         O universo é muito grande seja um planeta em equilíbrio dentro de uma galáxia em desenvolvimento, seja parte desse todo e o não queira ser o todo.                            Amor é respeito, cumplicidade, saúde mental, equilíbrio, sinceridade, autoestima em equilíbrio, e paz interior consigo e com o outro.

Como disse Charles Chaplin: Aprender a se colocar em primeiro lugar não é egoísmo nem orgulho. É amor próprio.

 

Marco Antonio Garcia

Psicólogo e Psicoterapeuta

Blog: psicologiaemartigos.blogspot.com.

sábado, 24 de janeiro de 2026

 

Sorte ou Competência

 

Sorte ou competência?

        Muitas vezes dizem que a pessoa tem sorte porque encontrou um bom emprego ou tem bons ganhos nas aplicações, ou tem uma boa família.

Quem é competente ou talentoso é procurado pelas empresas e instituições.

 Procuram-se pessoas que possam desempenhar bem suas funções e com criatividade. Todos nos temos competências e talentos, é preciso que se descubra qual é, e desenvolver essa habilidade que pode ser hereditária, genética e desenvolvida, dependendo bastante do meio ambiente, que pode facilitar ou retardar o surgimento do talento, bem como as oportunidades, e o que chamamos de sorte seria o conjunto de competência com a oportunidade e o momento.         Essas três características precisam estar em sintonia para que o talento apareça.

               Existem vários tipos de competências, e podemos ter varias como; criatividade, sociabilidade, competitividade, liderança, curiosidade, boa imaginação, equilíbrio emocional, responsabilidade, ser pratico na solução dos problemas, tolerância, ambição, organização, capacidade de tomar decisões, podendo ser artísticas e sociais etc.

        Fazer o que gosta gostando do que se faz e fazendo bem feito é um ponto chave.        

        Se conseguirmos pensar com o coração e sentir com a mente, seriamos muito mais produtivos, sabendo dividir o tempo em trabalho, lazer e descanso. 

                 As pessoas mais competentes são aquelas que veem nas dificuldades ou crises as melhores oportunidades; grandes problemas grandes soluções, olhar para frente e para o alto, expandir o raciocínio, amplificar a visão, ver longe e bem.

                   As barreiras e os obstáculos devem ser desafios e não motivos para desistirmos perdendo a motivação. Por mais experiências que tenhamos, ela esta no passado é como um túnel com a luz de saída para traz, mas o competente não se abala com as dificuldades que vai enfrentar, ele encara com otimismo responsável e capacidade de realização, quanto mais conhecimentos mais sabedoria para resolver e enfrentar os problemas.

Como diz o ditado “não me inveje, trabalhe”. Só no dicionário que sucesso vem antes de trabalho.

                   O mercado de trabalho e os pesquisadores buscam Indivíduos com características como: pessoas assertivas, empreendedoras, analíticas, sociáveis e disciplinadas.

               O psicólogo Carl Gustavo Jung desenvolveu uma tipologia classificando as pessoas em introvertidas ou extrovertidas com características de ego podendo ser: pensamento, sentimento, intuição e sensação, o bom é termos um pouco de cada, mas normalmente somos mais desenvolvidos em duas ou três, e é isso que determina nossas competências e qualificações pessoais e profissionais, fazendo com que nos conheçamos melhor, desenvolvendo o autoconhecimento, pois se estivermos bem com consigo mesmo estaremos bem com os outros, e somos seres interdependentes, é assim que evoluímos.

        Tem casos em que pessoas usam de suas competências para enganar os outros que são os psicopatas sociais.

                        Muitas pessoas que perdem seus empregos descobrem seus talentos e se dão bem, trabalhando como autônomos.      Faça uma reflexão e busque no seu interior o que gosta de fazer, seja diferente, quem sai da mesmice se da bem na vida.

Ficar reclamando, resmungando e chorando pelos cantos, sem sair do lugar não vai a lugar nenhum, se atola em seus prantos. Olhe para frente e acredite em você, o futuro depende do presente, plante hoje e cuide de sua roça e assim colherá bons frutos amanhã.

 

 

 

 

Marco Antonio Garcia

Psicólogo Clinico e psicoterapeuta.

 

Casamento

Casamento é coisa seria, por isso é importante o processo de namoro, noivado e por fim casamento. Um conhecendo o outro, convivendo percebendo as qualidades, dificuldades e as diferenças, principalmente aceitando e compreendendo, porém se as incompatibilidades forem muitas, é melhor nem casar; deve-se procurar outro relacionamento.

 Casamento é estar em constante transformação, com crises, que devem ser positivas para o crescimento do relacionamento a dois, que é maravilhosa, mas também é muito difícil, pois cabem a cada um a responsabilidade de 50% da relação e exercer 100% desses 50% de cada um, dialogando, superando as possessões ciumentas e invejosas que causam desconfiança e insegurança.

Como diz o ditado popular, o casal para se conhecer deveria comer um quilo de sal juntos, 50 % cada um, podendo levar uma vida toda.

Casar é somar, e a vida a dois requer cumplicidade, amor, compreensão, tolerância, momentos felizes ou tristes e superação juntos sem individualismos, mas respeitando as individualidades. 

Casamento requer atração física, equilíbrio emocional e condição financeira, bem dosados.

 Ter filhos somente quando a relação estiver bem e não para tentar melhorá-la, pois a vida muda e as responsabilidades aumentam.

 A terapia de casal ajuda nas definições, mas não é panaceia.

Se houver incompatibilidades irreconciliáveis, o melhor é a separação amigável de preferência, antes que crie um buraco negro galáctico.

 O individualismo e o egoísmo narcísico não cabem na relação a dois, tem que haver trocas, concessões, equilíbrio, controle emocional e muito amor e não ódio ou paixão exagerada.  A terapia de casal deve ser preventiva; procurar quando a crise se instalou e os dois acreditam que estão certos e radicais, não se obtém bons resultados, deve haver concessões mutuas. 

Após o nascimento do primeiro filho, se o casal não planejou ou não estiver preparado, podem surgir outras crises, pois se ampliam os papeis sociais, passando a serem também pai e mãe.

Discussões entre casais é comum e até saudáveis desde que as divergências sejam bem colocadas argumentadas e aceitas. O que não pode haver são insultos, humilhações, desrespeitos, agressões de qualquer tipo. Sempre espeitando a dialética.

A comunicação com diálogo é essencial para o bom relacionamento; não queira impor suas vontades e desejos, isso anula o outro e impede o sucesso da relação.

 Os filhos devem vir para somar e multiplicar a felicidade, e não para subtrair ou dividir a relação. A formação de uma família saudável requer muita experiência e paciência, caso contrário todos irão parar no consultório psicológico ou de um advogado e um acusando o outro, e não há terapia que cuide de feridas que não querem ser cicatrizadas.

 Muitas criticas destrutivas, excesso de brigas, agressões verbais com desrespeito, muito ciúmes sem motivo, esfriamento e isolamento do casal, falta de desejo sexual, são sintomas de que o relacionamento não anda bem.

 Se quiser salvar a relação busque o dialogo, e o namoro constante não deixando cair na rotina do dia a dia e procure ajuda enquanto há tempo, caso contrario as coisas podem piorar para todos.

Lembre que o homem é de marte a mulher de vênus vivendo num planeta estranho. Em qualquer relação haverá o arquétipo masculino e feminino.

As relações podem ser de vários tipos entre sexos diferentes ou iguais, mas as regras servem para todos os tipos de amor que vale a pena.

 

Marco Antonio Garcia

Psicoterapeuta junguiano

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