ARTIGO PARA O JORNAL “O SEMANÁRIO DA ZONA
NORTE”
Ter Amor próprio
Você
se respeita?
Reconhece
o seu valor ?
Faz
as coisas que lhe fazem bem?
Cuida
da sua saúde física e emocional ?
Acredito
que você respondeu "não", a alguma delas, não é?
Se
uma pessoa não se ama, não procura sua própria felicidade, não conseguirá
amar verdadeiramente outra pessoa.
Só pode amar quem se ama, o que é diferente de
paixão, onde a pessoa se entrega a outra se anulando e sofrendo.
Amar é se respeitar, se
aceitar como é, para poder melhorar, respeitando a individualidade do outro,
sem ciúme ou inveja doentia, com confiança, cumplicidade e até amizade, mas com
química física.
Aproximamo-nos
pelas características positivas que mais chamam a atenção, enquanto que as características
negativas nos afastam, pois não gostamos no outro aquilo que não gostamos em nós.
Quem ama de verdade, vive o
presente, e não preso no passado ou o futuro. Quem
se ama não guarda rancores, culpas, ressentimentos, magoas, pois compreende e tem
compaixão de si e do outro, se perdoando pelas falhas.
Amor não é se envolver com a
pessoa perfeita, aquela dos nossos
sonhos, nós também não somos perfeitos, devemos
aprender sempre, é na convivência que evoluímos. .
Não existem príncipes nem princesas
no mundo real, somente nos contos de fadas e nos títulos da nobreza, e nos
filmes românticos.
Encare a outra pessoa e a si
mesmo de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de
suas dificuldades.
O amor só é verdadeiro, quando
encontramos alguém que nos ajuda a ser melhor do que somos, assim juntos voaremos
como a águia e o falcão, próximos, mas livres um do outro, sem possessão. Ter
amor próprio é não depender de pai, mãe, parceiro (a), é ser interdependente e
autônomo, é não ser nem egoísta nem altruísta.
Prefira jogar frescobol ao tênis. No
frescobol, colaboramos, jogamos para que o outro pegue a bola e devolva em
parceria sem lutas pelo poder, enquanto que no tênis, jogamos para competir,
ganhar do outro o tirando da jogada para vencê-lo.
Quem se ama ou ama o próximo, não
pode sentir paixão ou ódio, que são opostos.
Quem ama passionalmente,
apresenta dificuldades, como insegurança, fragilidade emocional, possessão, querendo
controlar a vida do outro como se fosse uma mãe ou pai super protetor, e ai sofre
por não ser correspondido.
Estamos vivenciando constantemente
pela mídia, noticias de relacionamentos passionais, com vinganças que chegam à
morte com instinto de crueldade, que somente o animal humano é capaz de realizar
quando desperta seu lado maléfico. Provavelmente
quem não tem amor próprio, teve dificuldades na educação infantil com conflitos
maternos e paternos, com sentimentos de abandono, rejeição ou superproteção,
todo extremo é negativo, juntamente com sua personalidade egocêntrica não
desenvolvida, sem limites e disciplina não conseguindo se libertar da prisão
interior do controle das situações querendo que o mundo gire em sua volta, ao
invés de girar em torno do mundo; não seja um sol prefira ser um planeta. O
universo é muito grande seja um planeta em equilíbrio dentro de uma galáxia em
desenvolvimento, seja parte desse todo e o não queira ser o todo. Amor é respeito,
cumplicidade, saúde mental, equilíbrio, sinceridade, autoestima em equilíbrio, e
paz interior consigo e com o outro.
Como
disse Charles Chaplin: Aprender a se colocar em primeiro lugar não é egoísmo
nem orgulho. É amor próprio.
Marco
Antonio Garcia
Psicólogo
e Psicoterapeuta
Blog:
psicologiaemartigos.blogspot.com.
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