sábado, 25 de março de 2017

Tanatofobia


           Quem tem medo da morte levanta a mão.
                       A única certeza que temos ao nascer é que vamos morrer, e mesmo assim é um dos maiores temores da maioria das pessoas.
                       Será devido às questões existenciais que indagamos como:
De onde viemos?
O que fazemos aqui?
Para onde iremos?
                       As Religiões, a Mitologia, as Filosofias de vida, as Seitas as Ordens, procuram dar explicações para essa questão mortal, talvez para aliviar e controlar o sofrimento humano. O animal humano provavelmente é o único que tem consciência da sua existência e a necessidade da divindade, devido a grande insegurança pessoal.
                        Jung escreveu o seguinte sobre a morte. “É no misterioso momento do meio dia da vida que acontece o nascimento da morte”. Por volta dos 35 aos 45 anos , quando a curva da vida alcança o auge dá-se a transição, mesmo assim muitos estão entre o desejo de viver e o desejo de morrer, no entanto só permanecerá vivo quem estiver disposto a morrer com a vida. Vivemos para morrer e morremos para dar significado á vida eterna.
                          O sentimento de perda das pessoas próximas envolve solidão, insegurança, culpas, angustias, abandono. O processo de Individuação bem compreendido nos ajuda a aceitar e nos preparar para a morte. Verificamos em consultório que crianças , adolescentes, adultos e idosos tem medo da morte, cada um do seu modo de ver .
A logoterapia estuda o sentido da vida, mas é no leito de morte que as pessoas refletem, através dos paliativos e questões sobre a eutanásia .
                           Para alguns a morte pode ser o fim de um período de sofrimento através da autodestruição devido à tensão excessiva, para outros pode ser a transformação, a passagem a continuidade para a vida eterna. Outros morrem para viver na memória daqueles que o admiravam e idolatravam, outros morrem anonimamente e indigentemente.
                           A morte pode ser a suprema libertação e transformação das coisas .
                Todo problema tem solução, até a morte pode ser solução.
                           Na mitologia grega a morte (Tânato) , fazia-se filha da noite e irmã do Sonho, e relaciona-se com o elemento terra e o esterco está associado ao seu simbolismo.
                     C.G.Jung acreditava que a psique inconsciente ignora a morte como sendo um fim, e que os sonhos continuam a ocorrer como se nada estivesse por acontecer e o processo de individuação fosse o sentido da vida independente da morte estar ou não a caminho. No entanto existem situações prospectivas onde o inconsciente não ignora a aproximação da morte, é quando o sonhador tenta forjar ilusões para si mesmo a respeito do fim eminente, diz M.L .Von Franz.
                         Sonhos com morte são comuns, podem ser assustadores, mas raramente seu significado é a morte, podem anunciar mudanças e transformação em nossas vidas, preste atenção nos sonhos e em suas mensagens.
                            Será que a vida é eterna ?
                            Será que somente nós existimos neste Universo?
                            Será que somos parte de um todo existencial infinito no tempo e no espaço ?
                           Será que a existência terrena material é finita sem influencia de energias cósmicas ?
                           Só sei que devemos ser e fazer o melhor aqui e agora, sem se angustiar pelo passado e nem sofrer ansiosamente pelo futuro.  Se existir algo além vai depender do que fizermos aqui, se não existir pelo menos fizemos o melhor que pudemos, assim ficaremos na lembrança e na saudade de quem ficou.
                           Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma, reflita ...
                           Muita paz e amor a todos na vida e na Morte. 

 
Marco Antonio Garcia
Psicólogo Clinico
Email – marco.garcia357@gmail.com

           

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Relacionamentos

As maiores queixas em consultório são sobre relacionamentos afetivos. Dificuldades em encontrar alguém com quem possa conviver harmoniosamente, por algum tempo juntos.
De onde vem essa dificuldade tanto para homens quanto para mulheres?
Os motivos e causas são vários. Primeiro que somos diferente um do outro, até o lado direito do nosso corpo é diferente do esquerdo, e precisam viver bem, já imaginou um lado brigando com o outro. No entanto peguemos como exemplo a mão, com cinco dedos um diferente do outro, cada um com sua função e se dão bem, nunca vi os dedos das mãos brigando, pois são solidários, assim deveriam ser os relacionamentos, respeitando as diferentes e individualidades.
Relacionar-se com os outros é difícil, mas relacionar-se consigo mesmo é mais difícil ainda.
No inicio de um relacionamento, são as simpatias que aprecem as qualidades as identidades, com o passar das semanas surgem as diferenças e aí começam os problemas, pois se quer que o outro seja parecido com você em tudo, como gostos, valores, desejos, fantasias, ou se aceitam e se ajustam sendo menos individualistas e egoístas ou ficarão sozinhos.
Aí eu te pergunto, você casaria com você? Pense bem.
Alguns fatores atrapalham os relacionamentos como a baixa autoestima, se sentindo inferior ao parceiro não se valorizando, sendo muito auto critico e  inseguro. Nesse caso precisa-se desenvolver o amor próprio.
Outro motivo, é ir como muita vontade querendo já resolver tudo no inicio fazendo planos futuros sem que se conheçam, criando muita expectativa e depois se frustrando, isso ocorre com pessoas muito ansiosas que não vivem o presente, ou estão presas no passado ou vivem no futuro, de um passo de cada vez e aos poucos. De tempo ao tempo.
Outro motivo é ser exigente demais, querendo que o outro seja perfeito bom em tudo, rico, inteligente, romântico, seguro, bom de cama, etc. ou só encontrando mais defeitos do que qualidades, exigindo mudanças do outro. Ninguém é perfeito, quem busca a perfeição no outro não esta bem consigo mesmo.
 Quem muito escolhe... vai ficar só.
Aqueles que buscam a princesa ou o príncipe continuam imaturos, vivendo no mundo de Peter pan ou Alice no país das maravilhas.
Outro motivo é ser muito ciumento pegajoso e controlador, ninguém gosta de ser controlado principalmente os homens.
Ter amor próprio é fundamental, se seu passado te incomoda procure ajuda para se libertar e compreendê-lo, aceitando o outro e a si mesmo como é para poder evoluir, pois não mudamos o que fomos e sim o que fazemos.
Imagine um bolo, você é responsável por fazê-lo, desde escolher a receita, os ingredientes, prepara-lo, assa-lo, recheá-lo e fazer a cobertura, os outros poderão colocar a cereja, mas se o bolo não estiver gostoso, de nada adiante, faça o seu bolo da melhor forma, o primeiro pedaço é seu, para depois reparti-lo, não dê o que não tem.
Nos relacionamentos com o outros não olhe somente os defeitos, faça como os lírios que mesmo nascendo no esterno são lindos e perfumados,  extraia o que é bom  e jogue fora o que não presta.
Busque o autoconhecimento para viver bem e melhor consigo e com os outros.

Marco Antonio Garcia
Psicólogo e psicoterapeuta.
marco.garcia357@gmail.com





sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Borderline

O transtorno de personalidade borderline, é uma das quatro tendências patológicas da personalidade, sedo uma condição mental grave, pois invade o individuo subitamente causando instabilidade nas relações interpessoais na autoimagem e nos afetos, tornando-o impulsivo.
Surge no inicio da fase adulta e é de difícil diagnóstico. Como o nome diz a pessoa vive no limite entre a neurose e a psicose, como em cima de um muro estreito.
As causas são varias, tendo fatores genéticos hereditários devido ao desequilíbrio dos neurotransmissores. Podendo também ter fatores ambientais familiares com experiências emocionais precoces negativas, desenvolvendo a propensão para a patologia. Famílias onde ocorrem muitas brigas, traições, abandonos, rejeições, agressões, perdas, abusos sexuais entre outros, pode desencadear a patologia.
Às vezes se confunde o borderline como o transtorno bipolar, que é mais grave.
Os sintomas são a instabilidade emocional, vivendo nos extremos ou 8 ou 80, como se diz, com angustias, possessividades, manipulações, crises de ansiedade e depressão, medo do abandono e perda, autoestima baixa, tendências ao suicídio, vazio profundo, alterações no humor repentino, sentimentos paranoides, estresse alto, irritabilidade constante, e até automutilação, sofrendo muito tanto a pessoa quanto quem convive com ela, se não souber lidar com os sintomas, podendo também ter outras patologias como o TOC.
O tratamento é com medicamentos receitados por um psiquiatra que fará o diagnostico e muita psicoterapia ativa e próxima do terapeuta, passando segurança, proteção e confiança ao cliente. A família é muito importante no envolvimento e orientação, podendo demorar anos o processo terapêutico.
Com a aceitação e envolvimento o cliente poderá ter uma vida social e profissional equilibrada, com mais qualidade, porem deve ficar atento a qualquer sintoma e identifica-lo para enfrentar antes que aumente e saia do controle e volte a ter crise. Boa alimentação e atividade esportiva ajudam muito. Com o passar dos anos e com o tratamento as crises diminuem principalmente a partir do 40 anos, com a maturidade psíquica, mas sem tratamento ela continuara e poderá se agravar. No filme Atração Fatal temos um exemplo da patologia.
Todos nós podemos ter um pouco de cada coisa, o que devemos evitar é ter muito de uma coisa só. A tendência é viver nos extremos que parece mais cômodo, evitando mudanças, mas o ideal é buscarmos o equilíbrio psíquico, que é mais difícil, mas é mais saudável.
Viver bem e feliz dentro do possível, no entanto as crises e conflitos nos tornam mais fortes, no entanto não apresse o rio, pois ele corre sozinho.

Marco Antonio Garcia
Psicólogo e psicoterapeuta
marco.garcia357@gmail.com






quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Persona


O que é persona?
Em latim significa a mascara utilizada pelo ator para representar o seu papel na peça teatral, muito utilizada também na Grécia, sendo o símbolo do teatro, a mascara triste e a alegre.
Na psicologia Junguiana, persona é um arquétipo, que usamos para nos mostrar perante os outros ou a nós mesmo, uma mascara social. Assim aquela frase “a primeira impressão é a que fica”, é verdadeira, apesar de não ser a única mascara que usamos, pois nem sempre se mostra o que realmente é a nossa personalidade por ser flexível e adaptável ao ambiente e momento, por termos vários papeis sociais ao longo da vida, como filho, amigo, irmão, pai, mãe, empregado, empregador, estudante etc.
Temos a nossa individualidade, mas somos influenciados pelos outros, precisamos do outro como referencia, é a psique coletiva, sem perder o amor próprio. É através da persona que nosso ego se relaciona com o mundo, aceitando e se adaptando a realidade e aos relacionamentos. A persona nos ajuda e protege, sendo positiva, mas pode ser negativa quando nos identificamos com uma persona, por exemplo, imagine um advogado, psicólogo ou medico que assume essa personalidade profissional em todos os lugares, seria insuportável, por isso precisamos ser maleáveis ao ambiente onde estamos.
No inicio dos relacionamentos, mostra-se as qualidades para conquistar ou seduzir e conquistar o outro, e aos poucos a mascara cai e aparecem os outros lados da personalidades, e ao longo do relacionamento, devem-se aceitar as dificuldades do outro e evoluir para um relacionamento longo ou se termina, devido ao individualismo e, incompatibilidades, não respeitando a individualidade de cada um, no processo de individuação.
Ninguém muda o outro, a mudança é uma porta que se abre pelo lado de dentro apenas, não mudamos na essência somente na existência e naquilo que queremos e precisamos, mas estamos em constante processo de mudanças sempre.
Mudamos o que fazemos e não o que fomos.
No inicio dos relacionamentos, a mulher aceita o homem como ele é, mas acredita que irá conseguir muda-lo ao seu jeito, com manipulações, controles e possessões, mas o homem muda pouco e só naquilo que ele quer. Enquanto que o homem espera que a mulher seja para sempre igual aquela dos primeiros encontros, mas ela muda mais ao longo do relacionamento, principalmente se tiver filhos.
 Se ambos se gostarem e aceitarem as diferenças e aprenderem com elas, formará uma família saudável, e longa caso contrario, devido às incompatibilidades e egoísmos, o relacionamento acabará.
As personas positivas semelhantes se atraem, as negativas se repelem, e os opostos podem evoluir.
Somos o que fomos, mas devemos e podemos melhorar sempre para evoluir no processo existencial cósmico.

Marco Antonio Garcia
Psicólogo Clinico
marco.garcia357@gmail.com


segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Resiliência


Na física, resiliência é a capacidade dos corpos retornarem a forma anterior, depois de submetidos a grandes esforços, como um elástico quando esticado voltar ao tamanho natural, se readaptando.
Na psicologia é a capacidade de lidar com os problemas, superando as dificuldades, pressões e estresses, sem perder o equilíbrio emocional , como na musica ¨ levanta, sacode a poeira e da à volta por cima ¨ e seguir em frente.
Superação, adaptação a novas situações ou enfrentar novos desafios após derrotas, como por exemplo, nos esportes, quando um atleta perdendo competições, não desiste e treina mais, vencendo nas próximas competições, como vimos varias vezes nas olimpíadas e mundiais. Ter autocontrole e frieza emocional não se deixando abater por emoções ou cobranças internas ou externas, ter foco e objetivo. Superar complexos de inferioridade, acreditando no próprio potencial, tendo inteligência emocional.
Para se conseguir ter resiliencia é preciso administrar as emoções, com serenidade, controle dos impulsos, sendo otimista, acreditando em si mesmo com amor próprio, porem se preparando muito física e psicologicamente para suportar as pressões do dia a dia.
Identificar as causas do conflito, respeitando o ambiente e o tempo, tendo também empatia, sentindo o que o outro sente, mas sem se envolver emocionalmente, com autoconfiança e concentração.
A natureza é um bom exemplo de resiliencia, se readaptando ao eco sistema.
Ao tomarmos uma decisão com atitude e correção, enfrentando os medos e consequências, superamos e crescemos tanto no pessoal, familiar ou profissional.
Não devemos confundir resiliencia com resistência, pois se somos resistentes não queremos mudanças, na resiliencia ao contrario, enfrentamos e queremos mudar e evoluir.
No profissional principalmente devemos enfrentar as pressões com sabedoria, nem sempre o problema está no outro, muitas vezes nosso ego não nos deixa ver que o problema está em nós e culpamos os outros, e se não refletirmos ou buscarmos o autoconhecimento, não superamos e ficamos resistentes às mudanças podendo nos prejudicar no mundo profissional.
O processo de desenvolvimento é eterno, independente da idade, pois quem vive bem consigo , vivera bem com o outro, o tempo passa, o importante é passar bem.
 A videira, quanto mais sofre as mudanças do clima melhor  safra de vinhos produz, com resiliência, sigamos esse exemplo.

Marco Antonio Garcia
Psicólogo Clinico
marco.garcia357@gmail.com






sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Auto-hipnose

A imaginação é menos importante que a vontade.
Hipnose é auto sugestão. Você está no controle, não é sono e sim estado de vigília.
Pensamento positivo gera atitude positiva no subconsciente, podendo tornar-se realidade ligado a emoções do momento e a meta desejada, sendo a hipnose um instrumento no processo psicoterapêutico.
Hipnose vem do grego hipno – deus do sono.
A hipnose é uma técnica de auto concentração em algum estimulo esterno ou interno,  um som, imagem,respiração como foco e objetivo.
Quando nos concentramos em uma leitura ou assistimos a um filme que nos interessa podemos entrar em estado de auto-hipnose, prestando  muita atenção . Na hipnose não perdemos a consciência e sim relaxamos e ficamos receptivos a sugestões, diminuindo as ondas alfa cerebrais. Quem aceita a sugestões hipnótica, cerca de 80% das pessoas pode receber ajuda em casos de depressão, ansiedade, estresse, transtornos da alimentação, vícios ,transtornos do sono, baixa auto estima, dores,doenças psicossomáticas ou na busca do auto conhecimento voltando ao passado desbloqueando traumas.
 Instrumento que ajuda na psicoterapia tanto pessoalmente quanto profissionalmente.
A hipnose não é panaceia, não serve para todos nem para todos os casos, deve ser utilizada com  o consentimento do paciente, e levada a serio. Para se realizar uma boa hipnose que é um estado de concentração profunda, onde o foco está em alguém ou algo. Pode ser feita como auto-hipnose, isto é você mesmo fazer em você, com treino e paciência , se dando instruções para modificar suas atitudes e comportamentos, melhorando a qualidade de vida , estando ciente de suas queixas e incômodos. Temos vários tipos de hipnose desde a clássica  até a Ericksoniana.
Deve estar sentado ou deitado  num local confortável, com luz amena, sem barulhos. Pode se utilizar um pendulo, ou autos sugestão.  Relaxando o corpo como um todo  , respirando suavemente e lentamente, longa e profundamente,  pense em um lugar agradável que gostaria de estar, e se transporte para esse lugar, contando  até dez, e você estará nesse lugar, e  vivenciara  o que esta vendo e acontecendo.
Como esta se sentindo?
Após  os relatos, estando satisfeito,  voltará  depois de contar de dez a  um,  e voltara aos poucos da viagem.
Você pode fazer isso sozinho em casa, treinando aos poucos sem pressa. No consultório poderá recordar de fatos que poderão ajuda-lo a desbloquear memórias boas ou más, para  um melhor bem estar  biopsicossocial.Fales frases positivas, evite o não, fale o que deseja que aconteça, seja positivo.  Treine bastante seja persistente e proativo.
A hipnose somente deverá ser aplicada por quem  conhece e pode  orientar o paciente adequadamente.

Marco Antonio Garcia
Psicólogo
Email : marco.garcia357@gmail.com






segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Terapia de casal

A convivência com o outro é tão difícil quanto à convivência com agente mesmo.
Eu te pergunto?
Você casaria com você?
Difícil resposta, pois somente evoluímos no relacionamento com os outros.
Seria bom se fossemos como os dedos das mãos, que são cinco, um diferente do outro cada qual com sua função e se dão muito bem, não brigam, se ajudam. Como as mãos se cumprimentando.
A convivência com o outro requer muita tolerância, cumplicidade, respeito, sentimentos de carinho e amor, saber ceder e aceitar as qualidades e dificuldades próprias e alheias.
A terapia de casal ajuda em muito na compreensão e solução dos conflitos, desde que ambos queiram e estejam dispostos a dialogar.
Respeitar as individualidades é um ponto crucial, pois cada um tem seus gostos, preferências e hobbies, que precisam ser respeitados dentro de limites é claro. No entanto não se pode esquecer que está numa relação, pois mais liberal que seja, existe um comprometimento.
Os conflitos mais comuns no relacionamento são os de comunicação, um não entendendo o que o outro diz e pensa, em relação a problemas financeiros, filhos, infidelidade, muito ciúme e desconfiança, problemas com a sexualidade, conflitos entre as famílias de ambos entre outros.
Quando o casal decide ter filhos, mesmo que planejado precisam saber que o dia a dia de ambos vai mudar e muito, e precisam se preparar para isso. Ser mãe e pai não é fácil, apesar de ser realizador ser pai e ser mãe. A mulher mãe pode rejeitar o filho ou superproteger, o pai vai perder algumas liberdades, mas precisa estar junto na criação do filho, não estamos mais no tempo das cavernas em que a mãe cuidava da prole e o pai saia para caçar, pescar ou ir para a guerra, precisa estar mais próximo e sem ciúme de competição. A educação atual deve ser compartilhada. Se não conseguirem dar conta das responsabilidades peçam ajuda a pessoas mais experientes ou profissionais da área.
A vida a dois com ou sem filhos é muito boa, mas requer compreensão e respeito à individualidade de cada um, com dialogo para se lapidarem de dentro para fora. Todos temos nossos vícios e manias, que precisamos lapida-los, evitando os hábitos e rotinas cansativas, ter tempo para si é importante, viver para os outros somente não é bom.
No começo do relacionamento acontece as paixões que são emoções intensas e ao longo tendem para o amor que é um sentimento mais equilibrado e duradouro, tomando cuidado para não virar ódio. Quem realmente ama não odeia, somente quem está apaixonado e não é correspondido pode odiar.
Respeitar as diferenças, sair do habitual com viagens, passeios dispersa os conflitos. Evite que pessoas de fora mesmo familiares interfiram no relacionamento, às vezes querendo ajudar atrapalham. Por isso uma terapia de casal ajuda nesse momento, pois um profissional neutro que empaticamente vai pontuar as diferenças e apresentar saídas para um melhor relacionamento, e se não for mais possível , que a separação seja a mais amigável, pelo bem de ambos e da família. Muitos casais se separam e continuam com amizade isso é maturidade.
Concordo que não é fácil reconquistar e renovar o relacionamento varias vezes, mas aí esta o amadurecimento pessoal e social, quem busca relacionamentos e não encontra , pode estar em conflito consigo mesmo, e projeta no outro os próprios problemas.
Um bom relacionamento prevê sinceridade, honestidade, cumplicidade, respeito sem agressões, tente se colocar no lugar do outro, não fazendo ao outro o que não gostaria que fizessem com você.
Se não conseguir resolver dentro da família procure ajuda, é melhorar consertar uma relação do que trocar como fosse um objeto descartável.

Marco Antonio Garcia
Psicólogo clinico
Email.  marco.garcia357@gmail.com


  Família                          A       família é ou deve ser a célula mater da sociedade.                      Uma família organ...