sábado, 10 de junho de 2017

Honestidade

O que é honestidade?
Literalmente é ser verdadeiro, não mentir, não enganar, não fraudar ou corromper. Etimologicamente vem do latim, honos, que significa honradez, dignidade.
Ser honesto e parecer honesto deveria ser característica do ser humano, que repudia a falcatrua, não ser conivente, levar vantagem em tudo, ser malandro, mais esperto que o outro, não ser corrupto ou sonegador, não respeitar o próximo ou a si mesmo.
Ser honesto é respeitar as normas e regras éticas e morais. A ética estuda os fundamentos dos valores morais, para orientar o comportamento humano, pessoal ou profissional, sendo o modo de ser de cada um, com sua índole, portanto ser coletivo. A moral são os costumes, regras e convenções de cada sociedade ou cultura, o modo de agir das pessoas, buscando o bem estar social.  Por isso as frases “Não faças ao outro o que não gostaria que fizessem com você” bem como” faça o que eu digo, mas não o que faço” definem bem sobre a honestidade de cada um.
Não prejudicar o outro, ser compreensivo, tolerante, perdoar é um ato moral, sendo lição de vida.
O grande Rui Barbosa discursando no Senado Federal em 17/12/1914, disse:
“De tanto ver triunfar as nutilidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.
Será que de lá para cá melhorou?
Ser honesto é ser sincero, ser o que é na maioria das vezes, sem hipocrisia, saber ser político sem politicagem. Vivemos numa sociedade com muitos melindres, preconceitos, violências, temos que tomar cuidado com o que falamos para não sermos processados por danos morais.
Sendo assim será que existe alguém 100% honesto com os outros e consigo mesmo?
Ouvir verdades machuca o ser humano que nem sempre está preparo para ouvir e aceitar, mas também quais verdades? A mentira é a verdade que gostaríamos que fosse verdadeira. Enganamos-nos e tentamos enganar o outro, por defesa ou malandragem mesmo.
Se não conseguirmos ser 100% honestos vamos tentar nos aproximar como indivíduos na sociedade, pois nós brasileiros somos muito mal vistos por outros países ditos “civilizados”; quando alguém devolve uma carteira que encontrou, é tido como exemplo de honestidade, sendo que isso deveria ser regra.
O caminho é longo, mas a cada passo podemos melhorar, mesmo que o exemplo não venha das autoridades, vamos fazer a nossa parte, para estarmos bem e vivermos melhor sem culpas e em paz.


Marco Antonio Garcia
Psicólogo clinico de orientação Junguiana
e mail – marco.garcia357@gmail.com






segunda-feira, 22 de maio de 2017

O que é traição.

Traição pode sugerir vários temas, como: perfídia, falsidade, emboscada, deslealdade, infidelidade. No entanto o tema que quero abordar é a traição no sentido de fidelidade conjugal (adultério).
O que é traição?
O sentido de traição pode variar de um extremo ao outro, para uns, pensar, olhar, desejar, sonhar com o outro, real ou virtual, pode ser um ato infiel, para outros terem aventuras passageiras, ou uma única vez, não tendo envolvimento afetivo, ou sair com uma garota de programa, para se satisfazer sexualmente; pode não ser considerada traição. Por isso cada caso é um caso.
Troca de casais, ou sexo grupal, será que é traição?
Para alguns é perversão sexual, para outros, pode ser normal. Assim, depende da consciência de cada um. O homem talvez por motivos culturais, hormonais, biológicos e até sociais, trai mais que as mulheres, mas pesquisas recentes mostram que as mulheres também estão tendo relacionamentos extras, em grande quantidade.
        Por que será que isso está acontecendo?
Acredito que tanto para homens ou mulheres, a traição acontece devido às oportunidades de aventuras, ou por não estarem contentes com suas parceiras (os), às vezes são estimulados pelos meios de comunicação de massa, despertando desejos recalcados, ou para ter prazeres diferentes, avidez sexual, ou até por vingança, para provar a virilidade masculina ou a sedução feminina.
O homem talvez para provar que é macho, garanhão, galo; e a mulher para mostrar para as outras mulheres que pode ter quantos homens quiser.
A prostituição é uma das mais antigas profissões do mundo, e em algumas culturas a poligamia e a traição é aceita principalmente para os homens, em outras culturas, flagelam aqueles que cobiçam o alheio.
Num relacionamento conjugal, a figura do amante externo, é como um invasor ou vírus, se você não estiver fortalecido ele invade.     O casal deve se considerar amantes, companheiros, confidentes e cúmplices, e quando surge à figura do terceiro elemento algumas coisas podem não estar andando bem, tanto para homens quanto para mulheres: como se sentirem ignorados, desprezados, se anulando na relação.
 Se as portas e janelas estiverem abertas o invasor pode se sentir atraído.
Buscam-se na internet em sites pornôs ou de bate papo, novos relacionamentos; no ambiente de trabalho com olhares sedutores e devoradores de ambos os lados, principalmente como a liberação sensual da mulher.
A mulher quando está traindo, disfarça muito mais que o homem, o homem mente mal, e a mulher percebe.
Ser “corno” é muito pior socialmente para o homem do que para a mulher.
 Quanto às fantasias sexuais mentais ou reais, são saudáveis quando servem para aquecer a relação a dois, sem muitas repressões e pudores. As pesquisas revelam que mais de 90 % das pessoas tem fantasias sexuais, mesmo que não revelem, ter fantasias é bom para o relacionamento estável, a química conjugal pode diminuir com o tempo, mas não acaba principalmente se tiver respeito e carinho. A traição pode trazer vários problemas emocionais, profissionais, financeiros e de saúde, sendo preciso se tomar muito cuidado.
O casal saudável pode ter fantasias sexuais reais, usando roupas mais sedutoras encontradas em sex shop, assistindo filmes eróticos, praticando Kama sutra ou tantrismo.
Serem amantes no sentido de se amarem física e sentimentalmente, sendo eternos namorados, não deixando que o dia a dia vire uma rotina é saudável para o casal que se ama. Podem-se ter relacionamentos de muitos anos sem infidelidade, com qualidade sexual, e o amor gera fidelidade.
No entanto quem é infiel com o outro precisa encarar a realidade e descobrir o que está acontecendo, para melhorar ou encerrar a relação, pois ninguém merece ser enganado a menos que queira e aceite. Devemos manter relacionamentos com amor, senão vira ódio ou paixão que são extremos perigosos.
Para a mulher fazer sexo significa que ela é amada, desejada e atraente e respeitada pelo marido. Para o homem é diferente, o homem trai por sexo, uma necessidade de perpetuação da espécie.        As prostitutas transam por dinheiro ou desvios de personalidade e para satisfazer a necessidade masculina.     
        O Sexo para o homem mostra que ele é viril, e perpetuador da espécie, gostando de fazer muito mais que a maioria das mulheres.    
        No relacionamento a mulher seduz o homem para ter segurança, proteção e amor, e muitas delas acreditando que estão seguras deixam de satisfazer o marido quando tem os filhos, muitas vezes achando que já conseguiram o que queriam e esquecem-se do parceiro, rejeitando-o e diminuindo o prazer orgástico, e daí o homem vai procurar quem lhe supra o que ele não tem em casa, muitas vezes por necessidade ou patologia. O casal deve ter vida sexual saudável e prazerosa, e a mulher se souber saciar seu homem o terá por muito tempo e fiel, sobre controle e domínio.
         Assim como o homem gosta de sexo, a mulher gosta de ser notada ter sua autoestima elevada, ser desejada, quer carinho, atenção, elogios, tudo isso é tão importante quanto o sexo, e um alô no dia seguinte é apreciado pelas mulheres. Se o casal buscar o equilíbrio, a relação a dois será muito mais gostosa. 
Cuidado com a ressaca moral, para que depois não tenhas culpa ou remorso, pense bem antes de cometer erros que podem não ter volta. Numa relação afetiva e sedutora tanto o antes como o durante e o depois são importantes. Após uma traição conjugal o casal pode se separar ou fortalecer sua relação, refletindo sobre as causas e superando, desde que exista o amor verdadeiro.
 Não podemos esquecer também que a mídia em geral, estimula o homem com fotos e filmes de mulheres nuas e sensuais, para vender seus produtos e o homem não tem sangue de barata, tem hormônios que estão à flor da pele.
 Sexo é instinto e diferente de amor, no entanto fazer sexo com amor é muito melhor.
 
Marco Antonio Garcia
Psicólogo Clinico  de orientação Junguiana
E mail. marco.garcia357@gmail.com



quarta-feira, 19 de abril de 2017

As fases do desenvolvimento humano

Antes mesmo do nascimento, trazemos memórias ancestrais gravadas nos cromossomos dos pais e da historia da humanidade, conforme a transmissão psíquica transgeracional. No inconsciente coletivo estão influencias genéticas hereditárias e ambientais, para a formação do nosso ego (eu) e da estrutura da personalidade, por serem ricas em informações e consequências mesmo inconscientes e que poderão jamais se tornar conscientes.
C.G.Jung, já resaltava no inicio do sec. 20, a importância dessas influencias gestacionais e ancestrais, contidas no inconsciente coletivo e familiar, através dos arquétipos.
Estamos ainda na infância do desenvolvimento da humanidade. Apesar do patriarcado racional ter uns 10.000 anos apenas, com o surgimento da agricultura e do sedentarismo, e o matriarcado emocional uns 200.000 anos, o conceito de família é muito mais recente tendo pelo menos uns 250 anos com a convivência com os filhos, concebidos e desejados ou rejeitados e abandonados, conforme pedagogia moderna.
Sabemos que tudo que acontece por volta dos dois ou três anos, fica gravado na memória inconsciente, sendo os mais importantes anos da nossa existência para o desenvolvimento da estrutura da personalidade.
Somos muito parecidos com os animais e plantas do planeta geneticamente, que evoluíram sexualmente a dois bilhões de anos, somos seres ancestrais e universais, na relação macro e microcosmica, poucos genes nos diferenciam. Por isso fazemos parte da evolução das espécies.         
          Nas primeiras cinco semanas o embrião se parece a um reptil.
O papel da mãe geradora mudou muito nas ultimas décadas, influenciando na formação da personalidade, inteligência e saúde da criança.
O parto normal, cada vez mais raro é como um ritual de iniciação, diferente das cesarianas, mais traumáticas para a criança. A amamentação também continua sendo de extrema importância para o desenvolvimento infantil nos primeiros meses, como uma troca química de amor e afeto, e deve perdurar de forma sadia essa relação mãe e filho.
 Crianças com problemas na concepção e contato afetivo nos três primeiros anos poderão ter sérias patologias quando crescerem. O cérebro humano se forma e desenvolve 70% até o primeiro ano de vida e 90% ate o terceiro anos, a partir daí recebe informações, mas o que ficou gravado é para sempre apesar de se desenvolver biopsicossocialmente até a morte.
O sentimento de rejeição e abandono nos primeiros anos de vida é a maior causa de problemas psíquicos, na adolescência e fase adulta. Assistam ao filme: Precisamos falar sobre Kevin.
Dos sete aos dez anos se consolida a estrutura da personalidade, seremos o que fomos até essa idade, a partir daí com a puberdade e a adolescência onde começa a ocorrer a dinâmica da personalidade, tudo que aprendemos é difícil mudar. Mudamos na existência, mas não na essência, podemos melhorar muito, mas nos transformaremos no que está arquivado em nosso inconsciente pessoal.
Com a chegada da vida adulta, até mais ou menos os 40 anos, a fase da metanoia, continuamos a aprender e desenvolver nossa dinâmica da personalidade pelas experiências vividas, pois a experiência é um túnel com a luz voltada para traz, ajuda, mas não resolve possíveis conflitos, nos preocupando mais em ter do que ser.
Dos 40 aos 60 anos é a faze da maturidade, passamos do ter ao ser, se preocupando com outras aprendizagens com mais sabedoria, se quisermos, pois temos o livre arbítrio.
Os homens são mais imaturos que as mulheres, tendo alguns que não saem da adolescência com o complexo de Peter Pan, e nas mulheres, Alice no país das maravilhas, e os arquétipos da revelação que são a anima e o animus, nos ajudam a evoluir.
Dos 60 em diante entramos na terceira idade , quando deveremos ter mais sabedoria ao lidar com as situações da vida, se preocupando mais com a morte e a saúde, e o desapego existencial.
A vida é eterna energeticamente, mas curta materialmente.
Portanto o verdadeiro amor é o principal remédio preventivo para que o ser humano tenha seu amor próprio tão importante no desenvolvimento existencial humano, pois não mudamos o que fomos mais sim o que queremos ser, partir do presente, se libertando dos sofrimentos e sacrifícios passados, para ter um futuro melhor.
 Pratiquem a oração da serenidade.
Assim seja...


Marco Antonio Garcia
Psicólogo Clinico
E mail marco.garcia357@gmail.com   







sábado, 25 de março de 2017

Tanatofobia


           Quem tem medo da morte levanta a mão.
                       A única certeza que temos ao nascer é que vamos morrer, e mesmo assim é um dos maiores temores da maioria das pessoas.
                       Será devido às questões existenciais que indagamos como:
De onde viemos?
O que fazemos aqui?
Para onde iremos?
                       As Religiões, a Mitologia, as Filosofias de vida, as Seitas as Ordens, procuram dar explicações para essa questão mortal, talvez para aliviar e controlar o sofrimento humano. O animal humano provavelmente é o único que tem consciência da sua existência e a necessidade da divindade, devido a grande insegurança pessoal.
                        Jung escreveu o seguinte sobre a morte. “É no misterioso momento do meio dia da vida que acontece o nascimento da morte”. Por volta dos 35 aos 45 anos , quando a curva da vida alcança o auge dá-se a transição, mesmo assim muitos estão entre o desejo de viver e o desejo de morrer, no entanto só permanecerá vivo quem estiver disposto a morrer com a vida. Vivemos para morrer e morremos para dar significado á vida eterna.
                          O sentimento de perda das pessoas próximas envolve solidão, insegurança, culpas, angustias, abandono. O processo de Individuação bem compreendido nos ajuda a aceitar e nos preparar para a morte. Verificamos em consultório que crianças , adolescentes, adultos e idosos tem medo da morte, cada um do seu modo de ver .
A logoterapia estuda o sentido da vida, mas é no leito de morte que as pessoas refletem, através dos paliativos e questões sobre a eutanásia .
                           Para alguns a morte pode ser o fim de um período de sofrimento através da autodestruição devido à tensão excessiva, para outros pode ser a transformação, a passagem a continuidade para a vida eterna. Outros morrem para viver na memória daqueles que o admiravam e idolatravam, outros morrem anonimamente e indigentemente.
                           A morte pode ser a suprema libertação e transformação das coisas .
                Todo problema tem solução, até a morte pode ser solução.
                           Na mitologia grega a morte (Tânato) , fazia-se filha da noite e irmã do Sonho, e relaciona-se com o elemento terra e o esterco está associado ao seu simbolismo.
                     C.G.Jung acreditava que a psique inconsciente ignora a morte como sendo um fim, e que os sonhos continuam a ocorrer como se nada estivesse por acontecer e o processo de individuação fosse o sentido da vida independente da morte estar ou não a caminho. No entanto existem situações prospectivas onde o inconsciente não ignora a aproximação da morte, é quando o sonhador tenta forjar ilusões para si mesmo a respeito do fim eminente, diz M.L .Von Franz.
                         Sonhos com morte são comuns, podem ser assustadores, mas raramente seu significado é a morte, podem anunciar mudanças e transformação em nossas vidas, preste atenção nos sonhos e em suas mensagens.
                            Será que a vida é eterna ?
                            Será que somente nós existimos neste Universo?
                            Será que somos parte de um todo existencial infinito no tempo e no espaço ?
                           Será que a existência terrena material é finita sem influencia de energias cósmicas ?
                           Só sei que devemos ser e fazer o melhor aqui e agora, sem se angustiar pelo passado e nem sofrer ansiosamente pelo futuro.  Se existir algo além vai depender do que fizermos aqui, se não existir pelo menos fizemos o melhor que pudemos, assim ficaremos na lembrança e na saudade de quem ficou.
                           Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma, reflita ...
                           Muita paz e amor a todos na vida e na Morte. 

 
Marco Antonio Garcia
Psicólogo Clinico
Email – marco.garcia357@gmail.com

           

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Relacionamentos

As maiores queixas em consultório são sobre relacionamentos afetivos. Dificuldades em encontrar alguém com quem possa conviver harmoniosamente, por algum tempo juntos.
De onde vem essa dificuldade tanto para homens quanto para mulheres?
Os motivos e causas são vários. Primeiro que somos diferente um do outro, até o lado direito do nosso corpo é diferente do esquerdo, e precisam viver bem, já imaginou um lado brigando com o outro. No entanto peguemos como exemplo a mão, com cinco dedos um diferente do outro, cada um com sua função e se dão bem, nunca vi os dedos das mãos brigando, pois são solidários, assim deveriam ser os relacionamentos, respeitando as diferentes e individualidades.
Relacionar-se com os outros é difícil, mas relacionar-se consigo mesmo é mais difícil ainda.
No inicio de um relacionamento, são as simpatias que aprecem as qualidades as identidades, com o passar das semanas surgem as diferenças e aí começam os problemas, pois se quer que o outro seja parecido com você em tudo, como gostos, valores, desejos, fantasias, ou se aceitam e se ajustam sendo menos individualistas e egoístas ou ficarão sozinhos.
Aí eu te pergunto, você casaria com você? Pense bem.
Alguns fatores atrapalham os relacionamentos como a baixa autoestima, se sentindo inferior ao parceiro não se valorizando, sendo muito auto critico e  inseguro. Nesse caso precisa-se desenvolver o amor próprio.
Outro motivo, é ir como muita vontade querendo já resolver tudo no inicio fazendo planos futuros sem que se conheçam, criando muita expectativa e depois se frustrando, isso ocorre com pessoas muito ansiosas que não vivem o presente, ou estão presas no passado ou vivem no futuro, de um passo de cada vez e aos poucos. De tempo ao tempo.
Outro motivo é ser exigente demais, querendo que o outro seja perfeito bom em tudo, rico, inteligente, romântico, seguro, bom de cama, etc. ou só encontrando mais defeitos do que qualidades, exigindo mudanças do outro. Ninguém é perfeito, quem busca a perfeição no outro não esta bem consigo mesmo.
 Quem muito escolhe... vai ficar só.
Aqueles que buscam a princesa ou o príncipe continuam imaturos, vivendo no mundo de Peter pan ou Alice no país das maravilhas.
Outro motivo é ser muito ciumento pegajoso e controlador, ninguém gosta de ser controlado principalmente os homens.
Ter amor próprio é fundamental, se seu passado te incomoda procure ajuda para se libertar e compreendê-lo, aceitando o outro e a si mesmo como é para poder evoluir, pois não mudamos o que fomos e sim o que fazemos.
Imagine um bolo, você é responsável por fazê-lo, desde escolher a receita, os ingredientes, prepara-lo, assa-lo, recheá-lo e fazer a cobertura, os outros poderão colocar a cereja, mas se o bolo não estiver gostoso, de nada adiante, faça o seu bolo da melhor forma, o primeiro pedaço é seu, para depois reparti-lo, não dê o que não tem.
Nos relacionamentos com o outros não olhe somente os defeitos, faça como os lírios que mesmo nascendo no esterno são lindos e perfumados,  extraia o que é bom  e jogue fora o que não presta.
Busque o autoconhecimento para viver bem e melhor consigo e com os outros.

Marco Antonio Garcia
Psicólogo e psicoterapeuta.
marco.garcia357@gmail.com





sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Borderline

O transtorno de personalidade borderline, é uma das quatro tendências patológicas da personalidade, sedo uma condição mental grave, pois invade o individuo subitamente causando instabilidade nas relações interpessoais na autoimagem e nos afetos, tornando-o impulsivo.
Surge no inicio da fase adulta e é de difícil diagnóstico. Como o nome diz a pessoa vive no limite entre a neurose e a psicose, como em cima de um muro estreito.
As causas são varias, tendo fatores genéticos hereditários devido ao desequilíbrio dos neurotransmissores. Podendo também ter fatores ambientais familiares com experiências emocionais precoces negativas, desenvolvendo a propensão para a patologia. Famílias onde ocorrem muitas brigas, traições, abandonos, rejeições, agressões, perdas, abusos sexuais entre outros, pode desencadear a patologia.
Às vezes se confunde o borderline como o transtorno bipolar, que é mais grave.
Os sintomas são a instabilidade emocional, vivendo nos extremos ou 8 ou 80, como se diz, com angustias, possessividades, manipulações, crises de ansiedade e depressão, medo do abandono e perda, autoestima baixa, tendências ao suicídio, vazio profundo, alterações no humor repentino, sentimentos paranoides, estresse alto, irritabilidade constante, e até automutilação, sofrendo muito tanto a pessoa quanto quem convive com ela, se não souber lidar com os sintomas, podendo também ter outras patologias como o TOC.
O tratamento é com medicamentos receitados por um psiquiatra que fará o diagnostico e muita psicoterapia ativa e próxima do terapeuta, passando segurança, proteção e confiança ao cliente. A família é muito importante no envolvimento e orientação, podendo demorar anos o processo terapêutico.
Com a aceitação e envolvimento o cliente poderá ter uma vida social e profissional equilibrada, com mais qualidade, porem deve ficar atento a qualquer sintoma e identifica-lo para enfrentar antes que aumente e saia do controle e volte a ter crise. Boa alimentação e atividade esportiva ajudam muito. Com o passar dos anos e com o tratamento as crises diminuem principalmente a partir do 40 anos, com a maturidade psíquica, mas sem tratamento ela continuara e poderá se agravar. No filme Atração Fatal temos um exemplo da patologia.
Todos nós podemos ter um pouco de cada coisa, o que devemos evitar é ter muito de uma coisa só. A tendência é viver nos extremos que parece mais cômodo, evitando mudanças, mas o ideal é buscarmos o equilíbrio psíquico, que é mais difícil, mas é mais saudável.
Viver bem e feliz dentro do possível, no entanto as crises e conflitos nos tornam mais fortes, no entanto não apresse o rio, pois ele corre sozinho.

Marco Antonio Garcia
Psicólogo e psicoterapeuta
marco.garcia357@gmail.com






quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Persona


O que é persona?
Em latim significa a mascara utilizada pelo ator para representar o seu papel na peça teatral, muito utilizada também na Grécia, sendo o símbolo do teatro, a mascara triste e a alegre.
Na psicologia Junguiana, persona é um arquétipo, que usamos para nos mostrar perante os outros ou a nós mesmo, uma mascara social. Assim aquela frase “a primeira impressão é a que fica”, é verdadeira, apesar de não ser a única mascara que usamos, pois nem sempre se mostra o que realmente é a nossa personalidade por ser flexível e adaptável ao ambiente e momento, por termos vários papeis sociais ao longo da vida, como filho, amigo, irmão, pai, mãe, empregado, empregador, estudante etc.
Temos a nossa individualidade, mas somos influenciados pelos outros, precisamos do outro como referencia, é a psique coletiva, sem perder o amor próprio. É através da persona que nosso ego se relaciona com o mundo, aceitando e se adaptando a realidade e aos relacionamentos. A persona nos ajuda e protege, sendo positiva, mas pode ser negativa quando nos identificamos com uma persona, por exemplo, imagine um advogado, psicólogo ou medico que assume essa personalidade profissional em todos os lugares, seria insuportável, por isso precisamos ser maleáveis ao ambiente onde estamos.
No inicio dos relacionamentos, mostra-se as qualidades para conquistar ou seduzir e conquistar o outro, e aos poucos a mascara cai e aparecem os outros lados da personalidades, e ao longo do relacionamento, devem-se aceitar as dificuldades do outro e evoluir para um relacionamento longo ou se termina, devido ao individualismo e, incompatibilidades, não respeitando a individualidade de cada um, no processo de individuação.
Ninguém muda o outro, a mudança é uma porta que se abre pelo lado de dentro apenas, não mudamos na essência somente na existência e naquilo que queremos e precisamos, mas estamos em constante processo de mudanças sempre.
Mudamos o que fazemos e não o que fomos.
No inicio dos relacionamentos, a mulher aceita o homem como ele é, mas acredita que irá conseguir muda-lo ao seu jeito, com manipulações, controles e possessões, mas o homem muda pouco e só naquilo que ele quer. Enquanto que o homem espera que a mulher seja para sempre igual aquela dos primeiros encontros, mas ela muda mais ao longo do relacionamento, principalmente se tiver filhos.
 Se ambos se gostarem e aceitarem as diferenças e aprenderem com elas, formará uma família saudável, e longa caso contrario, devido às incompatibilidades e egoísmos, o relacionamento acabará.
As personas positivas semelhantes se atraem, as negativas se repelem, e os opostos podem evoluir.
Somos o que fomos, mas devemos e podemos melhorar sempre para evoluir no processo existencial cósmico.

Marco Antonio Garcia
Psicólogo Clinico
marco.garcia357@gmail.com


  Família                          A       família é ou deve ser a célula mater da sociedade.                      Uma família organ...