quarta-feira, 2 de maio de 2018


ESTRESSES
              


               O conceito de estresse tornou-se parte do senso comum, apesar de ainda sua definição ser imprecisa. Segundo a O.M. S., é considerada como uma “Epidemia Global”.
 Seu conceito surgiu com o fisiologista austríaco, Hans Selye em 1936, que o retirou da física, e quer dizer DESGASTE, de um determinado material sendo uma resposta do organismo a uma solicitação quando este está sobre tensão física ou psicológica, um desequilíbrio interior provocado por alguma causa exterior, que gera muita tensão, podendo atingir crianças, adolescentes, adultos ou idosos. Manifesta-se através da Síndrome Geral de Adaptação, causando desequilíbrio no organismo.
                  O ser humano, animal biopsicossocial, sempre teve estresse desde os tempos das cavernas. Com o advento da Revolução Industrial e as rápidas mudanças, as pessoas passaram a trabalhar mais, competindo, consumindo, se individualizando e se tornando cada vez mais solitário e cada vez menos solidário.   
                   O estresse pode ser positivo, e chamamos de eustress, quando o utilizamos para sermos mais produtivos e quando gostamos do que fazemos. A nossa existência deve ser dinâmica, e se nos deixamos levar pela monotonia, sedentarismo e a rotina, nos alienamos. 
Cada um tem o seu limite individual (desgaste), é este que devemos buscar, pois o que pode ser estressante para um, poderá ser prazeroso para outro. Temos o stress que faz bem, pois nosso organismo foi projetado para enfrentar as adversidades e devemos estar atentos e preparados para os desafios, como dizia Nietzche, o que não nos mata nos fortalece.
                   Devemos manter o equilíbrio entre o racional e o emocional, com a inteligência emocional, pensando com o coração.
                   Podemos identificar que estamos estressados quando nos sentimos “a beira de um ataque de nervos”.
As possíveis causas são: Catástrofes da natureza, acidentes pessoais, separações, casamento, parto, vestibular, morte, transito, estupro, assalto, violência em geral, férias para alguns, enfim qualquer mudança rápida na vida da gente que cause um DESGASTE físico e ou emocional.
 As consequências do estresse crônico que chamamos de distress, podem ser: queda de cabelo, insônia, pesadelos, hipertensão, perda ou ganho de peso, ansiedade em excesso, depressão, vícios em geral, problemas sexuais, podendo afetar todo o organismo causando um desequilibro no sistema imunológico, causando doenças psicossomáticas. É o desgaste com sofrimento.
Como lidar com o estresse?
Primeiro tentar descobrir as causas e combater os sintomas para mudar a situação ou pelo menos compreendê-la.
Tirando férias para descansar, desligar; passeando, viajando, em busca de paz.
Conversar, batendo papos agradáveis com pessoas agradáveis.
Praticar esporte, andar, fazer ginástica com recomendação médica.
Fazer o que gosta, por ex: ouvir musica dançar, cantar, sorrir, brincar, sonhar, relaxar, assistir filmes, TV, namorar, transar etc.
Mudar os hábitos, fazer as coisas com prazer.
Algumas dicas:
No trabalho, conviva melhor com seus colegas sem fofocas e invejas, neutralize , desvie a atenção, trabalhe com prazer.
Em casa com a família, dialogue, ensine e aprenda sempre, com aqueles que estão próximos.
Ouça aqueles que querem o teu bem.
Delegue poderes, seja democrático.
Aprenda a dizer não, quando necessário. Respeite-se e assim será respeitado
Seja solidário, tenha fé esperança e eleve sua autoestima e amor próprio.
O tempo não pode ser apressado, pois um minuto sempre terá sessenta segundos.
Tenha amor próprio, pois se você não se amar não amará seu próximo.
SEJA FELIZ, assim você usará o estresse para o seu próprio bem.   

Marco Antonio Garcia
Psicoterapeuta de orientação Junguiana
E-mail - marco.garcia357@gmail.com



sábado, 17 de março de 2018


                             Quem não tem medo?



Quem tem medo, levanta a mão.
Nossa! todos levantaram!
Ainda bem, pois todos têm medos.
Existe o medo real, importante para a sobrevivência, mas existe o medo irreal, irracional que nos devora.
A ansiedade é um medo que nos leva a enfrentar uma situação ou fugir dela, dependendo do caso, existindo desde os primórdios do animal humano e de todos os animais. No entanto quando a ansiedade passa dos limites normais, ela se torna patológica, com medos mais intensos, pensamentos obsessivos e compulsivos, estresses pós-traumáticos, fobias e até o pânico, que nos imobiliza.
Muitos dos medos são adquiridos na infância, com a educação recebida e com a imitação dos comportamentos.
Por isso recomendamos falar dos medos, enfrenta-los, caso contrario eles te devorarão como o enigma da Esfinge, que diz “Decifra-me ou devoro-te”.
Muitos dos medos e fantasmas então na nossa mente, tanto consciente quanto inconsciente.
A falta de afeto, que gera carência e baixa autoestima, recebida na infância cria uma autoimagem negativa sobre você mesmo, que é difícil de ser diluída e encarada ao longo do tempo.
O melhor remédio para o medo é o AMOR sincero e sem interesses, por isso é muito difícil de ser compreendido e sentido.
Vivemos muito intensamente com inseguranças, medo do abandono e rejeição, por isso acredita-se que temos o desejo de posse do outro com muito ciúme, devido à insegurança e dependência.
O outro não nos pertence, nosso corpo não nos pertence, ele volta ao pó. Somente nossa alma nos pertence, pois ate o espirito volta ao todo.
Então para que tanto medo irreal?
A resposta está no nosso inconsciente coletivo e pessoal. A nossa consciência tenta nos proteger, mas os instintos e as emoções são muitos mais fortes.
Recebemos muitas informações, estamos sempre atualizados com o que acontece, isso gera medo do amanhã, por isso viva o hoje.
Diga mais SIM do que NÃO para você mesmo. Não se torture tanto .
Elogie mais e critique menos.
Admire as coisas mais simples e belas, a natureza não precisa de ingresso para ser admirada.
Olhe para dentro de si, estão aí suas respostas , busque-as e assim serás mais feliz.


Marco Antonio Garcia
Psicoterapeuta de orientação Junguiana.
Blog. Psicoterapiaemartigos,blogspot.com.br






sábado, 10 de março de 2018


Paquera ou assedio



Muito se fala atualmente entre a diferença de uma paquera uma conquista e um assedio ou abuso.
Claro que é muito diferente.  Na paquera, existem olhares, respeito, sedução e conquista com o consentimento de ambas as partes.
No entanto no assedio, há provocação, toques, olhares e palavras sem educação, ofendendo o outro, podendo ser tanto do masculino quanto do feminino.
Existem outros tipos de assedio ou abuso não só entre homens e mulheres mais com crianças e idosos ou outros, mas não vou tratar desse tipo de assedio ou abuso aqui.
O papel do homem biologicamente é o de conquistar, proteger, agradar, sem forçar qualquer ato, antigamente as mulheres eram tidas como objetos sem importância, forçadas a fazerem tudo o que os homens queriam, sendo abusadas sexualmente, o que já seria errado, atualmente não se permite mais esses abusos, somos diferentes, mas devemos ter os mesmos direitos.
A mulher seduz, chama a atenção com roupas e gestos sensuais, mas não da o direito ao homem, mexer mal educadamente sem consentimento. Tantos os machistas quanto à femistas, que é diferente de feminismo que é um movimento, estão nos extremos, lutando por conquistas que não evoluem a civilização.
O romantismo ainda deveria ser a arma da conquista, usando sentimentos nobres como o amor. Qualquer ato de agressividade quer seja um olhar, palavras ou fisicamente, usando do poder tanto financeiro, da influencia, quanto da força, deveriam ser abolidos, digo isso de ambos os lados, pois também existem mulheres que usam essas influencias para seduzir e conquistar. 
Os excessos e as perversões estão em todos os sexos, aqueles que os aceitam que se responsabilizem por eles.
O animal humano ainda está em evolução e vai demorar muito para aprender a se respeitar e respeitar o seu próximo.
Os assédios e abusos, nem estou falando de estupro que é crime, deveriam ser combatidos, quem os pratica quem quer que sejam provavelmente tem problemas psíquicos que deveriam ser tratados e punidos pela lei. 
Somos seres complementares, precisamos uns dos outros para aprender e se desenvolver, assim o maior remédio é o amor , que respeita, compreende, aceita, ajuda o próximo na busca da felicidade interior.
Os encontros devem ser por afinidade, consentimento, química sexual, aqueles que não praticam esse tipo de relacionamento, se isolam, muitas vezes atacam por medo de ser atacado, por insegurança e fragilidade, usando da agressividade como escudo ou armadura, que protege por fora, mas por dentro é fraco e covarde.
A paquera e o flerte existem até entre os animais, com os rituais de conquista, que são saudáveis, mas sem agressividade e falta de respeito, todas as partes deveriam buscar o equilíbrio e os limites, todo excesso deve ser combatido e punido.
Portanto sejamos mais civilizados com respeito e confiança, pois o verdadeiro amor liberta e não prende.
Durante o carnaval, onde quase tudo é permitido, porem com respeito, o lema deste carnaval entre as mulheres é NÃO É NÃO.


Marco Antonio Garcia
Psicoterapeuta de orientação Junguiana
Blog: psicologiaemartigos.blogspor.com.br







sábado, 13 de janeiro de 2018

Benefícios do Pensamento positivo


Somos o que pensamos e acreditamos desde a infância.
Sabemos que os tempos não estão fáceis, mas antigamente também não estavam, porem numa outra realidade e momento.
Então o que fazer?
Ficar reclamando se fazendo de coitado e vitima.
NÃO
Precisamos buscar o que desejamos e queremos pensar positivamente, ter FOCO naquilo que queremos. Nosso subconsciente é irracional e nos obedece.
Precisamos fazer a diferença, sair do lugar comum.
Claro que tem muitas pessoas com transtornos, principalmente de ansiedade e depressão que tem mais dificuldade em manter o foco e a ação, mas tem que tentar repetir e acreditar sempre, vencer as amarras do sofrimento, não sendo escravo de si mesmo.
Muitos se auto boicotam, com dificuldades e complexos oriundos da infância ou anterior desde a gestação, como também de influencias genéticas.
Dize não vou conseguir, vai passar para o sub consciente que não quer conseguir, retire o não e diga vou conseguir, eu posso, eu mereço. Medite repetindo mantras positivos.
Não se compare aos outros, cada um é o que é, siga o seu caminho trace o seu destino, pois depende de você. As pessoas que conseguiram sucesso é por que persistiram e não desistiram, o fracasso faz parte do sucesso, e serve de aprendizagem assim como o passado.
Imitar o sucesso do outro não dá certo, o dele é dele, siga o seu, sua intuição. Não se deixe enganar por falsos profetas e pessoas que prometem riqueza, o que vem fácil, vai fácil.
Nossa sociedade passa por momentos de muito imediatismo, solidão, individualismo, tudo tem que ser para ontem, com pensamentos acelerados, não adianta antecipar o futuro, ele não chegou, e não chegará se não for planejado com disciplina e ordem.
Viva o presente que é efêmero, mas é real.
Siga a Lei da atração, somos o que queremos, então diga para você mesmo.
O que eu quero?
Como posso fazer o que quero?
Desistir jamais persista, as pessoas de maior sucesso repetiram milhares de vezes até conseguirem. Seja corajoso, que também teme, mas enfrenta. Pense com o coração.
O fundo do posso pode servir de estimulo para voltar à tona.
TUDO PASSA AS COISAS MUITO RUINS E AS COISAS MUITO BOAS, BUSQUE O EQUILIBRIO, O CAMINHO DO MEIO.
ASSIM SEJA...


Marco Antonio Garcia
Psicoterapeuta de orientação Junguiana.
Blog. psicoterapiaemartigos.blogspot.com.br





quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Divorcio

Divorcio vem do latim, divortium, que quer dizer separar-se, rompimento de um compromisso legal.
Vou descrever sobre o divorcio nas relações do casamento civil.
Podemos compara-lo a um furação que vai da escala 1 ao 5. Ou termina como uma leve tempestade chuvosa, ou como um devastador furacão, dependendo da disposição de cada um na relação, bem como o grau de civilidade e maturidade. Pode envolver pensão, poder paternal e bens. Podendo ser amigável ou litigioso.
Se forem procurar culpados a briga não terá fim, pois acredito que ambos têm suas parcelas de responsabilidade dentro do percentual de 50% de cada um.
Atualmente está bastante comum a quantidade de divórcios nos primeiros anos de casamento. E é sobre isso que vou descrever.
A relação a dois não é fácil, mas é nela que evoluímos e amadurecemos. Nas relações de posse do outro, geralmente estão incutidas o medo do abandono e da rejeição que ocorreram na infância, não aceitando esse sofrimento, muitas vezes preferindo terminar primeiro para não mexer em feridas do passado. Quando se tem filhos, pode ficar mais difícil, devido à guarda que pode ser compartilhada, ou ocorrer a alienação parental. Se houver o verdadeiro amor, a separação poderá até se transformar em amizade, ou não, luta pelo poder e até indiferença.
Não aceitar a separação, envolve conflitos psicológicos não resolvidos consigo mesmo, com relação aos arquétipos persona e sombra, gerando vinganças e até agressões e morte ou suicídio. As incompatibilidades que só aparecem após o casamento, mesmo depois de muitos anos de namoro e noivado, talvez sejam pelo individualismo e egoísmo de cada um.
Muitos homens evitam terminar, esperando que a parceira tome a iniciativa.
O ser humano tem muita resistência á mudança, por insegurança e medo da solidão.
Devida a sociedade patriarcal, muitos homens, ficam na superfície, com receio de mergulhar em seus sentimentos, felizmente está mudando tanto com relação aos homens quanto as mulheres.
A melhor solução é o dialogo, enfrentar as crises juntos se ainda
houver sentimento, assim a maturidade virá mais rápido. Se não conseguirem juntos peçam ajuda a amigos sinceros ou profissionais da área, mais vale consertar algo bom do que trocar por algo pior, ou novo.
Isso não quer dizer que todos os relacionamentos terão que dar certo, quando não der que se separem civilizadamente, e cada um siga seu rumo.
A vida só vale a pena se for para ser feliz e com fé.


Marco Antonio Garcia
Psicólogo e Psicoterapeuta
E-mail: marco.garcia357@gmail.com





quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Medo da morte


                       A única certeza que temos ao nascer é que vamos morrer, e mesmo assim é um dos maiores temores da maioria das pessoas.
                       Porque será ?.
                        Será devido às questões existenciais que indagamos como:
De onde viemos?
      O que fazemos aqui ?
Para onde iremos?
                       As Religiões, a Mitologia, as Filosofias de vida, as Seitas as Ordens, procuram dar explicações para essa questão mortal, talvez para aliviar e controlar o sofrimento humano. O animal humano provavelmente é o único ser que tem consciência da sua existência e a necessidade da divindade, devido a grande insegurança pessoal.
            Muitos têm medo do inferno, mas o diabo não é o mal, ele pune quem comete o mal, vejam isto no seriado Lúcifer, do Netflix.
Jung escreveu o seguinte sobre a morte. “É no misterioso
momento do meio dia da vida que acontece o nascimento da morte”. Por volta dos 35 aos 45 anos , quando a curva da vida alcança o auge dá-se a transição, mesmo assim muitos estão entre o desejo de viver e o desejo de morrer, no entanto só permanecerá vivo quem estiver disposto a morrer com a vida.
Vivemos para morrer e morremos para dar significado á vida eterna.
                          O sentimento de perda das pessoas próximas , envolve solidão, insegurança, culpas, angustias, abandono . O processo de Individuação bem compreendido nos ajuda a aceitar e nos preparar para a morte. Verificamos em consultório que crianças , adolescentes, adultos e idosos tem medo da morte, cada um do seu modo de ver .
                           Para alguns a morte pode ser o fim de um período de sofrimento através da autodestruição devido à tensão excessiva (Romeu e Julieta), para outros pode ser a transformação, a passagem a continuidade para a vida eterna. Morremos para viver na memória daqueles que nos admiravam, idolatravam, ou odiavam, outros morrem anonimamente e indigentemente.
                           A Morte, décimo terceiro arcano do Tarô, é um símbolo ambivalente onde vida e morte se completam. A morte pode ser a suprema libertação e transformação das coisas .
                           Na mitologia grega a morte (Tânato) , fazia-se filha da noite e irmã do Sonho, e relaciona-se com o elemento terra ,e o esterco está associado ao seu simbolismo. No entanto é da lama que brota a flor de lótus.
                         Na mitologia Romana (Mors) e no Islã, a morte do herói assimila-se ao iniciado sublimado.
                         Jung acreditava que a psique inconsciente ignora a morte como sendo um fim, e que os sonhos continuam a ocorrer como se nada estivesse por acontecer e o processo de individuação fosse o sentido da vida independente da morte estar ou não a caminho. No entanto existem situações prospectivas onde o inconsciente não ignora a aproximação da morte, é quando o sonhador tenta forjar ilusões para si mesmo a respeito do fim eminente, diz M.L .von Franz.
                         Sonhos com morte são comuns, podem ser assustadores, mas raramente seu significado é a morte, podem anunciar mudanças e transformação em nossas vidas, preste atenção nos sonhos e em suas mensagens.
                              Quando me perguntam se tenho medo da morte, respondo que tinha medo quando era vivo , agora não tenho mais .Isso é uma piada ,claro.
                            Não tenho respostas sobre a morte e sim reflexões, como :
                            Será que a vida é eterna ?
      Existe carma , reencarnação ou renascimento ?
                            Será que somente nós existimos neste Universo?
                            Será que somos parte de um todo existencial infinito no tempo e no espaço ?
                           Será que a existência terrena material é finita sem influencia de energias cósmicas ?
Assistam ao filme A cabana, é bastante interessante.
                            Também não sei responder a essas questões, tenho apenas opiniões e idéias a respeito, e que cada um tenha a sua, e respeito a opinião alheia democraticamente. Só sei que devemos ser e fazer o melhor aqui e agora, sem se angustiar pelo passado e nem sofrer ansiosamente pelo futuro.
 Se existir algo além vai depender do que fizemos aqui, se não existir pelo menos fizemos o melhor que podemos.
                           Na natureza nada se perde nada se cria, tudo se transforma, reflita...
                           Muita paz e amor a todos na vida e na Morte. 

 
Marco Antonio Garcia
Psicólogo de orientação Junguiana

Blog. Psicologiaemartigos.blogspot.com.br

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

                                            Relacionamentos frágeis.


Porque os relacionamentos estão cada vez mais frágeis, imediatistas e efêmeros?
A instituição casamento está cada vez mais frágil e descartável. Após um, dois ou até cinco anos no máximo os casais se separam.
Por que será?
 As pesquisas mostrar que os principais motivos estão no individualismo, egoísmo, egocentrismo, imaturidade, diferenças financeiras ou de opiniões, incompatibilidades, questões sexuais, por não suportarem a presença do outro, dividindo o mesmo espaço. Crises nas relações são normais e saudáveis para o crescimento pessoal e do casal, desde que enfrentadas juntos.
Vivemos numa sociedade educada mais pelo ter do que pelo ser,
com muitos estímulos e recompensas materiais, principalmente com filhos. Quem não consegue conviver com o outro é porque não consegue conviver consigo mesmo, com muitos perfeccionismos, manias e toques. Projetando no outro seus defeitos, não suportando em si mesmo. Precisa se ter muita cumplicidade, confiança e respeito no relacionamento,
Vejamos também as redes sociais, que estão afastando cada vez mais as pessoas do dialogo frente a frente, muitos só se comunicam por mensagens de texto, fotos e vídeos.
Os relacionamentos deveriam ser como os diamantes, que retirados em pedra bruta, vão se lapidando aos poucos e quanto mais tempo demoram mais belos ficam e isso demora, pois são feitos com tolerância e paciência. Quando se tem filhos espera-se que melhore a relação algumas vezes sim outras não, depende de cada caso. Para se relacionar é preciso ter amor e não paixão cega, senão vira ódio ou indiferença, se acabar o relacionamento. Não quero dizer que o casamente precise ser para sempre, mas se terminar que seja de uma forma civilizada, com respeito. Vemos casais que terminam com ou sem filhos e que se relacionam bem, isso é bonito.
Para bom relacionamento mais duradouro, podendo ser de amizade ou casamento é necessário dialogo, tolerância, respeito, compreensão, e química física e sexual. Aprender com o outro como a conjunção dos opostos, não somos autossuficientes. Existem vários tipos de relacionamentos, independente de opção sexual, que se dispõe a evoluir e amadurecer no processo de individuação.
Muito ciúme também não é bom, proteger e cuidar do outro é saudável, mas sentir posse é psicopatológico, ninguém é dono de minguem não seja escravo do outro nem de si mesmo sofrendo sem necessidade, sofrer é um processo de libertação, que quer dizer se livrar das amarras, sendo livre de pensamento e ações.
Viver é bom desde que saibamos faze-lo. Viver em sonhos e fantasias não resolve, sejam mais realistas e sinceros com todos e consigo mesmo.
O imediatismo em tudo prejudica, muita ansiedade, querendo antecipar o futuro e sofrer pelo passado não ajuda, viva o presente que é mais real. Adaptação com aceitação do que se é para melhorar sempre, tendo um alicerce para evoluir e continuar o crescimento.
A busca pela felicidade plena não existe.
Ambos precisam ceder às vezes, a responsabilidade é dos dois, 50% de cada um, agora cada um tem que saber o que e quanto faz com os seus 50%. .
Os relacionamentos em geral deveriam ser como uma gangorra, um pendulo indo de um lado ao outro, mantendo o equilíbrio para que os dois se divirtam, o equilíbrio é difícil, mas é o melhor caminho.
Viva bem, pois somos seres gregários, sobrevivemos porque vivemos em grupo, senão já estaríamos exterminados.

Assim seja...

Marco Antonio Garcia
Psicoterapeuta de orientação Junguiana
Psicologiaemartigos. blogspot.com.br



  Família                          A       família é ou deve ser a célula mater da sociedade.                      Uma família organ...