quinta-feira, 11 de junho de 2020


Sentido da vida

Qual o sentido da vida?
Seria sentir a existência de cada momento no presente com qualidade, agradecimento e esperança!
Como vemos os nossos problemas? Como castigos ou como soluções?
Todos passamos por sofrimentos, pois vivemos insatisfeitos com o dia a dia. Se está ruim, pode pior, se está bom, pode não durar muito, a causa disso tudo são os desejos e apegos materiais, ficando nos extremos de direta ou esquerda, sem se ater que o importante é o equilíbrio físico e emocional, o caminho do meio, na busca da aceitação e superação dos sofrimentos, se libertando das amarras do passado e da ansiedade pelo futuro. Só assim poderemos evoluir sendo cada vez mais corretos e justos consigo e com os outros. Segundo o Budismo.
Como se diz, o que se leva da vida é a vida que se leva.
O viver é feito de causa e efeito, se colhe o que se planta.
O importante é não morrer em vida, não adianta temer a morte, ela virá, só não se sabe quando, onde e como, o que se espera é que seja tranquila. Pensar muito na morte se esquece de viver a vida.
O que se pode deixar é a saudade, a importância e a falta que poderá fazer, por isso seja importante na vida, não precisando ser famoso.
Não somos imortais, mas poderemos ser eternos, morre antes quem deixa de viver, e a vida é um presente.
Nesses dias de isolamento e quarentena, o sentido da vida fica questionado, pois perdemos nossa pequena liberdade e deixamos de fazer coisas que normalmente fazíamos, quer sejamos crianças, jovens, adultos ou idosos, não podemos perder a calma e o equilíbrio, se sinta útil mesmo isolado, não fique parado, faça coisas que gostaria de fazer e não tinha tempo. É como estar numa prisão domiciliar sem ter sido condenado, por isso devemos ter resiliência para superar.
Vai passar, tudo passa, até o ferro passa. Rsrsrsrsrsr.
Nesses dias a saúde mental pode ficar mais abalada, com ansiedades e depressões, ou acentuando os problemas que já se tem, tanto físicos como emocionais, mas se precisar procure ajuda, não se isole demais.  Também não ache que o problema não é serio, como alguns acham, não pague para ver, pois poderá não ver mais nada.
O equilíbrio emocional é comprado metaforicamente como as ondas do mar e você surfando, umas ondas são boas ou fracas e outras muito fortes que poderão te derrubar, mas não desista, tente outra vez...
Amar o próximo e a si mesmo é mais difícil que amar quem esta longe.
A vida é doce, mas não exagere no açúcar nem no sal.
Viver pode ser perigoso às vezes, mas pode ser amenizado se você cuidar do corpo e da mente.
De perto ninguém é normal como se diz, mas também não devemos ser críticos e negativistas ou inseguros demais, isso só piora a situação.
 Ore, medite, agradeça por estar vivo.
Pode ter pessoas que estão melhor que você, mas a maioria poderá estar pior, não compare, pois cada caso é um caso.
A vida é curta para ser pequena, por isso é preciso engrandecê-la, cuidando mais do urgente e esquecendo-se do importante, cuide mais do ser do que do ter. diz Cortella.
Tenha esperança, acredite se motive, o sol renasce todos os dias.
Vida longa e prospera, dizia o Sr. Spock.
 Qual o seu epitáfio?


Marco Antonio Garcia
Psicólogo e psicoterapeuta
marco.garcia357@gmail.com






segunda-feira, 1 de junho de 2020


 ARTIGO PARA O JORNAL “O SEMANÁRIO DA ZONA NORTE”



Saudades

O que é saudades?
Palavra vivida com mais sentido e emoção na nossa língua portuguesa. Envolve sentimentos de ausência da presença.  Sentir falta de alguém que não está presente, ou por estar distante ou já se perdeu com a morte e se está em luto.
Varias musicas já retrataram o tema. Tem uma do Gilberto Gil que diz assim:
Toda saudade é a presença
Da ausência se alguém
De algum lugar
De algo enfim
Súbito ou não
Toma forma se sim
Como se a escuridão
Se pudesse a luzir
Da própria ausência da luz
O Clarão se produz
O sol na solidão...

Saudade não é se sentir triste, nostálgico ou solitário.
 É amar a distancia como se estivesse presente.
Outros povos e culturas também sentem saudade, mas devido à cultura e educação talvez se expressem de forma diferente, mas é um sentimento universal e ancestral.
Se estiver com muita saudade de alguém, e sentir vontade de chorar, chore, desabafe consigo ou com alguém. Respire fundo, relaxe, ore se quiser. Se souber onde está a pessoa entre em contato, vá ao encontro. Se for saudade de um lugar, se planeje e vá ao lugar para amenizar a saudade ou assista a vídeos onde tem esse lugar, se for saudade de alguém , procure-o e o abrace e tenha-o próximo de ti.
Sentir saudade é muito bom, mas não em excesso senão vira paixão que enlouquece e faz sentir dor, mais que sofrimento.
Saudade é afinidade, a alegria do reencontro é a distancia próxima, a memoria de alguém que se foi ou está viva e ausente, ou algum lugar que me fez bem, ou algo que quero ter por perto e que dá sentido à vida.
Saudade é o sol que ilumina os caminhos do passado.
Nesses meses de pandemia a saudade aumenta, sem poder abraçar, cumprimentar e beijar os mais próximos, ficando somente no olhar, felizmente as redes sociais vem ao auxilio de poder nos ver pela tela ou pelas palavras, mas vai passar e logo estaremos juntos e vivendo e não matando a saudades dos vivos próximos ou não, com compaixão daqueles que nem puderam se despedir, mas sempre ficarão na memoria do tempo.
Saudade é o tempo do passado no presente e no futuro, sem sofrimento, mas com solitude.
Sentir saudades no presente para sermos melhores no futuro com amor próprio para poder amar a si mesmo e ao próximo...
Tenhamos fé, esperança e caridade por um mundo melhor.

Marco Antonio Garcia
Psicólogo e psicoterapeuta
E-mail – marco.garcia357@gmail.com





segunda-feira, 20 de abril de 2020


Hábitos

Somos animais racionais, mas temos três níveis cerebrais, o mais primitivo é o cérebro reptiliano ou instintivo, onde então o Instinto de sobrevivência, fome, sono, sexo, defesa etc. Depois temos o sistema límbico onde estão nossas emoções e sentimentos, e o terceiro e mais recente é o racional, onde está a consciência, a inteligência e o pensamento. Nenhum deles gosta de mudanças bruscas, queremos “sombra e agua fresca”.
Temos nossas rotinas que acontecem por hábitos desenvolvidos em milhares e anos. Temos nossas qualidades e dificuldades, somos pouco críticos em relação a mudanças e não gostamos que nos mostrem nossas dificuldades.
Somente mudamos naquilo que nos incomoda, ou quando incomoda muito, passando do sofrimento á dor, levando muito tempo até reconhecermos e aceitarmos tudo isso. Quando percebemos ou nos mostram que algo está errado e nos conscientizamos disso é que começamos a mudanças dos hábitos.
Como exemplo temos a obesidade, que pode ser uma resistência ancestral a falta de comida e ansiedade, e só percebemos que poderá virar uma doença quando nosso organismo da o alerta através de alteração dos exames laboratoriais, ou se muda os hábitos alimentares ou se fica cada vez mais doente podendo chegar até a morte pelas comorbidades.
Nos dias atuais quando entramos em “quarentena” devido ao corona vírus, é o melhor momento para mudarmos nossos hábitos e rotina. Procure mudar seus hábitos e rotinas fazendo coisas diferentes em horários diferentes, faça coisas que não fazia, desvie o foco para não alimentar suas obsessões, mas faça. Retenha seu alento, assim adquirirá novos hábitos.
Se imagine num barco não podendo atracar devido a uma pandemia, isso tem acontecido com os cruzeiros atuais.
Se imagine também em um bunker, após uma guerra nuclear, por um tempo indefinido.
Todos temos vícios bons ou ruins e somente mudamos quando estamos no limite ,quando o fogo está queimando, essas mudanças são pessoais e cada caso é um caso e nada acontece por acaso.
As rotinas diárias são parecidas, mas nunca são iguais e criamos hábitos difíceis de serem mudados.
As grandes mudanças estão em nosso interior por isso a dificuldade em transforma-las, sendo preciso aceitar os problemas para encara-los e resolve-los, caso contrario se acumularão , precisando ter força de vontade, motivação e aceitação. Como diz a oração da serenidade: que eu tenha a serenidade para aceitar aquilo que não posso mudar, mas coragem para mudar aquelas que posso, com sabedoria.
“Quem não sabe o que procura, não entende o que encontra”.
“Somos aquilo que fazemos repetidamente” disse Aristóteles.
Importante saber que não acabamos com um hábito ou vicio, apenas substituímos por outro melhor ou pior.
Tenha paciência e tolerância para que as mudanças ocorram, dando tempo ao tempo, mas com atitude.
Você tem o livre arbítrio, para ser um vencedor ou desistir.
Tenha iniciativa e seja proativo com metas e objetivos, priorizando o mais urgente.
Ouça mais e fale menos, e seja cooperativo.
Aceitar o hábito que tem, sem culpas, mas ter força de vontade para muda-lo, pois estão em nosso inconsciente e na infância, mas com inteligência e sabedoria conseguiremos sem pressa e com amor a si mesmo.
Que assim seja...

Marco Antonio Garcia
Psicólogo e psicoterapeuta
E-mail. marco.garcia357@gmail.com






domingo, 15 de março de 2020


Juvenoia

Todos já fomos ou somos crianças, jovens, adultos ou idosos, fases do desenvolvimento humano.   Juvenoia foi um termo criado em 2011, que significa um medo intenso sobre a influencia das mudanças sociais que ocorrem entre as crianças e os jovens, com má vontade de entendê-los, mas todo adulto já foi criança ou jovem. O que muda são as evoluções tecnológicas e sociais. Toda geração tem sua importância, o que falta é o dialogo, a compreensão entre si.
Sempre existiram conflitos de gerações, cada qual com suas qualidades e dificuldades, a maior dificuldade é a comunicação e a interação entre elas, com a dificuldade em dialogar. A nostalgia nos faz dizer que na nossa época era melhor, cada qual no seu tempo. Nossa época é agora no presente, pois o passado não se muda se curte os bons momentos.
A vida é feita de bons momentos.
Sócrates o filosofo já reclamada dos jovens da época, há quase dois mil e quinhentos anos. Dizia ele:
“Que os jovens agora amam o sexo; tem más maneiras, desafiam as autoridades; mostram desrespeito com os mais velhos e adoram lazer no lugar da responsabilidade. As crianças agora são tiranas, e não ajudam em casa, e são mal educadas.”
Os adultos esquecem que já foram adolescentes, que é um período de transição, com muitas duvidas e conflitos, e às vezes sentem saudades desse período e ao invés de compreender os adolescentes também entram em conflitos por não mais poderem ser rebeldes e questionadores e desafiadores. Sentindo inveja muitas vezes por não poder se comportar mais como adolescente. Por mais contestador que seja o adolescente.
Uns aprendendo com os outros, ninguém é melhor que ninguém, somos diferentes apesar de parecidos, não se é tão velho que não tenha nada para ensinar e aprender e tão jovem que não tenha nada para ensinar e aprender vivemos em constante processo de evolução e aprendizagem. A nossa dificuldade em adaptação a situações novas, quer sejamos jovens ou adultos ou idosos dificulta nossa evolução.
Somos resistentes a mudanças, nosso lado animal ancestral quer sombra e agua fresca, como diz o ditado, mas vivemos no mundo racional, como humanos em evolução e precisamos e temos muito a aprender ainda uns com os outros.
Juventude ou velhice está na mente e nos hábitos de cada um, claro que respeitando as idades e limites mais físicos do que mentais.
Seja o que você é se autoconhecendo cada vez mais, apesar da idade. A maturidade humana é constante, quanto mais se aprende mais se evolui.
A Juvenoia é um medo exagerado, a respeito da influencia das mudanças sociais sobre as crianças e jovens, pois o mundo está evoluindo cada vez mais rápido, e precisamos nos adaptar a essas mudanças por mais difíceis que sejam, quer sejamos pais ou educadores, aprendendo e ensinando sempre.  A receita é o dialogo, e a dialética, pois não viemos com bula, cada geração tem a sua peculiaridade.


Marco Antonio Garcia
Psicólogo e psicoterapeuta
e-mail. marco.garcia357@gmail.com







sábado, 8 de fevereiro de 2020

Feminicidio



Feminicidio é um crime hediondo contra mulheres em contextos discriminatórios e desigualdade de gênero e covarde por parte de “homens” que se acham superiores, são possessivos e machistas.
Questões históricas, culturais, econômicas, politicas, sociais e ate religiosas, muitas vezes toleradas pelas sociedades, contribuem para o feminicidio. A mulher não deve ser considerada objeto, e sim ser amada, protegida e parceira.
Quem ama não mata, quem mata odeia, que é o amor não correspondido ou submisso.   
É um crime de ódio, e nada justifica alguém tirar a vida de outro ser, principalmente quando se diz que se ama , o que é mentira, pois possessão, ciúme, inveja , não são amor e sim um ato de desespero pela insegurança, fraqueza, e problemas mentais. Ninguém é dono do outro, dizendo que se não for minha não será de mais ninguém, um grande absurdo.
As mulheres que passam por violências com raízes misóginas , com abusos     verbais físicos e sexuais têm       que ser protegidas, dai o surgimento de leis com a Maria da Penha em 2006 e a Lei do Feminicidio de 2015.
As mulheres, devem denunciar seus parceiros possíveis assassinos para terem punições severas, coibindo esse tipo de ação, enfrentando a cultura misógina e patriarcal negativa, que muitas vezes culpabiliza a vitima, gerando o medo de denunciar. O Brasil é o quinto pais no mundo que mais mata mulheres, um absurdo.
Aos poucos as mulheres estão ocupando seus espaços com igualdade de direitos em varias áreas com competência, valorização profissional, independência financeira, cuidando de famílias, após abandono dos homens , mas ainda falta muito para terem o que merecem.
Ninguém merece sofrer violência domestica e sexual. Todos somos seres humanos, animais racionais em evolução. No mundo animal, existe mais respeito à questão de gênero do que entre nós.
Homens que praticam o feminicidio podem apresentar transtornos de personalidade antissocial e devem ser punidos por isso. Podem também ter desvio de personalidade comportamental violenta, muitas vezes por impotência, insegurança ,possessividade, e suposta sensação de poder, ou complexo de inferioridade, usando a força para agredir, um machismo aprendido culturalmente, por não aceitar o termino do relacionamento, não respeitando nem os filhos.
As mulheres ao perceberem qualquer alteração no comportamento do companheiro devem informar e pedir ajuda aos pais, irmãos, parentes e amigos, antes que algo de pior aconteça, pois se ficar sozinha e isolada dará mais força ao agressor, que ao perceber sua fragilidade irá usar de mais violência, tornando-a dependente e com autoestima baixa, ficando depressiva, ate acreditando que merecem esse castigo, não denunciando e com medo de perder o parceiro devido à dependência financeira, e preocupação com os filhos. Por isso devem procurar ajuda o quanto antes, sem medo para se fortalecer e não se sentir desamparada.
Todos merecemos ser tratados com respeito, amor e compreensão, fora disso não há relacionamento.

Marco Antonio Garcia
Psicólogo e psicoterapeuta
E-mail – marco.garcia357@gmail.com


quinta-feira, 23 de janeiro de 2020


Cirurgia bariátrica


Quem precisa fazer a cirurgia bariátrica, deve saber que provocara varias mudanças profundas em sua vida. Precisando ser avaliada, se preparando e se conscientizando dessa necessidade, principalmente se já passou por varias tentativas de emagrecer.
A melhor opção deve ser por questão de saúde ou preventiva devido à comorbidades. O primeiro passo é ter uma indicação medica especializada e posteriormente ser encaminhada a uma equipe multiprofissional com nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta entre outros.
Na parte psicológica deve-se saber os anseios do paciente, bem como seus desejos e expectativas, pois tem riscos.
A avaliação psicológica com laudo para a cirurgia busca o preparo do paciente antes do procedimento com algumas sessões para anamnese, com testes psicológicos e posteriormente acompanhamento e manutenção, dando um suporte emocional, essas questões emocionais devem ser avaliadas tanto quanto o grau da obesidade, suas causas e consequências.
Mudanças de hábitos são muito difíceis, principalmente após a cirurgia, tendo que aceitar a mudança bem como se adaptar a nova realidade que durará meses, tendo que se afastar do trabalho às vezes, por um período, bem como tomar multivitamínicos para recompor as necessidades do organismo.
Deixar de fazer e comer o que comia, afetará suas questões emocionais como a ansiedade e as compulsões, até a depressão.
A família, amigos e ajuda profissional são fundamentais.
Comer é muito bom e prazeroso, e deixar de fazê-lo por algum tempo principalmente o que gosta é desafiador, pois comerá muito pouco, devido à cirurgia, buscando uma nova postura, caso contrario poderá voltar a engordar e com mais riscos.
Um trabalho mental e racional na elaboração e convencimento da importância é fundamental, principalmente se tiver doenças como diabetes e pressão alta, entre outras, sabendo que vai melhorar muito, assim o sofrimento valerá a pena.
Durante a avaliação o profissional deverá investigar se o paciente
está consciente da necessidade da cirurgia e o pós-cirúrgico que será o mais importante e difícil. Estudando sua historia, seus hábitos, relacionamentos, sentimentos e pensamentos, sua autoestima e amor próprio, sono e humor.
          Deverá ter muita tolerância, paciência e ser verdadeiro consigo mesmo.
O paciente deve saber e reconhecer que a obesidade é uma doença crônica não tendo vergonha de estar obeso, e que a cirurgia não é uma panaceia, depende de cada um, devendo seguir as orientações profissionais.
 O calculo do IMC, serve para saber o grau de obesidade. O acompanhamento da equipe interdisciplinar ajudará em muito o paciente devendo ele ter paciência e dar tempo ao tempo.
Verificar o fator hereditário, ambiental e familiar, pesquisando possíveis doenças, ajuda na avaliação.
O pós-cirurgia exigira muito resiliência, força de vontade, fazendo exercícios físicos moderados, podendo precisar de cirúrgica plástica reparadora.
Enfim avaliar o paciente como um todo biopsicossocial, no antes, e no depois do procedimento. Acreditando que tudo dará certo, sem pressa, pois será para um bem maior.


Marco Antonio Garcia
Psicólogo e psicoterapeuta
E mail – marco.garcia357@gmail.com

sábado, 28 de dezembro de 2019


Luto

O luto é um processo que envolve sentimentos de perda importante e com forte carga emocional para as pessoas, podendo ser individual ou coletivo, mas cada um sentira de forma diferente dependendo da proximidade, intensidade e causa da perda.
O luto não deve ser reprimido e sim vivenciado e elaborado aos poucos, para que não se desestruture psicologicamente, podendo passar por fortes crises de fuga ou negação da realidade.
O luto pode ser pré-morte com cuidados paliativos, ou pós-morte, dependendo do sofrimento do doente e da família.
Tem também o luto por perdas ou mudanças como emprego, relacionamentos, amigos, separações, entre outros.
O luto depende da época e cultura, existem culturas atuais que reverenciam a morte, festejando-a.
A morte é a única certeza da vida, só não sabemos quando, como e onde. Por mais conscientes que sejamos ainda não estamos preparados para a morte e a perda de um ente ou situação querida, independente da idade ou importância social.
Por isso que as mudanças e as perdas são inevitáveis, o que fica é a saudade.
Para se lidar com o luto, que é pessoal, é preciso ter respeito com a dor do outro, uns choram outros não, sendo preciso dar tempo ao tempo, assim aos poucos perdemos os medos e aceitamos se adaptando a nova situação. Deve-se falar sobre a perda com pessoas próximas diluindo aos poucos os sentimentos, percebendo que ate nos sonhos a pessoa aparece , sendo uma compensação do psiquismo para nos ajudar na superação.
Durante o luto pode-se ter crises de ansiedade, choro, depressão insônia, raiva, ou desanimo, mas é preciso enfrentar, pois a vida continua para quem fica.
Estudos mostram que o luto passa por etapas que são:
1-    Negação , quando se evita falar do fato, fugindo não aceitando a perda.
2-    Raiva, ficando irritado, revoltado e questionando religiosamente, a partir daí, percebendo que não adianta negar o acontecido, e não vai mudar o que passou.
3-    Fazer a barganha, negociando consigo ou com Deus, ou outra crença se tiver ou não, querendo compreender, ou encontrar culpados, mas aos poucos vai aceitando a realidade.
4-    Depressão, de tanto sofrer, ficar triste, chorar, fica fragilizado por lutar contra os medos interiores, aos poucos aceita a perda, se recuperando.
5-    Aceitação, aos poucos supera, aceitando que a vida continua, ficando a saudade, voltando à realidade, sabendo que cada caso é um caso e cada um tem seu tempo.
Se não conseguir superar sozinho ou com ajuda de pessoas do seu meio, procure ajuda profissional, porque viver em luto e sofrendo não vale a pena.
O seu dia também chegará...
Sabe de uma coisa.

                                    TUDO PASSA, TUDO PASSARÁ

Marco Antonio Garcia
Psicólogo e Psicoterapeuta
E-mail marco.garcia357@gmail.com









  Família                          A       família é ou deve ser a célula mater da sociedade.                      Uma família organ...