terça-feira, 12 de novembro de 2013

A procura se si mesmo.


O ser humano vive em constante conflito, desde a sua existência, pois somos os únicos animais com consciência da nossa existência, no entanto não temos certeza de onde viemos, o que fazemos aqui e para onde vamos.
A maioria vive em conflito devido ao vazio e a solidão, causando infelicidade, indecisão, conflitos profissionais, familiares, dificuldades econômicas, falta de objetividade, complexos, necessitando muito da opinião alheia, com medo da solidão e abandono, causando muita ansiedade.
Vivemos numa sociedade consumista e imediatista e vejo pessoas que precisam estar na moda, em contato constante com as redes sociais, para não se sentirem sós. Observo pessoas que mesmo tendo muitos bens materiais com poder político e financeiro, que estão infelizes, deprimidos, com um vazio que não se preenche. Claro que existe uma pré-disposição para a solidão interior, que esta no DNA e no ambiente que vivemos desde a infância, que afasta a pessoa de si mesma, fazendo com que ela se enfrente , como se fosse um inimigo, mas sabemos que o nosso psiquismo busca o equilíbrio através da compensação, como acontece nos sonhos, tentando nos ajudar dando avisos que muitas vezes não percebemos ou não queremos ver, por isso as doenças são o caminho para a salvação ou para a morte.
A psicoterapia é muito importante, pois nos faz pensar melhor, nos conhecermos mais e assim nos ajudando a enfrentar as dificuldades com maior lucidez.
A solidão saudável que nos ajuda a refletir sobre a nossa existência conscientemente é positiva, desde que não neguemos a realidade e estejamos em equilíbrio, mas a solidão patológica, que afasta a pessoa do mundo fazendo com que ela se isole sem pedir ajuda externa, pode leva-la a surtar e cometer até suicídio, ou fazendo a pessoa morrer aos poucos através de uma doença, ingestão de drogas, se matando lentamente.
Se vocês conhecerem alguém neste estado, ajude e interfira, a pessoa nesse estado não tem condições de decidir por si mesma, mesmo que ela diga que não quer, pois estará deprimida e fora de si e se não houver uma intervenção externa, ela poderá morrer. Vemos pessoas abandonadas e pedintes pelas ruas, dão a impressão que estão em plena liberdade, mas estão fora da realidade e precisam de ajuda para poderem voltar à família e terem um trabalho digno, o abandono não é saudável e sim doentio.
Por mais que tenhamos o livre arbítrio, ele somente deve ser aceito quando estamos conscientes e não em crise.
O ser humano vive em constante conflito pela consciência existencial, e quando não consegue elaborar seus medos, fica agressivo se agredindo ou agredindo o mundo.
As pessoas estão solitárias e individualistas cada vez mais isoladas do mundo com seus celulares no ouvido ou enviando mensagens para a pessoa ao lado.
Faltam afeto e convívio em família ou com outros grupos, somos seres sociais e precisamos uns dos outros.
O ser humano está solitário com nunca e precisa ser mais solidário, mas infelizmente estamos nos afastando cada vez mais, como o universo em expansão.

Marco Antonio Garcia
Psicoterapeuta
Blog. Psicologiaemartigos. blogspot.com.br

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Doença como caminho...

Muitas vezes nos perguntamos, porque ficamos doentes?
As doenças fazem parte da nossa existência e somente emergem quando estamos mais fragilizados, com as nossas defesas imunológicas enfraquecidas. Temos em nós bilhões de bactérias e vírus, muitos nos protegem outros podem nos destruir, nosso mecanismo de defesa está sempre alerta, mas devido ao estresse diário, má alimentação, genética, ambiente poluído e acidentes, ficamos adoecidos.
A maioria das doenças são psicossomáticas, isto é primeiro surgem na mente e depois vem para o corpo. Quando estamos emocionalmente desequilibrados e não conseguimos resolver os problemas, as doenças somatizam, isto é, vem para o corpo e precisamos combatê-las para nos fortalecer.
As doenças são também caminhos e avisos de nós para nós mesmos, muitas veem para nos avisar e prevenir de situações que não estamos conseguindo enfrentar, principalmente as doenças autoimunes. Veja o exemplo das ostras, quando entra algum grão de areia em seu interior, ao invés dela se irritar, ela envolve esse grão com uma substancia , transformando em perola, assim deveríamos enfrentar nossos problemas, cuidando deles envolvendo-os de uma forma que eles não nos prejudiquem.
Para não adoecer física e mentalmente, fale de seus sentimentos e emoções, pois se reprimi-los poderão causar: gastrite, ulcera, artrites, dores na coluna e até câncer entre outras.
Fale , desabafe, dialogue.
Tome decisões na vida, as indecisões geram duvida que geram ansiedade, depressão e agressão. Quem decide vence, mesmo cedendo às vezes.
Encontre soluções, não lamente, enfrente, enquanto uns choram, outros vendem lenço.
Somos o que pensamos, portanto pense positivo.
Viver de aparências é fugir da realidade, neurotizar-se; não se auto engane achando que estará enganando o outro. Seja sincero, verdadeiro, sendo você mesmo, se aceitando, assim não será algoz de si próprio.
Se aceite para ser aceito com sabedoria, força e beleza.
Se relacione mais, comunique-se fazendo boas amizades e sinceras, tenha fé.
Sorria, tenha bom humor e seja alegre, seu ambiente interior e exterior agradecerá. Sorrir é um ótimo remédio para a boa saúde.
Tome muita água pura, diariamente. Cuidado com o sol em horários críticos.
Se não estiver satisfeito mude , não se acomode, vá à busca da sua felicidade.
O tempo não para, só anda para frente, assim não fique preso ao passado, viva o presente para ter um futuro melhor.
Tome atitudes, não podemos ficar parados fazendo as mesmas coisas rotinamente e esperando que as situações mudem por si só.
A natureza universal está em constante processo de mudança, e nós fazemos parte dessa existência cósmica, assim também estamos em constante processo de mudança em vários aspectos, apesar de sermos resistentes a eles.
A mudança é um processo de evolução e quem não acompanha, morre em vida, apesar das mudanças serem na existência e não na essência.
As doenças são muitas vezes caminhos para a salvação, pedindo mudança e aceitação, nada acontece por acaso.
Viva enquanto estiver vivo...

Marco Antonio Garcia
Psicoterapeuta
Email: mag.sp@hotmail.com


terça-feira, 10 de setembro de 2013

Maldade humana

A maldade humana sempre intrigou a todos aqueles que a estudam e é sabido que a tendência de praticar o mal está nas raízes da mente humana, presente em todos nós.
O ser humano é o único animal que fala, pensa racionalmente e age agressivamente sem princípios ou motivos causados pela sobrevivência.
Vivemos conflitos existenciais desde os primórdios da civilização.
O maior inimigo do homem é o próprio homem, que busca poder, com ou sem dinheiro para controlar, intimidar, e até matar sem motivos. Todos nós temos certa quantidade de maldade até por patologias, mas o que nos impede de realiza-las são nossas raízes educacionais, medos de perder o que conquistamos, enquanto outros ambiciosos e possessivos muitas vezes por inveja retiram dos outros o que não conseguem por competência. Temos o livre arbítrio, não podemos responsabilizar Deus pela maldade, está intrínseca em nós, em nossos hormônios, encéfalo mal formado e DNA.
Quanto menos vínculos afetivos temos, maior a capacidade de praticar o mal. Existem vários tipos de maldade, desde as mais simples ate as mais complexas, que podem chegar a eliminação do outro, causadas por inveja, rivalidades e vinganças. Assistimos isso nas novelas e filmes, a arte imitando a realidade.
Por isso existem as leis, as punições e as prisões, mas em nosso país onde a impunidade reina, a maldade vence. A maldade esta ligada a personalidade com seus temperamentos, traços e caráter, que são em maioria adquiridos. Já ouvimos a frase “Lobo em pele de cordeiro”, que são pessoas falsas que conseguem ter varias caras, enganando para tirar proveito da fragilidade humana, esses são os sociopatas, que conseguem dominar multidões carentes e de fácil manipulação, muitas vezes levadas por desespero, interesses e necessidades. Usamos mascaras para esconder a nossa verdadeira personalidade que esta na sombra psíquica, e é por trás dessas mascaras que se escondem as piores e mais perigosas mentes.
Uma das formas para controlarmos a maldade é a autocrítica.
Dependendo da situação o animal humano pode reagir ou agir agressivamente principalmente sob pressão, emergindo o egoísmo e o instinto de sobrevivência, ou até pela consciência da mortalidade, achando que a vida não vale a pena, tanto a sua quanto a do outro. Insistimos na busca do equilíbrio biopsicossocial, e se o perdermos, a tendência é irmos para os extremos e assim praticarmos os atos mais abomináveis do ser humano.
Aqueles que praticam atos terríveis que pode ser desde tirar a vida do outro até praticar torturas físicas ou psíquicas, precisam ser afastados do convívio social, com leis mais rígidas, ate aplicando a pena de Talião. “Olho por olho, dente por dente”.
Os maiores responsáveis pela proliferação da maldade humana são as autoridades dos três poderes nas três instancias, que usam o poder muitas vezes para se servir e não servir o próximo. O exemplo deve vir dos superiores.
Evoluímos bastante muito mais cientificamente do que socialmente e esse desequilibrio também leva a desestruturação da base social que é a família e o convívio social precisamos de mais solidariedade.
A maldade humana já foi muito maior no passado, é só verificarmos a historia, mas podemos evoluir mais, somos seres em desenvolvimento e adaptáveis, a maioria pratica o bem, não podemos deixar que uma minoria má forte vença.
Quanto tivermos mais educação com disciplina, limites, autoridade, carinho, atenção, dialogo e respeito, nós seremos mais evoluídos, a dualidade bem e mal, está presente no nosso intimo, nos cabe alimentarmos aquela que queremos ver prosperar.
Não faça ao outro o que não queres que te façam.



“Durante muitos anos
esperamos encontrar alguém
que nos compreenda,
alguém que nos aceite como somos,
capaz de nos oferecer felicidade
apesar das duras provas.
Apenas ontem descobri
que esse mágico alguém
é o rosto que vemos no espelho. “

(Richard Bach)

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

DR- Discutir a relação

                       Como sabemos o lado direito do corpo é diferente do lado esquerdo, bem como os dedos das mãos, um é diferente do outro, mas se interagem e se respeitam apesar das diferenças.
                        As crises nos relacionamentos são normais e necessárias para o crescimento e desenvolvimento das relações intra e interpessoais, desde que sejam saudáveis e não patológicas.
                     Os desentendimentos humanos existem desde o surgimento da civilização. Na mitologia Judaica Cristã representada pela Bíblia, diz que Deus criou Adão e deste criou Eva e tiveram Caim e Abel, Caim matou Abel. Assim surge o primeiro conflito familiar, sem contar o Mito de Lilith, a primeira mulher de Adão e o Matriarcado.
                      Relacionamentos humanos envolvem: personalidades diferentes, lutas pelo poder, sociabilidade, sexualidade, intimidades, complexos, valores, vínculos, sentimentos e papeis sociais motivados por interesses e necessidades. Nada disso acontece se não houver comunicação através de dialogo constante.
                      Precisamos evoluir cada vez mais, e nos reconhecermos na relação com o próximo, através de observações, reflexões, conhecimentos exotéricos, esotéricos, e psicoterapias.
                         Se conseguíssemos o equilíbrio ideal entre o intelectual, emocional, espiritual, sexual, profissional, financeiro, social e físico, nos relacionamentos as crises seriam menores e passageiras.
                         Os homens dão muita importância para o trabalho, à competência, as conquistas, ao poder a eficiência e a realização provando suas habilidades, buscando sucesso.
                         As mulheres gostam de conversar, criar relacionamentos, compartilhar sentimentos, valorizam o amor, a comunicação e a beleza.
                       Apesar de buscarmos a androgenia, homens e mulheres são diferentes e precisam se aceitar e respeitar essas diferenças para um bom relacionamento.
                       Cada um tem sua história pessoal e coletiva, por isso cada caso é um caso e nada acontece por acaso.
                        Cedendo de ambas as partes é que se evolui no relacionamento, ceder não é se inferiorizar sim se valorizar sabiamente. Ninguém é melhor do que o outro, somos seres complementares; o dinheiro só faz a diferença no bolso e na propina. 
Como diz o Papa Francisco, precisamos ser mais humildes e simples, ter mais Fé, acreditando em nós mesmos, mas enfrentado as dificuldades e não esperando que os problemas se resolvam espontaneamente, somos prospectivos, isto é responsável pelo nosso destino, respeitando a Lei da atração.
Somos interdependentes, e precisamos ser mais civilizados e termos mais cidadania, respeitando o próximo e vice e versa.
                     As mulheres não devem dar conselhos a um homem sem que ele peça, pois ele se sentirá incompetente, apesar dela só querer ajudar. Quando uma mulher está falando, ela apenas quer desabafar, assim o homem não deve lhe dizer o que fazer deve apenas ouvi-la, a menos que ela peça orientação.
                     Os homens descansam ficando em silencio, se recolhendo, enquanto que as mulheres descansam falando sobre seus problemas. Quando o homem chega à casa cansado, ele precisa de um tempo pelo menos vinte minutos para se adaptar então a mulher deve evitar ir falando sobre o seu dia, espere um pouco até que ele se sinta mais relaxado e possam sentar na sala de estar e dialogar mais calmamente.
                      Os homens são como elásticos, precisam se afastar dos relacionamentos para depois se reaproximar, alternando suas necessidades de intimidade e autonomia, não gostando de ser controlados e mudados a força.
                        As mulheres são como uma onda, se a onda está no alto, elas tem muito amor para dar, mas quando a onda desce ela sente um vazio interior e precisa ser amada, elogiada e protegida, ela mudará mais ao longo do tempo.
A felicidade é filha do amor e do tempo.

Marco Antonio Garcia
Psicólogo Clinico.
E mail: mag.sp@hotmail.com


terça-feira, 30 de julho de 2013

O significado dos sonhos.

                    
                       Os sonhos fazem parte da existência humana, e sempre intrigaram o ser humano desde os tempos mais remotos. Os registros mais antigos estão no Egito, na Grécia, na Babilônia, no Império Romano.
 Na Bíblia encontramos mais de setecentas citações sobre os sonhos com respectivas interpretações. A partir de 1900 os sonhos começaram a se popularizar e serem mais estudados e interpretados tanto por Freud quanto por Jung.
                          Muitas descobertas cientificas importantes foram reveladas através dos sonhos.
                      Os Sonhos segundo Jung, descrevem a situação intima do sonhador, situação que o consciente não quer tomar em consideração ou cuja verdade ou realidade aceita a contra gosto.
                       O sonho não nos engana somente nos fala numa linguagem que às vezes não entendemos, essa linguagem são os símbolos oníricos, que nem sempre sabemos interpretar suas mensagens.   
                       Os símbolos fazem parte do nosso mundo psíquico e da nossa personalidade; são naturais, espontâneos e podem ter interpretações pessoais ou coletivas. 
                        Sonhamos todas as noites, e temos vários sonhos por noite, apesar de às vezes não nos lembrarmos.  Quando sonhamos     nossos olhos se mexem, ocorrendo o que chamamos de REM. (Movimento Rápido dos Olhos). Durante os sonhos não há limite de tempo e espaço, pois são manifestações do nosso inconsciente. Se dormirmos oito horas, pelo menos duas horas passaremos sonhando, a intervalos de 80 a 110 minutos.
                        O sonho tem uma função compensatória, com relação ao nosso dia a dia, buscando um equilíbrio entre o psiquismo consciente e inconsciente, por exemplo, se você foi mal numa prova e ficou triste, você pode sonhar que foi bem, é uma forma de equilibrar o psiquismo.  Os sonhos esclarecem o que sentimos em relação a nós mesmo.
                        Nem todo sonho tem a mesma importância, mas todos tem algum significado, por isso é importante que nos lembremos deles, mesmo que não consigamos entendê-los, e de preferência numa seqüência, pois vários sonhos podem conter um entendimento melhor.  
                      Como numa peça teatral, você deve prestar atenção nos detalhes e no que mais tem significado, a diferença é que no sonho você é o autor, diretor, ator, e o público, enfim a equipe toda, pois o sonho é seu, e só você pode se ajudar ou pedir ajuda a um profissional que saiba interpretar sonhos.
 Preste atenção nas cores que aparecem nos sonhos, elas estão ligadas à nossa afetividade.
                     Cuidado com interpretações folclóricas, de sorte e coletivas.
                     O significado dos sonhos no processo de Individuação é que eles nos ajudam a nos conhecer melhor, nos aceitarmos, e nos compreendermos para podermos mudar para melhor e nos tornarmos o que realmente somos estando bem consigo e com os outros. Devemos ser universais em nós mesmos, pois somos parte de uma totalidade, isso é Individuação.
Para entender seu significado, faça associações com o seu dia a dia, seus problemas atuais, seu passado e o que quer para o futuro, pois os sonhos são prospectivos, isto é sonhamos o que queremos realizar e se desejarmos, acontecerá, por isso pense positivo, acredite no que quer ter e ser.

Sonhe, brinque e sorria, e assim será mais feliz.

Marco Antonio Garcia


 Psicoterapeuta Junguiano

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Aceitação

Quando aceitamos uma situação, pessoa ou fato não quer dizer que estamos cedendo, sendo inferiores, ou desistindo dos projetos ou da nossa existência.
Para melhorarmos e evoluirmos precisamos aceitar, pois somente nos aceitando podemos nos transformar.
Toda aceitação serve de experiência e adaptação a novas situações.
Precisamos aceitar os lutos, perdas materiais e emocionais, as doenças a ingratidão, nos perdoando e perdoando o outro, não esquecendo da justiça. Somente se aceita quem é forte e tem fé em si mesmo, com sabedoria e humildade.  Controlamos muito pouco, e quem é controlador sofre mais, por ser inseguro, possessivo, autoritário e não se aceitar.
Mudamos na existência, mas não na essência, tenhamos mais responsabilidades e menos culpas, não tomemos veneno achando que outro será atingido. Aceitar para mudar melhorando e se adaptando a realidade, gera paz, saúde e amor.
Aceitar é estar lúcido das causas e consequências, amplificando as situações para encara-las e resolve-las.
Aceitação gera movimento e não estagnação ou resistência a mudanças, expandindo nossa consciência existencial, abrindo caminhos, é estar presente no presente.

Jung diz: Não há despertar de consciência sem dor.
As pessoas farão de tudo, chegando aos limites do absurdo para evitar enfrentar sua própria alma. Ninguém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas por tornar consciente a escuridão.

Oração da serenidade

Deus concedei-me a serenidade para aceitar as coisas que não posso modificar.
Coragem para modificar aquelas que posso.
Sabedoria para perceber a diferença.

Marco Antonio Garcia
Psicólogo e psicoterapeuta.

Blog: psicologiaemartigos.blogspot.com.br

quinta-feira, 2 de maio de 2013


 Violência


“Nós pedimos com insistência:
Não digam nunca: isso é natura!
Diante dos acontecimentos de cada dia.
Numa época em que reina a confusão.
Em que corre o sangue,
Em que se ordena a desordem,
Em que o arbitrário tem força de lei,
Em que a humanidade se desumaniza,
Não digam nunca: isso é natural!”

                                                          Bertold Brecht      


            O ser humano é agressivo desde os primórdios da civilização, todos os animais precisavam se defender dos agressores externos e com os humanos não foi diferente. Com a evolução da consciência e inteligência melhoramos bastante, mas continuamos assistindo todos os dias atos de violência banal, onde se mata por nada, situação que nenhum animal dito irracional faz. 
Em alguns países o índice de violência é baixíssimo devido à cultura, as leis rígidas sem impunidade, infelizmente não acontece no nosso querido Brasil, onde temos muitas leis ultrapassadas e cheias de brechas para recursos para quem tem recurso principalmente.
Será que a nossa sociedade está conseguindo criar condições adequadas para a não emergência desses impulsos destrutivos?                                            
            O que fazer para vencer o medo da violência, ou diminuir a própria violência.  Como diz Bertold Brecht, só não podemos achar que tudo isso é natural! , senão será o fim!       
               O mundo está com medo de tudo e de todos, isso afeta a nós, nossa família, escola, nosso bairro, cidade, estado, país e mundo.      
          O que é violência? Podemos dizer que é uma situação de reação ou coerção em que a pessoa foi submetida a um desprazer desnecessário ao seu crescimento e seu desenvolvimento e ao seu bem estar enquanto ser sadio psiquicamente levando a comportamentos inadequados.
                          Quem agride violentamente não tem medo, ou tem desvios de personalidade ou a certeza da impunidade das leis, e querendo tirar do outro de uma forma invejosa negativa, aquilo que ele não consegue ter por seus próprios méritos, e acredita que não tem nada a perder, e por se achar vitima do processo social desigual, o que é bastante relativo, principalmente se for menor de idade.
                    Nossa civilização parece não estar dando conta de canalizar a violência, e os motivos são muitos, como a desestruturação da família, escola impotente e sem autoridade para exigir valores éticos e morais, uso de drogas, desemprego, leis frágeis e com brechas, autoridades políticas e policiais receosas de cumprir suas obrigações, excesso de direitos e pouco cumprimento dos deveres, corrupção, falta de limites, responsabilidades e respeito, onde quem manda é o dinheiro e a sede de poder e domínio, em todas as classes sociais e econômicas, devido ao individualismo e o cada um por si.
                    Assim o medo da violência se alastra nas ruas, com as drogas e a criminalidade. No entanto não podemos ser omissos e passivos perante esse estado que não é de hoje, mas se agrava a cada dia.
                    Devemos estabelecer uma nova ética com valores pela vida sobre a morte. Um projeto constante que todos devemos estar engajados, para que nós, nossos filhos e amigos e todos aqueles que amam a vida e a si mesmo enfrentem com coragem os desafios. Para Aristóteles, a política, é tornar feliz a coletividade, será que um dia conseguiremos isso  dos nossos políticos?
                      Devemos ter medo para proteção das nossas vidas, mas esses medos não podem nos impedir de viver, caso contrario o medo evoluirá para a ansiedade patológica, fobias e pânico geral, e não podemos deixar que isso aconteça.
 Não temos oficialmente pena de morte nem prisão perpetua nas leis, mas se pensarmos bem temos sim, os assassinos decretam a pena de morte e matam friamente, no caso da prisão perpetua quem se sente preso e punido são as vitimas, parentes e amigos daqueles que cometeram os atos e muitas vezes ficam pouco tempo atrás das grades.
                         Se cada um fizer o seu papel, a maioria boa vencerá a minoria má.    Não vamos esperar que caia do céu as soluções.
                          Tenhamos ESPERANÇA, que nos próximos anos melhore, esperança é o que nos resta.



Marco Antonio Garcia
 Psicólogo Clinico e psicoterapeuta.

  Família                          A       família é ou deve ser a célula mater da sociedade.                      Uma família organ...