quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Quem ama educa


Com frequência me perguntam em consultório, como educar os filhos. Eu digo que educar é amar, mas amar não é apenas proteger, cuidar ou fazer quase tudo o que querem, pelo contrario, amar é saber dar limites, disciplina, ter autoridade, mas também ter dialogo, dar carinho e atenção. Sabemos que está cada vez mais difícil educar, devido aos tempos modernos e excesso de estímulos e influencias, mas existem regras gerais que podem ajudar na educação dos filhos , com equilíbrio , simplicidade e bom senso.

1- O velho ditado que diz “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”, não serve para a educação em geral, principalmente com relação aos filhos, pois eles aprendem mais através da observação, atitudes e exemplos do que através de ordens ou conselhos.
2- Carinho, afeto, abraço, beijo, elogios, diga que o ama, são muito importantes para a autoestima e para o amor próprio dos filhos, ao invés de agressões verbais ou físicas, proteger sem mimar demais, é saudável. O melhor presente é a presença com abraços e beijos.
3- Envolver-se, participando da vida do filho, o fará se sentir seguro e querido, sem vigiar ou proibir demais, mais saber do seu dia a dia, através do dialogo, o que ele faz, aonde e com quem. Ë melhor aprender pelo amor do que pelo sofrimento.
4- Trate seu filho, de acordo com a idade que está, conheça as fases de desenvolvimento da infância e da adolescência, não adianta acharmos que eles já são grandes para fazer algumas coisas e crianças para fazer outras, todos nós mudamos e melhoramos na existência, mas pouco na essência. Trate o de acordo com o seu desenvolvimento biopsicossocial. Também aprendemos com os filhos.
5- Todos precisam de limites, disciplina e regras, se vocês pais não derem, a vida vai cobrar caro, no entanto só se da o que se tem. Aprendemos por imitação .
6- Devemos educar com autonomia e independência, e não criamos os filhos para nós, e sim para a vida, não seja um co-dependente. A liberdade deve ser com responsabilidade pessoal.
7- Coerência nos atos; os filhos imitam muito os pais, quando queremos melhorar as crianças na maioria das vezes, devemos orientar os pais para que mudem suas atitudes com coerência.
8- Castigos físicos ou verbais, não dão respeito e sim medo ou geram mais agressividade, devemos punir com conscientização do ato, caso contrario estaremos educando para a delinquência.
9- Dialogo constante com convencimento e argumentos, é muito sadio, pois tanto os pais quanto os filhos crescem, e aprendem sempre. Não adianta impor a sua vontade, respeite o próximo como gostaria de ser respeitado. Tenha tempo para conversar com seus filhos.
10- Respeito mutuo, gera admiração, caso contrario se tornará em vingança um dia, o que é perigoso. Quem bate esquece, quem apanha não esquece com facilidade. Lembre-se disso.
11- Deve-se ter mais compreensão para se educar, mas sem perder os valores e inversão de papeis, as leis deveriam ser mais rígidas e cumpridas, os países mais desenvolvidos adotam a tolerância mínima , independente da idade.
Enfim, como diz o psicólogo Steve Biddulph, é cuidando e “curando” os pais (avós, tios) que se educa melhor os filhos. Se os pais têm problemas e complexos do passado devem procurar ajuda, fazendo terapia familiar, de casal ou individual, os filhos não pediram para nascer, e não adianta dar apenas casa, comida e roupa, é preciso dar atenção, carinho, amor, respeito e muito dialogo, e compreensão; a educação é cíclica é ensinando que se aprende dizem os grandes mestres.
Seja você também um mestre. Continue essa caminhada, ela é eterna e constante como as mudanças.
Filhos às vezes só se da o devido valor aos pais quando se torna um, e que não seja tarde demais ...
Pais se não conseguir seguir esses princípios e regras, não tenha filhos.
Marco Antonio Garcia
Psicólogo Clinico
marco.garcia357@gmail.com

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

A Sombra


Todo mundo gosta de sombra e água fresca, mas não é dessa sombra que gostaria de escrever e sim do lado sombrio da nossa personalidade, esse arquétipo que muitas vezes desconhecemos ou não queremos entrar em contato.
Temos um lado da personalidade que é aquele onde nós mostramos para a sociedade, para sermos aceitos, elogiados, aplaudidos, como gostaríamos que o mundo nos visse, que é a persona, é o que somos e conhecemos conscientemente e utilizamos varias mascaras dependendo da situação e momento. Temos, no entanto outro lado da personalidade que esta oculta, mas como uma sombra está presente em todos os momentos independente de luz ou não, pois é o que realmente somos e não queremos mostrar ou não estamos ainda preparados para mostrar, ou não conhecemos, mas ela se manifesta nos sonhos e se a reprimimos, se manifesta de outras formas projetivas, pode ser boa ou má depende qual alimentamos mais, precisamos aprender a dominar esse lado oculto da psique formado pelos processos culturais pessoais e ancestrais. Na sombra podem estar nossos complexos, agressividades ou potencialidades ainda não aceitas e externalizadas. Robert Johnson diz que é mais fácil tirar esqueletos do armário, mas possuir o ouro que está na sombra torna-se aterrador. Precisamos integra-la a personalidade total para evoluirmos no processo de individuação.
Quando a sombra precisa se manifestar e nós a reprimimos, ela se mostra até às vezes através de doenças ou acidentes para nos alertar de perigos que não percebemos, por isso dizemos que a doença é também um caminho para a salvação, se a aceitarmos e cuidarmos, caso contrario nos levará a morte. Devemos buscar o equilíbrio biopsicossocial, pois ele nos manterá saudáveis principalmente na segunda metade da vida quando devemos nos voltar para o nosso interior. Buscar o Tao, o caminho do meio oriental.
Ouça seus chamamentos interiores, eles podem melhorar sua vida; mudança de profissão, relacionamentos, amizades, atitudes.
Muitas vezes não gostamos o que vemos nos outros, reflita e perceba se não esta projetando os seus defeitos e dificuldades não aceitas, por isso faça uma autocrítica construtiva, ninguém é perfeito, todos estamos buscando dentro da possibilidade de cada um, melhorar e evoluir.
Desde pequemos somos acostumados a lidar ou temer a sombra, nas canções de ninar do “bicho papão” da “cuca”, para ficarmos bonzinhos.
Na cultura religiosa temos os pecados que são as sombras para nos manter dominados e tementes a Deus.
Ao invés de rejeitar a sombra do outro ou a nossa devemos agir como o toureiro, que deixa o touro passar próximo sem atingi-lo e aos poucos domina-lo sem mata-lo.
Jung dizia que podemos ser gratos aos nossos inimigos, pois as trevas deles nos permitem fugir das nossas, ou como dizia Napoleão Bonaparte: Deus me livre dos inimigos, pois dos amigos cuido eu.
A forma que adoramos os heróis é sombra pura, pois projetamos e queremos nos identificar neles, mas nos anulamos, pois não somos eles.
Enfim busque o equilíbrio entre o interior e o exterior para ser mais evoluído e menos primitivo e mais homo sapiens, quem sabe um dia seremos civilizados e chegaremos próximo, integrando nossa sombra a consciência.
Feliz 2015, com saúde, sabedoria, força e beleza.
Boa viagem ao desconhecido.
Marco Antonio Garcia
Psicólogo
marco.garcia357@gmail.com

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Angustia


Angustia é uma sensação psicológica causada por forte ansiedade, com dor emocional como uma pressão no meio do peito pedindo para ser arrancada e ou compreendida. Na Psicologia Analítica de Jung, a angústia é um alerta chamando a atenção da pessoa para um indesejável estado de coisas, e um meio de se evitar tornar consciente o sofrimento, mas precisamos enfrenta-lo para liberar essa energia represada, que causa a angustia.
Podemos nos sentir angustiados devido a um evento, um acontecimento que não tivemos êxito e controle, por uma forte lembrança de um passado próximo ou não e não conseguimos mudar. Sentimo-nos em perigo, sem saber o que fazer, alterando nosso cotidiano, causando somatizações como a respiração que fica curta irritabilidade, inquietação, tristeza entre outros sintomas.
Precisamos aceitar e enfrentar esse perigo, externalizando e diluindo , não adianta ficar remoendo , trazendo sentimentos de vingança ou ódio, isso só prejudicara a própria pessoa afetada.
Quando estamos angustiados provavelmente vivemos um conflito entre o que desejamos e não conseguimos ou perdemos e não aceitamos e no outro extremo tendo que aceitar e compreender o conflito trazendo para a consciência, para a realidade dos fatos, nos conscientizando de que não temos mais o que perdemos e não controlamos mais, como no caso do fim de um relacionamento e a não aceitação dessa perda e posse faz o individuo sofrer e se atormentar, por isso deve-se optar pela aceitação pelo amor e auto perdão sem culpas e castigos, elevando a auto estima tendo amor próprio, se amando em primeira estância, o outro não pode ser mais importante do que eu, gosto do outro e preciso dele para me relacionar melhor, pois somos seres sociais.
Posso ter posse e ciúme de objetos que me pertencem, mas não posso querer ser dono e ter controle sobre outro ser humano, isso é insegurança e medo da solidão, devo ser minha principal companhia.
A angustia é esse conflito entre o desejo e a não realização, trazendo sofrimento, para a realidade e só o tempo e a compreensão e a aceitação poderá minimizar esse sofrimento, e depende de cada um e do seu passado de estrutura da personalidade adquirida na convivência familiar nos primeiros anos de vida.
O autoconhecimento através do processo de individuação é o melhor caminho para o alivio da angustia.
Os medos, os sentimentos de rejeição e abandono com carências, causando um vazio sem fundo, precisam ser preenchidos pelo amor próprio.
Todos temos conflitos e problemas, mas não há problema sem solução, seja tolerante e persistente, pois tudo passa.
A verdade é justa e libertaria a mentira, nos engana e nos condena.
Encontre a paz interior com saúde, harmonia e felicidade.


Marco Antonio Garcia
Psicólogo
mag.sp@hotmail.com





terça-feira, 16 de setembro de 2014

Você está feliz



Buscamos a felicidade constantemente, e queremos que seja duradoura, mas os sentimentos bons ou não devem estar como numa gangorra em movimento harmônico e equilibrado, como disse Jung, a vida acontece num equilíbrio entre a alegria e a dor.
Como podemos estar felizes?
Tendo amizades sinceras.
Acreditar no presente e não sofrer e se deprimir pelo passado ou ansiar pelo futuro.
Acreditar no amor como sentimento nobre e não nas paixões ou ódios que são extremos.
Estar feliz é dar tempo ao tempo, que cicatriza as feridas psíquicas e físicas.
Estar feliz e agir com sabedoria, refletindo antes de falar, aprender ensinando.
Estar feliz é ter esperança e fé, acreditando em si mesmo, tendo amor próprio, amando o próximo como a si mesmo.
Estar feliz e fazer escolhas, tomar decisões e seguir em frente, sabendo das responsabilidades do livre arbítrio.
Estar feliz é ter o direito também de ficar triste aborrecido e irritado às vezes, somos humanos e insatisfeitos, não existe a felicidade plena.
Estar feliz é um estado de ser e não de ter, o dinheiro compra conforto e aumenta o estado de felicidade, mas não o cria.
Viver nos extremos não é bom, pois não há felicidade que dure muito nem infelicidade que não acabe.
A dor faz parte da existência e nos alerta dos problemas que devemos enfrentar, para superar os desafios.
A inveja negativa e destrutiva torna o ser infeliz, desejar o que é do outro te destrói, conquistar com bom gosto isso é possível e nos torna felizes.
Você não será feliz se sofrer por alguém estarr mais feliz que você, se aceite, busque você sua quota de felicidade.
A psicologia positiva valoriza as conquistas realizadas vendo o lado bom da vida buscando o bem estar, existe o sofrimento, mas até mesmo no sofrimento podemos tirar lições para superarmos momentos difíceis.
Se aceite como é para poder melhorar, seja leal e honesto consigo mesmo.
Busque o autoconhecimento, com as qualidades e dificuldades, a vida é uma estrada, saiba o que quer, mas não tenha a certeza de que vai encontrar, portanto agradeça pelo que tem por conquista própria, assim será mais feliz.




Marco Antonio Garcia
Psicólogo
Marco.garcia357@gmail.com





quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Ser Pai ...



Muito se fala sobre a maternidade, e pouco sobre a paternidade.
Com as mudanças sociais entre homens e mulheres, surgem cada vez mais o pai moderno, atual, presente e sensível, mas firme como educador pai que fica em casa enquanto a mulher trabalho fora, ajudando na educação dos filhos.
Será que os pais também podem cuidar tão bem dos filhos como as mães?
Como exercer uma paternidade moderna?
Muitos dizem que o pai também deve ficar “grávido” com a mulher, participando da gestação antes do nascimento da criança, indo ao médico, comprando o enxoval. Colaborando com a mãe, ser participativo, propiciar um ambiente de respeito e atitudes que valorizem a relação, sendo uma mãe de gravata. O homem pai atual e moderno mostra seus sentimentos, tristezas, alegrias e afetos, não tendo que ser apenas o provedor, a autoridade, o guerreiro ou caçador, que a educação matriarcal impõe ao homem desde pequeno, não podendo chorar, tendo que ser valente, macho, produtivo e herói, muitas vezes morto. Deve impor limites, disciplina e autoridade com amor e carinho e muito diálogo com os filhos. E se acontecer uma separação, o que fazer?
Devemos lembrar que na separação, é com a mulher a ex-esposa e não com os filhos, pois não existem ex-filhos. Assim o casal deve ter uma atitude civilizada perante a educação dos filhos, sem competições e disputas judiciais por pensões e guarda que prejudicam em muito o desenvolvimento da criança, eu convivo constantemente com esses casos em consultório, onde a criança não é o problema, mas está com problema devido à separação mal resolvida, o problema está muitas vezes nos pais, esses sim precisando de orientação. Às vezes da vontade de aplicar a sabedoria do Rei Salomão. Pai e mãe são para sempre, pois mingúem pediu para nascer, mesmo com o crescimento dos filhos o papel de pai é fundamental, evitando assim complexos psicológicos paternos que esbarram no desenvolvimento emocional e profissional dos filhos. A mulher atual ou ex pode e deve colaborar com esse novo pai, ajudando o orientando, com guarda compartilhada, a maior beneficiária será ela mesma, dividindo tarefas, dividindo responsabilidades, desde que o casal seja saudável emocionalmente, assim todos ganham. As mulheres mais modernas e equilibradas gostam desse tipo de homem que divide com elas a tarefa de educar os filhos.
Tudo o que escrevi seria muito bom se acontecesse, mas devido aos conservadorismos, tradicionalismos, ressentimentos, magoas, ódio e preconceitos, poucos homens conseguem exercer a paternidade moderna, muitas vezes até porque algumas mães por medo de perder o controle sobre os filhos, impedem uma participação do pai, ou usam a maternidade no caso de separação para punir o pai, sem perceber que quem mais perde são elas e os próprios filhos alem dos pais responsáveis que gostariam de participar do processo de desenvolvimento educacional de seus filhos. Não podemos generalizar, pois cada caso é um caso. Existem ótimos pais e mães assim como péssimos pais e mães muitas vezes irresponsáveis e egoístas, aproveitadores dos próprios filhos , achando que são suas propriedades .
O bom de tudo isso, é que a sociedade está evoluindo, mesmo que lentamente, mas de vagar se vai longe...
Pai equilibrado é importante para os filhos serem mais saudáveis.
Feliz dia dos pais, a família agradece.

Marco Antonio Garcia
Psicólogo
mag.sp@hotmail.com

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Amor ou sofrimento


O ser humano convive com a insatisfação e em constante conflito entre o SER e o TER. Vivemos numa sociedade ocidental capitalista materialista que valoriza o ter, e por mais que tentemos buscar a felicidade que é efêmera, voltamos à insatisfação que gera sofrimento, angústia , porque nos apegamos , desejamos e necessitamos de coisas materiais de forma possessiva, obsessiva, compulsiva, e nos martirizamos com nossos pensamentos, sentimentos, intuições e percepções, numa realidade ora pessimista ora otimista. Queremos preencher um vazio interior com coisas exteriores e não adianta, o vazio é de carências, muitas vezes estão no passado e mal compreendidas e não se preenche com aquisições externas.
O imediatismo, a impaciência, a intolerância, a insegurança, a dependência, faz com que não estejamos satisfeitos com o que temos e somos, e cada vez mais cobrados por nós mesmos, pela família, e pela sociedade, não respeitamos nossas vontades e limites. Fazendo parte de um processo de desenvolvimento e transformações e mudanças interiores e exteriores.
A vida é como uma estrada que liga uma cidade a outra, e nós estamos nessa estrada que simboliza o presente, sabemos de onde viemos e aonde queremos chegar, no entanto nos preocupamos muito de onde viemos que é o passado bem como para onde vamos que é o futuro, e deixamos de nos preocupar com o presente, que é o que temos e somos por isso sofremos, e é difícil caminhar nessa estrada com muitos pedágios, perigos, retas longas, subidas e descidas, curvas fechadas às vezes escorregadias, às vezes com sol, às vezes com chuva, alguns trechos muito bonitos com natureza, todos esses percalços, já seriam suficientes para nos preocuparmos com a vida presente.
Segundo o Buda Sidarta, temos que viver da melhor forma o presente, sem se apegar ao passado ou ansiar o futuro, se vivermos bem o presente, no futuro independente de existir outra vida ou não, pelo menos vivemos intensamente o presente, mas de forma responsável e com mais momentos de felicidade, no caminho da individuação. Por isso temos o livre arbítrio e podemos escolher fazer as coisas por amor sem muito sofrimento ou pela dor, brigando e nos flagelando pelos desejos e sonhos materiais consumistas.
Quanto ao sofrimento, devemos aprender a lidar com ele, e extrair o que tem de bom, tirando lições e aspectos positivos mesmo nas piores situações, buscando as causas com calma e sabedoria, não tendo reações impulsivas, pensando para agir corretamente, pois cada um tem o problema e o sofrimento que precisa e todo problema tem solução. Devemos aprender com as situações para conhecê-las e se conhecer e aceitar-se para viver bem e melhor. Se você estiver bem consigo, estará bem com o universo.
Ansiamos para ter respostas sobre a vida e a morte, devemos dar um passo de cada vez e assim continuaremos a caminhada existencial. Devemos nos libertar da flecha do sofrimento e cuidar do ferimento e tirar lições e aprender sempre, somos eternos aprendizes e muitas vezes nos achamos mestres, mas o verdadeiro mestre é aquele que aprende enquanto ensina. O sofrimento pode ser físico, emocional, familiar, social ou espiritual, depende de mim como lidar com ele. Seja sábio e de tempo ao tempo.




Marco Antonio Garcia
Psicólogo Clinico.
mag.sp@hotmail.com





quinta-feira, 12 de junho de 2014

Metanoia

Já ouviram a frase: A vida começa aos quarenta anos.

Por volta dessa idade, passamos por transformações, ou reconstrução psicológica positiva para mudanças significativas e produtivas, segundo a psicologia analítica de Jung.
Na primeira parte da vida, voltada ao exterior nos preocupamos com a parte material, tentando conquistar um bom emprego, boa formação acadêmica, adquirir bens materiais, como carro, casa e constituir família. Na segunda metade da vida após consolidado esse processo, voltamos para nosso interior, buscando qualidade de vida, mais serenidade e equilíbrio psíquico. Claro que esse processo não acontece com todos na mesma idade, mas é o melhor processo compensatório para uma existência mais feliz e harmoniosa.
O amadurecimento psicológico do ser humano dar se a pelas suas experiências e capacitações ao longo da vida assumindo responsabilidades de forma menos egoístas, no processo de individuação que é se tornar o que se é por estar latente no nosso inconsciente.

Jung nos diz que: “Assim como o jovem neurótico teme a vida, o velho recua diante da morte… Por isso, a idade do paciente me parece um indicador (“ indicium”) extremamente importante”.
O mesmo acontece com os países, no caso do Brasil, ainda estamos na adolescência política. Vivemos uma era do medo, devido à violência e a impunidade das leis frágeis que protegem os meliantes, alegando problemas sociais e falta de oportunidades, políticos e autoridades que somente pensam no poder para se servirem, vivendo numa ilha da fantasia, fora da realidade, essas pessoas se sentem imortais, semideuses, e não percebem o processo de individuação pôr serem egoístas camuflados de altruístas.
A sociedade, que somos todos nós, precisa acordar para enfrentar essas situações de medo, antes que o ultimo saia e apague a luz, os que puderem pelo menos.
O ser humano tem dois lados: um maravilhoso, criador, inteligente, e outro, maldoso, violento, invejoso, depende de cada um alimentar o lado que lhe interessa.
Democracia não é liberdade de se fazer o quer, isto é anarquia, democracia é pleitear os direitos sem tirar o direito de ir e vir do outro que normalmente é a maioria.
Vivemos em crise, porque não amadurecemos, estamos em constante processo de adolescência psíquica, achando que podemos fazer o que queremos, de forma individualista e egoísta, isso não é metanoia e sim, desequilíbrio emocional e imaturidade psíquica.
Cada um por si ou pelo grupo familiar ou de amigos, tentando se proteger das mazelas políticas e corruptas. Esperemos que isso tenha um fim próximo positivo, com desenvolvimento mental e espiritual caso contrario iremos todos para o buraco, e será que caberemos todos.
Oremos cada um pelo que acredita, pois somos o que pensamos, e atraímos o que desejamos.
S.O.S.

Marco Antonio Garcia
Psicólogo
mag.sp@hotmail.com

  Família                          A       família é ou deve ser a célula mater da sociedade.                      Uma família organ...