terça-feira, 31 de março de 2026

 

 ARTIGO PARA O JORNAL “O SEMANÁRIO DA ZONA NORTE”

 

Ter Amor próprio

 

 

Você se respeita?

Reconhece o seu valor ?

Faz as coisas que lhe fazem bem?

Cuida da sua saúde física e emocional ?

 

            Acredito que você respondeu "não", a alguma delas, não é?

            Se uma pessoa não se ama,  não procura sua própria felicidade, não conseguirá amar verdadeiramente outra pessoa.

             Só pode amar quem se ama, o que é diferente de paixão, onde a pessoa se entrega a outra se anulando e sofrendo.

Amar é se respeitar, se aceitar como é, para poder melhorar, respeitando a individualidade do outro, sem ciúme ou inveja doentia, com confiança, cumplicidade e até amizade, mas com química física.

            Aproximamo-nos pelas características positivas que mais chamam a atenção, enquanto que as características negativas nos afastam, pois não gostamos no outro aquilo que não gostamos em nós.

            Quem ama de verdade, vive o presente, e não preso no passado ou o futuro.             Quem se ama não guarda rancores, culpas, ressentimentos, magoas, pois compreende e tem compaixão de si e do outro, se perdoando pelas falhas.

             Amor não é se envolver com a pessoa perfeita, aquela dos nossos
 sonhos, nós também não somos perfeitos, devemos aprender sempre, é na convivência que evoluímos. .
            Não existem príncipes nem princesas no mundo real, somente nos contos de fadas e nos títulos da nobreza, e nos filmes românticos.
            Encare a outra pessoa e a si mesmo de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de suas dificuldades.
            O amor só é verdadeiro, quando encontramos alguém que nos ajuda a ser melhor do que somos, assim juntos voaremos como a águia e o falcão, próximos, mas livres um do outro, sem possessão. Ter amor próprio é não depender de pai, mãe, parceiro (a), é ser interdependente e autônomo, é não ser nem egoísta nem altruísta.

            Prefira jogar frescobol ao tênis. No frescobol, colaboramos, jogamos para que o outro pegue a bola e devolva em parceria sem lutas pelo poder, enquanto que no tênis, jogamos para competir, ganhar do outro o tirando da jogada para vencê-lo.

            Quem se ama ou ama o próximo, não pode sentir paixão ou ódio, que são opostos.

Quem ama passionalmente, apresenta dificuldades, como insegurança, fragilidade emocional, possessão, querendo controlar a vida do outro como se fosse uma mãe ou pai super protetor, e ai sofre por não ser correspondido.

            Estamos vivenciando constantemente pela mídia, noticias de relacionamentos passionais, com vinganças que chegam à morte com instinto de crueldade, que somente o animal humano é capaz de realizar quando desperta seu lado maléfico.            Provavelmente quem não tem amor próprio, teve dificuldades na educação infantil com conflitos maternos e paternos, com sentimentos de abandono, rejeição ou superproteção, todo extremo é negativo, juntamente com sua personalidade egocêntrica não desenvolvida, sem limites e disciplina não conseguindo se libertar da prisão interior do controle das situações querendo que o mundo gire em sua volta, ao invés de girar em torno do mundo; não seja um sol prefira ser um planeta.                         O universo é muito grande seja um planeta em equilíbrio dentro de uma galáxia em desenvolvimento, seja parte desse todo e o não queira ser o todo.                            Amor é respeito, cumplicidade, saúde mental, equilíbrio, sinceridade, autoestima em equilíbrio, e paz interior consigo e com o outro.

Como disse Charles Chaplin: Aprender a se colocar em primeiro lugar não é egoísmo nem orgulho. É amor próprio.

 

Marco Antonio Garcia

Psicólogo e Psicoterapeuta

Blog: psicologiaemartigos.blogspot.com.

sábado, 24 de janeiro de 2026

 

Sorte ou Competência

 

Sorte ou competência?

        Muitas vezes dizem que a pessoa tem sorte porque encontrou um bom emprego ou tem bons ganhos nas aplicações, ou tem uma boa família.

Quem é competente ou talentoso é procurado pelas empresas e instituições.

 Procuram-se pessoas que possam desempenhar bem suas funções e com criatividade. Todos nos temos competências e talentos, é preciso que se descubra qual é, e desenvolver essa habilidade que pode ser hereditária, genética e desenvolvida, dependendo bastante do meio ambiente, que pode facilitar ou retardar o surgimento do talento, bem como as oportunidades, e o que chamamos de sorte seria o conjunto de competência com a oportunidade e o momento.         Essas três características precisam estar em sintonia para que o talento apareça.

               Existem vários tipos de competências, e podemos ter varias como; criatividade, sociabilidade, competitividade, liderança, curiosidade, boa imaginação, equilíbrio emocional, responsabilidade, ser pratico na solução dos problemas, tolerância, ambição, organização, capacidade de tomar decisões, podendo ser artísticas e sociais etc.

        Fazer o que gosta gostando do que se faz e fazendo bem feito é um ponto chave.        

        Se conseguirmos pensar com o coração e sentir com a mente, seriamos muito mais produtivos, sabendo dividir o tempo em trabalho, lazer e descanso. 

                 As pessoas mais competentes são aquelas que veem nas dificuldades ou crises as melhores oportunidades; grandes problemas grandes soluções, olhar para frente e para o alto, expandir o raciocínio, amplificar a visão, ver longe e bem.

                   As barreiras e os obstáculos devem ser desafios e não motivos para desistirmos perdendo a motivação. Por mais experiências que tenhamos, ela esta no passado é como um túnel com a luz de saída para traz, mas o competente não se abala com as dificuldades que vai enfrentar, ele encara com otimismo responsável e capacidade de realização, quanto mais conhecimentos mais sabedoria para resolver e enfrentar os problemas.

Como diz o ditado “não me inveje, trabalhe”. Só no dicionário que sucesso vem antes de trabalho.

                   O mercado de trabalho e os pesquisadores buscam Indivíduos com características como: pessoas assertivas, empreendedoras, analíticas, sociáveis e disciplinadas.

               O psicólogo Carl Gustavo Jung desenvolveu uma tipologia classificando as pessoas em introvertidas ou extrovertidas com características de ego podendo ser: pensamento, sentimento, intuição e sensação, o bom é termos um pouco de cada, mas normalmente somos mais desenvolvidos em duas ou três, e é isso que determina nossas competências e qualificações pessoais e profissionais, fazendo com que nos conheçamos melhor, desenvolvendo o autoconhecimento, pois se estivermos bem com consigo mesmo estaremos bem com os outros, e somos seres interdependentes, é assim que evoluímos.

        Tem casos em que pessoas usam de suas competências para enganar os outros que são os psicopatas sociais.

                        Muitas pessoas que perdem seus empregos descobrem seus talentos e se dão bem, trabalhando como autônomos.      Faça uma reflexão e busque no seu interior o que gosta de fazer, seja diferente, quem sai da mesmice se da bem na vida.

Ficar reclamando, resmungando e chorando pelos cantos, sem sair do lugar não vai a lugar nenhum, se atola em seus prantos. Olhe para frente e acredite em você, o futuro depende do presente, plante hoje e cuide de sua roça e assim colherá bons frutos amanhã.

 

 

 

 

Marco Antonio Garcia

Psicólogo Clinico e psicoterapeuta.

 

Casamento

Casamento é coisa seria, por isso é importante o processo de namoro, noivado e por fim casamento. Um conhecendo o outro, convivendo percebendo as qualidades, dificuldades e as diferenças, principalmente aceitando e compreendendo, porém se as incompatibilidades forem muitas, é melhor nem casar; deve-se procurar outro relacionamento.

 Casamento é estar em constante transformação, com crises, que devem ser positivas para o crescimento do relacionamento a dois, que é maravilhosa, mas também é muito difícil, pois cabem a cada um a responsabilidade de 50% da relação e exercer 100% desses 50% de cada um, dialogando, superando as possessões ciumentas e invejosas que causam desconfiança e insegurança.

Como diz o ditado popular, o casal para se conhecer deveria comer um quilo de sal juntos, 50 % cada um, podendo levar uma vida toda.

Casar é somar, e a vida a dois requer cumplicidade, amor, compreensão, tolerância, momentos felizes ou tristes e superação juntos sem individualismos, mas respeitando as individualidades. 

Casamento requer atração física, equilíbrio emocional e condição financeira, bem dosados.

 Ter filhos somente quando a relação estiver bem e não para tentar melhorá-la, pois a vida muda e as responsabilidades aumentam.

 A terapia de casal ajuda nas definições, mas não é panaceia.

Se houver incompatibilidades irreconciliáveis, o melhor é a separação amigável de preferência, antes que crie um buraco negro galáctico.

 O individualismo e o egoísmo narcísico não cabem na relação a dois, tem que haver trocas, concessões, equilíbrio, controle emocional e muito amor e não ódio ou paixão exagerada.  A terapia de casal deve ser preventiva; procurar quando a crise se instalou e os dois acreditam que estão certos e radicais, não se obtém bons resultados, deve haver concessões mutuas. 

Após o nascimento do primeiro filho, se o casal não planejou ou não estiver preparado, podem surgir outras crises, pois se ampliam os papeis sociais, passando a serem também pai e mãe.

Discussões entre casais é comum e até saudáveis desde que as divergências sejam bem colocadas argumentadas e aceitas. O que não pode haver são insultos, humilhações, desrespeitos, agressões de qualquer tipo. Sempre espeitando a dialética.

A comunicação com diálogo é essencial para o bom relacionamento; não queira impor suas vontades e desejos, isso anula o outro e impede o sucesso da relação.

 Os filhos devem vir para somar e multiplicar a felicidade, e não para subtrair ou dividir a relação. A formação de uma família saudável requer muita experiência e paciência, caso contrário todos irão parar no consultório psicológico ou de um advogado e um acusando o outro, e não há terapia que cuide de feridas que não querem ser cicatrizadas.

 Muitas criticas destrutivas, excesso de brigas, agressões verbais com desrespeito, muito ciúmes sem motivo, esfriamento e isolamento do casal, falta de desejo sexual, são sintomas de que o relacionamento não anda bem.

 Se quiser salvar a relação busque o dialogo, e o namoro constante não deixando cair na rotina do dia a dia e procure ajuda enquanto há tempo, caso contrario as coisas podem piorar para todos.

Lembre que o homem é de marte a mulher de vênus vivendo num planeta estranho. Em qualquer relação haverá o arquétipo masculino e feminino.

As relações podem ser de vários tipos entre sexos diferentes ou iguais, mas as regras servem para todos os tipos de amor que vale a pena.

 

Marco Antonio Garcia

Psicoterapeuta junguiano

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

 

Narcisismo

 

          Narcisismo é termo usado na psicologia para se referir a um comportamento e pensamento onde o individuo se admira de forma exagerada, necessitando de atenção com um suposto sentimento de superioridade. O termo vem do mito de Narciso, onde um jovem se apaixona pela própria imagem refletida em uma fonte, que de tanto se admirar acabou morrendo por contempla-la, e ali nasceu uma flor com o nome narciso.

          Tudo depende do equilibrio, o narcisismo saudável está ligado à autoconfiança, amor próprio e autoestima positiva, se valorizando reconhecendo a sua competência. Temos também o TNP, transtorno de personalidade narcisista, que é mais complexa, quando os traços são mais constantes e exagerados, prejudicando a própria vida pessoal, familiar e profissional.

          A característica de um individuo com TPN, são quando a pessoa superestima suas habilidades e conquistas, se achando mais do que é, como na vaidade. Apresenta também falta de empatia, não se importando com os sentimentos alheios, priorizando apenas os seus. Tem também a necessidade de ser admirado, se achando mais lindo do que é, esculturando o corpo como fosse um deus grego. Acha-se também mais merecedor do que os outros querendo ter tratamento diferenciado. São manipuladores, possessivos, desenvolvem inveja dos outros ou que os outros o invejem, querem aplausos e plateia, sem afetos, gostam de sabotar os outros, muitas vezes, vivem sozinhos, com dificuldade em lidar com a própria imagem, são conquistadores, principalmente com as mulheres mais frágeis e dependentes emocionalmente, se tornando arrogantes, prepotentes e ameaçadores, muitas vezes são vampiros de relacionamentos tóxicos.

          Muitas vezes criam um mundo de fantasias de sucesso profissional, mas quando são descobertos, perdem o emprego, são exploradores financeiros de mulheres, e não gostam de serem criticados, podendo reagir com raiva e agressividade, são egoístas e individualistas e são traidores e a culpa é sempre do outro e com traços de psicopatia.

          É preciso dar limites a eles, se foram agressivos no relacionamento mesmo que estejam divorciados, denunciem façam BO, para não se acharem mais do que são, como invencíveis.

          As causas podem ser muitas, pois se trata de transtorno de personalidade, podendo ter fatores genéticos, ambientais e educação infantil.

          Precisam ser ajudadas desde que queiram e aceitem, pois podem compreender esses comportamentos e evoluírem em sua vida pessoal, familiar e profissional.

          Como diz a musica de Caetano Veloso, em Sampa, “narciso acha feio o que não é espelho”.

          Narcisismo é um espectro, e tanto homens quanto mulheres em menor quantidade, podem exibir tratos narcísicos.

         

 

Marco Antonio Garcia

Psicólogo e psicoterapeuta Junguiano

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

 

Netos

 

 Os netos são os filhos dos filhos, dando continuidade à família.

          Os netos quanto mais cedo vierem melhor para os avós, assim terão mais energia para participar do desenvolvimento deles, revivendo de forma diferente a criação dos filhos, como um pouco menos de responsabilidade, mas às vezes acabam cuidando dos netos por vários motivos.

          Em tempos modernos há uma troca de aprendizagem e experiências, entre os avós e os netos que muitas vezes ensinam os avós a usarem as novas tecnologias.

          A convivência com os netos trazem mais alegria e prazer, como uma dopamina natural, reduzindo a solidão e melhorando a saúde mental de ambos.       Os avós guardam as memorias familiares e tradições, transmitindo valores e lembranças aos netos.

          Dizem que os avós não educam, discordo não só educam com suas experiências como educam com mais amor e paciência, sendo provado que netos que convivem com os avós, desenvolvem-se mais nos aspectos social e psicológico. Muitas vezes os avós cuidam dos netos durante a semana para que os pais possam trabalhar e não apenas algumas horas nos finais de semana.

          Educar é muito difícil, pois não existem receitas e sim princípios, como limites, autoridade e disciplina, também com carinho, respeito, dialogo, atenção, apoio afetivo e acolhimento, educando com mais amor, infringindo às vezes algumas regras que são saudáveis no desenvolvimento das crianças.

          A convivência com os primos também são importantes para o desenvolvimento do construtivismo e autonomia sem exageros, respeitando a idade de cada um, bem como a cultura e a realidade social e econômica da sociedade em que vivem.

          Buscar na escola às vezes, orientando fazer as lições, fazendo agrados, brincando com jogos e quebra cabeças, jogando bola e seus brinquedos, lendo estórias variadas, tornando a casa dos avós uma grande brinquedoteca, assistindo alguns desenhos pertinentes à idade ou brincando ludicamente com supervisão e controles, quebrando algumas regras, faz bem e não tem preço.

          Os avós geralmente exercem um papel mais acolhedor e menos rígido do que os pais, oferecendo segurança emocional, proteção e carinho.

          Quem ama educa com os princípios acima citados, quer sejam os pais ou os avós, e a escola também com seu papel educador socializador fortalecendo a autonomia e independência construtivista.

          Crianças devem brincar sorrir e se alimentar corretamente, para um melhor desenvolvimento com amor e afeto.

          O Gael com seis anos e a Eva com um ano, e agora com as netas enteadas, a Rafa com treze anos e a Gabi com oito, sabem e compreenderão tudo isso.

          Sem contar com os netos pets, a Valentina, a Glimer a katia e a Mari, que fazem a festa quando o vovô, da aquele petisco diferente que os pais dos pets não dão para não viciar.

          Enfim ter filhos é ótimo, pois colaboramos com a perpetuação da espécie, mas com os netos é diferente, pois surgem em outra fase da vida e viver com alegria mais momentos de felicidade, é muito saudável para o físico e o mental, apesar do trabalho prazeroso.

          Educar com amor, respeito e paciência oferecendo a sociedade filhos e netos melhores para as gerações futuras.

           Esperando que os lideres mundiais tenham consciência e juízo, não prejudicando mais o planeta, pois ele sobrevivera enquanto que a humanidade não...

 

 

Marco Antonio Garcia

Psicólogo clinico e psicoterapeuta.

 

 

 

 

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

 

Alienação parental

 

          Alienação parental é um termo utilizado no meio jurídico e psicológico, que se refere a um conjunto de comportamentos adotados por um ou pelos dois pais separados ou responsáveis, com o objetivo de afastar a criança ou adolescente do outro genitor, prejudicando a relação afetiva entre eles, de forma manipuladora. Pode ocorrer de ambos os lados, com a intenção de se vingar ou por ciúmes, ou por vários motivos, prejudicando o desenvolvimento da criança.

          Alguns exemplos são: falar mal do outro genitor na presença da criança ou quando está com ela, ou ameaçando por telefone ou pessoalmente para tentar desestabilizar o outro, isso pode acontecer com quem tem a guarda ou quem quer tirar a guarda, por vários motivos e interesses. Podendo impedir o contanto com o outro genitor, omitindo informações sobre a vida social da criança, interferindo nos relacionamentos de cada um por ciúme, com controle e possessividade patológica.

          Pode ocorrer com o genitor que por não ter a guarda e querer obtê-la, manipular a criança, provocando uma relação toxica e narcísica, não cumprindo com a decisão judicial, deixando de pagar parte ou total da pensão, não querendo que a mãe se relacione com outra pessoa.

          A lei 12.318/2010 é a que trata do tema estabelecendo medidas que podem ser adotadas pelo juiz para proteger os direitos da criança principalmente.

          As medidas que podem ser aplicadas são: advertência aos alienantes, multa, ou suspensão da autoridade parental, medida protetiva, dependendo de cada caso e provas.

          Sempre quem mais sofre é a criança que se sente como num cabo de guerra, na disputa pela guarda, muitas vezes não por se preocupar com ela, mas por inveja, ciúme, valor da pensão, manipulação do outro genitor.

          A criança pode desenvolver ansiedade, depressão, baixa rendimento escolar, fobia social etc.

          As possíveis soluções são as psicossociais, mediação familiar, terapia individual e familiar, cumprimento das decisões judiciais sobre a guarda e convivência. Pode-se até pedir avaliação psicológica dos genitores.

          Os avós podem ajudar ou prejudicar esse processo.

          É lamentável quando um dos genitores ou responsáveis usam a criança aplicando alienação parental, por interesses somente para prejudicar o outro, sem se preocupar com o desenvolvimento da criança ou adolescente em formação. 

           

          A educação essencial nos primeiros anos de vida deveria ser com amor, respeito e bom senso entre as partes de forma madura e conscienciosa.

          Vemos casais que se separaram, formaram outras famílias, mas se dão bem, inclusive as crianças se relacionam formado uma grande família, muitas vezes esses pais se dão melhor após a separação do que quando estavam juntos, mas isso requer muita maturidade e inteligência emocional. Poderão também procurar ajuda profissional psicológica e jurídica para compreender essas situações pelo bem de todos.

          O melhor caminho é o da conciliação amigável, caso contrario, viverão em eterna briga se prejudicando entre si e os filhos, podendo acabar em tragédias e até prisão por vários motivos.

          Que todos tenham um mínimo de lucidez, juízo e humanidade para resolver essas pendencias.

          Pensem bem antes de ter filhos, principalmente atualmente devido aos individualismos e competições entre os sexos.

          Quem ama não compete, nem aplica a sabedoria salomônica.

           Que assim seja...

 

 

 

Marco Antonio Garcia

 Psicólogo e psicoterapeuta

 

 

         

 

 

Nomofobia

 

          Você consegue ficar longe do celular ou computador e deixa-los desligados?

          Essa é uma mania ou vicio recente, podendo atingir pessoas de qualquer idade, mas principalmente na adolescência. Podendo se transformar em patologia, devido a grande dependência desses aparelhos.

          Os sintomas podem ser: estresse, depressão, dificuldade de se relacionar, insônia, devido à ao medo ou ansiedade pela falta de uso do celular, tornando as pessoas mais individualizadas não se relacionando através de diálogos e sim por mensagens, não só nas escolas, que atualmente estão proibindo o uso durante as aulas, mas também entre famílias que se comunicam por mensagens uns ao lado dos outros.

          Por ser uma patologia recente, ainda se estuda suas consequências, por ser um distúrbio multifatorial. Vivemos numa sociedade ansiosa, imediatista na busca de motivações, recompensas e prazeres imediatos, aumentando o nível de dopamina, gerando um vicio às vezes sem controle.

          Os estudos recentes relacionam os traços de impulsividade e baixa autoestima na dependência do celular, com fatores sociais, ambientais e genéticos.

          Para amenizar isso tudo, é importante a redução no uso dos aparelhos, necessitando às vezes, medicamentos e ajuda psicológica. O uso do celular e da internet são importantes, para a educação e aprendizagem, mas sem dependência.

          Sem falarmos no ciberbullying, com difamação, assedio, exclusão, stalking, difamação, ameaças etc. Podendo causar sofrimento a toda família. As mídias sociais deveriam ser para divulgar bons momentos e não competições mentirosas fragilizando nossos adolescentes.  Nosso cérebro ainda é análogico enquanto as tecnologias estão cada vez mais digitais.

          É importante variar as praticas cotidianas, com meditação e exercícios físicos, esportes, leituras, visitas a parques e a centros culturais, museus, para minimizar o uso e dependências desses aparelhos.

          Vigiar, proibir e controlar as atividades dos filhos são importantes e necessárias, orientando e dando outras opções para que eles não vivam no mundo das sombras ocultas perigosas que podem leva-los a automutilação e ate suicídio.

          Quem ama educa, com autoridade, disciplina e limites, bem com dialogo, atenção, carinho, compreensão e qualidade de tempo.

          A velocidade da tecnologia nos assusta até com a inteligência artificial, tão necessária quanto pode ser danosa e cabe a todos nós educadores e a família nos unirmos para vencer esse vilão devorador de jovens e famílias.

          Não confundir nomofobia com monofobia, ambas afetam a forma como nos relacionarmos com o mundo e com os outros, enquanto a nomofobia é o medo irracional de ficar longe do celular e desconectado com o mundo das redes sociais, a monofobia e o medo irracional de ficar sozinho e isolado, ambos podem impactar na vida e na saúde mental das pessoas.

 

 

Marco Antonio Garcia

Psicólogo e psicoterapeuta junguiano

 

 

  Família                          A       família é ou deve ser a célula mater da sociedade.                      Uma família organ...