domingo, 6 de abril de 2014

Geração Canguru

Sair de casa após a maioridade, para conquistar a independência e.
liberdade é raro atualmente, pois tem acontecido o contrario nas ultimas décadas. Pesquisas indicam que 24% dos jovens entre 25 e 34 anos ainda estão sob o teto dos pais, antes tínhamos a síndrome do ninho vazio, agora é a do ninho cheio, ou geração canguru.
Há algumas décadas os filhos saiam de casa para buscar independência, liberdade e autonomia, atualmente, os filhos querem liberdade e autonomia, mas dentro da casa dos pais, se sentindo mais seguros e bem tratados, confortáveis, então para que sair de casa, para ter uma vida mais difícil, apenas pela troca da independência, não vale a pena.
Será que os pais estão mais protetores ou eles mais acomodados com as mordomias, como, casa, comida, roupa lavada e lazer, sem custo. A questão é que não se tornam adultos e sim jovens adultos ou até com comportamentos adolescentes, demorando mais para amadurecer emocionalmente, mesmo que estejam trabalhando ou estudando.
Essa tendência é mundial, chamada de geração canguru, pela resistência em sair da casa dos pais, sentindo-se protegidos na bolsa marsupial da mãe principalmente.
Alguns motivos são responsáveis pelo fenômeno, um deles é a concorrência profissional e exigências do mercado de trabalho, ou gastando seu dinheiro com lazeres e produtos modernos de informática, roupas de marcas, sobrando pouco para investir no futuro relacionamento. Tem aqueles que ajudam nas despesas da casa, contribuindo com os pais, mas mesmo assim, continuam sendo jovens adolescentes, não querendo arcar com as despesas de uma família, que são grandes, preferem ter o carro novo, roupas boas, boas diversões, namoros prolongados.
Existem situações piores onde esses filhos não se afirmam profissionalmente ou emocionalmente, sendo imaturos e inseguros, precisando de ajuda profissional para cortarem o cordão umbilical simbólico, muitas vezes tendo com responsáveis os próprios pais, ou a mãe superprotetora, que por medo de ficar sozinha na velhice, segura os filhos em casa.
O mais importante é o relacionamento familiar, se for bom e amistoso, é saudável. Os pais que passaram dificuldades nas gerações anteriores, não gostariam que seus filhos tivessem as mesmas dificuldades, e como venceram, trabalhando querem dar uma vida melhor para eles, mas isso tem que ter limites, pelo bem de todos. No entanto se decidirem ficar em casa por mais tempo, que sejam divididas as despesas e as responsabilidades, respeitando as regras e disciplinas da casa que é dos pais, cada um cuidando do que é seu, ajudando, dialogando. Alguns filhos voltam para casa após um divórcio, mas precisam saber que não podem alterar as regras já estabelecidas, querendo às vezes impor suas normas, criando conflitos.
Isso tudo pode ser saudável se tratado de forma democrática, consciente e conciliadora, pois o convício em família é positivo se harmonioso.

Marco Antonio Garcia
Psicólogo
mag.sp@hotmail.com

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