sábado, 8 de julho de 2017

Linguagem corporal



Nossas expressões corporais são importantes para a comunicação humana, por demonstrarem as emoções e sentimentos. Essas expressões podem ser faciais ou no corpo todo. As faciais principais são sete, apesar de existirem centenas delas, inclusive as microimpressões que podem durar menos de um segundo, e precisam ser filmadas para que em câmera lenta possamos observar melhor. Essas expressões são universais e ancestrais, variando muito pouco devido à cultura.
 O psicólogo Paul Ekman foi o maior pesquisador no assunto, gerando até um seriado com o nome de “Lie to me”. Excelente seriado apesar de muita ficção. Vou citar as sete expressões mais comuns.
Felicidade, demonstramos sorriso aberto sincero e espontâneo, envolvendo os músculos dos olhos.
Tristeza, as sobrancelhas são puxadas para dentro e para cima e os lábios para baixo.
Desprezo, quando um lado da boca fica mais erguido com sorriso escárnio e rápido.
Repulsa, quando as sobrancelhas ficam franzidas e o lábio superior é levantado.
Surpresa, as sobrancelhas se erguem e se curvam e os lábios ficam abertos.
Medo, as sobrancelhas ficam erguidas e retas, os lábios puxados para traz e abertos.
Raiva, as sobrancelhas ficam franzidas e puxadas para dentro, e a boca espremida e as narinas delatadas.
Essas são apenas algumas expressões, pois existem centenas e somente especialistas conseguem perceber mudanças, principalmente quando as pessoas estão mentindo. Podemos nos enganar ou enganar outras pessoas, mas nosso inconsciente não aceita e mentira. Quando mentimos balançamos a cabeça de forma contaria ao que estamos falando, coçamos o nariz ou a orelha, ficamos mais tensos, repetimos as palavras, pomos a mão na boca, não olhamos nos olhos dos outros, piscamos muito ou ficamos com o olhar fixo, ou mudamos a voz.
Muitos casos policiais são resolvidos pela observação corporal, devemos ter cuidado para não sair acusando pessoas, pois precisamos de provas.
A mentira é um processo de defesa do psiquismo, mas a verdade por pior que seja dói somente um vez, e não ficamos sofrendo.
Sejamos mais verdadeiros e sinceros com a agente mesmo, não se enganando, caso contrario não evoluímos e continuamos imaturos e infantis psiquicamente.

Marco A Garcia
Psicólogo Clinico de orientação Junguiana
marco.garcia357@gmail.com



sábado, 10 de junho de 2017

Honestidade

O que é honestidade?
Literalmente é ser verdadeiro, não mentir, não enganar, não fraudar ou corromper. Etimologicamente vem do latim, honos, que significa honradez, dignidade.
Ser honesto e parecer honesto deveria ser característica do ser humano, que repudia a falcatrua, não ser conivente, levar vantagem em tudo, ser malandro, mais esperto que o outro, não ser corrupto ou sonegador, não respeitar o próximo ou a si mesmo.
Ser honesto é respeitar as normas e regras éticas e morais. A ética estuda os fundamentos dos valores morais, para orientar o comportamento humano, pessoal ou profissional, sendo o modo de ser de cada um, com sua índole, portanto ser coletivo. A moral são os costumes, regras e convenções de cada sociedade ou cultura, o modo de agir das pessoas, buscando o bem estar social.  Por isso as frases “Não faças ao outro o que não gostaria que fizessem com você” bem como” faça o que eu digo, mas não o que faço” definem bem sobre a honestidade de cada um.
Não prejudicar o outro, ser compreensivo, tolerante, perdoar é um ato moral, sendo lição de vida.
O grande Rui Barbosa discursando no Senado Federal em 17/12/1914, disse:
“De tanto ver triunfar as nutilidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.
Será que de lá para cá melhorou?
Ser honesto é ser sincero, ser o que é na maioria das vezes, sem hipocrisia, saber ser político sem politicagem. Vivemos numa sociedade com muitos melindres, preconceitos, violências, temos que tomar cuidado com o que falamos para não sermos processados por danos morais.
Sendo assim será que existe alguém 100% honesto com os outros e consigo mesmo?
Ouvir verdades machuca o ser humano que nem sempre está preparo para ouvir e aceitar, mas também quais verdades? A mentira é a verdade que gostaríamos que fosse verdadeira. Enganamos-nos e tentamos enganar o outro, por defesa ou malandragem mesmo.
Se não conseguirmos ser 100% honestos vamos tentar nos aproximar como indivíduos na sociedade, pois nós brasileiros somos muito mal vistos por outros países ditos “civilizados”; quando alguém devolve uma carteira que encontrou, é tido como exemplo de honestidade, sendo que isso deveria ser regra.
O caminho é longo, mas a cada passo podemos melhorar, mesmo que o exemplo não venha das autoridades, vamos fazer a nossa parte, para estarmos bem e vivermos melhor sem culpas e em paz.


Marco Antonio Garcia
Psicólogo clinico de orientação Junguiana
e mail – marco.garcia357@gmail.com






segunda-feira, 22 de maio de 2017

O que é traição.

Traição pode sugerir vários temas, como: perfídia, falsidade, emboscada, deslealdade, infidelidade. No entanto o tema que quero abordar é a traição no sentido de fidelidade conjugal (adultério).
O que é traição?
O sentido de traição pode variar de um extremo ao outro, para uns, pensar, olhar, desejar, sonhar com o outro, real ou virtual, pode ser um ato infiel, para outros terem aventuras passageiras, ou uma única vez, não tendo envolvimento afetivo, ou sair com uma garota de programa, para se satisfazer sexualmente; pode não ser considerada traição. Por isso cada caso é um caso.
Troca de casais, ou sexo grupal, será que é traição?
Para alguns é perversão sexual, para outros, pode ser normal. Assim, depende da consciência de cada um. O homem talvez por motivos culturais, hormonais, biológicos e até sociais, trai mais que as mulheres, mas pesquisas recentes mostram que as mulheres também estão tendo relacionamentos extras, em grande quantidade.
        Por que será que isso está acontecendo?
Acredito que tanto para homens ou mulheres, a traição acontece devido às oportunidades de aventuras, ou por não estarem contentes com suas parceiras (os), às vezes são estimulados pelos meios de comunicação de massa, despertando desejos recalcados, ou para ter prazeres diferentes, avidez sexual, ou até por vingança, para provar a virilidade masculina ou a sedução feminina.
O homem talvez para provar que é macho, garanhão, galo; e a mulher para mostrar para as outras mulheres que pode ter quantos homens quiser.
A prostituição é uma das mais antigas profissões do mundo, e em algumas culturas a poligamia e a traição é aceita principalmente para os homens, em outras culturas, flagelam aqueles que cobiçam o alheio.
Num relacionamento conjugal, a figura do amante externo, é como um invasor ou vírus, se você não estiver fortalecido ele invade.     O casal deve se considerar amantes, companheiros, confidentes e cúmplices, e quando surge à figura do terceiro elemento algumas coisas podem não estar andando bem, tanto para homens quanto para mulheres: como se sentirem ignorados, desprezados, se anulando na relação.
 Se as portas e janelas estiverem abertas o invasor pode se sentir atraído.
Buscam-se na internet em sites pornôs ou de bate papo, novos relacionamentos; no ambiente de trabalho com olhares sedutores e devoradores de ambos os lados, principalmente como a liberação sensual da mulher.
A mulher quando está traindo, disfarça muito mais que o homem, o homem mente mal, e a mulher percebe.
Ser “corno” é muito pior socialmente para o homem do que para a mulher.
 Quanto às fantasias sexuais mentais ou reais, são saudáveis quando servem para aquecer a relação a dois, sem muitas repressões e pudores. As pesquisas revelam que mais de 90 % das pessoas tem fantasias sexuais, mesmo que não revelem, ter fantasias é bom para o relacionamento estável, a química conjugal pode diminuir com o tempo, mas não acaba principalmente se tiver respeito e carinho. A traição pode trazer vários problemas emocionais, profissionais, financeiros e de saúde, sendo preciso se tomar muito cuidado.
O casal saudável pode ter fantasias sexuais reais, usando roupas mais sedutoras encontradas em sex shop, assistindo filmes eróticos, praticando Kama sutra ou tantrismo.
Serem amantes no sentido de se amarem física e sentimentalmente, sendo eternos namorados, não deixando que o dia a dia vire uma rotina é saudável para o casal que se ama. Podem-se ter relacionamentos de muitos anos sem infidelidade, com qualidade sexual, e o amor gera fidelidade.
No entanto quem é infiel com o outro precisa encarar a realidade e descobrir o que está acontecendo, para melhorar ou encerrar a relação, pois ninguém merece ser enganado a menos que queira e aceite. Devemos manter relacionamentos com amor, senão vira ódio ou paixão que são extremos perigosos.
Para a mulher fazer sexo significa que ela é amada, desejada e atraente e respeitada pelo marido. Para o homem é diferente, o homem trai por sexo, uma necessidade de perpetuação da espécie.        As prostitutas transam por dinheiro ou desvios de personalidade e para satisfazer a necessidade masculina.     
        O Sexo para o homem mostra que ele é viril, e perpetuador da espécie, gostando de fazer muito mais que a maioria das mulheres.    
        No relacionamento a mulher seduz o homem para ter segurança, proteção e amor, e muitas delas acreditando que estão seguras deixam de satisfazer o marido quando tem os filhos, muitas vezes achando que já conseguiram o que queriam e esquecem-se do parceiro, rejeitando-o e diminuindo o prazer orgástico, e daí o homem vai procurar quem lhe supra o que ele não tem em casa, muitas vezes por necessidade ou patologia. O casal deve ter vida sexual saudável e prazerosa, e a mulher se souber saciar seu homem o terá por muito tempo e fiel, sobre controle e domínio.
         Assim como o homem gosta de sexo, a mulher gosta de ser notada ter sua autoestima elevada, ser desejada, quer carinho, atenção, elogios, tudo isso é tão importante quanto o sexo, e um alô no dia seguinte é apreciado pelas mulheres. Se o casal buscar o equilíbrio, a relação a dois será muito mais gostosa. 
Cuidado com a ressaca moral, para que depois não tenhas culpa ou remorso, pense bem antes de cometer erros que podem não ter volta. Numa relação afetiva e sedutora tanto o antes como o durante e o depois são importantes. Após uma traição conjugal o casal pode se separar ou fortalecer sua relação, refletindo sobre as causas e superando, desde que exista o amor verdadeiro.
 Não podemos esquecer também que a mídia em geral, estimula o homem com fotos e filmes de mulheres nuas e sensuais, para vender seus produtos e o homem não tem sangue de barata, tem hormônios que estão à flor da pele.
 Sexo é instinto e diferente de amor, no entanto fazer sexo com amor é muito melhor.
 
Marco Antonio Garcia
Psicólogo Clinico  de orientação Junguiana
E mail. marco.garcia357@gmail.com



quarta-feira, 19 de abril de 2017

As fases do desenvolvimento humano

Antes mesmo do nascimento, trazemos memórias ancestrais gravadas nos cromossomos dos pais e da historia da humanidade, conforme a transmissão psíquica transgeracional. No inconsciente coletivo estão influencias genéticas hereditárias e ambientais, para a formação do nosso ego (eu) e da estrutura da personalidade, por serem ricas em informações e consequências mesmo inconscientes e que poderão jamais se tornar conscientes.
C.G.Jung, já resaltava no inicio do sec. 20, a importância dessas influencias gestacionais e ancestrais, contidas no inconsciente coletivo e familiar, através dos arquétipos.
Estamos ainda na infância do desenvolvimento da humanidade. Apesar do patriarcado racional ter uns 10.000 anos apenas, com o surgimento da agricultura e do sedentarismo, e o matriarcado emocional uns 200.000 anos, o conceito de família é muito mais recente tendo pelo menos uns 250 anos com a convivência com os filhos, concebidos e desejados ou rejeitados e abandonados, conforme pedagogia moderna.
Sabemos que tudo que acontece por volta dos dois ou três anos, fica gravado na memória inconsciente, sendo os mais importantes anos da nossa existência para o desenvolvimento da estrutura da personalidade.
Somos muito parecidos com os animais e plantas do planeta geneticamente, que evoluíram sexualmente a dois bilhões de anos, somos seres ancestrais e universais, na relação macro e microcosmica, poucos genes nos diferenciam. Por isso fazemos parte da evolução das espécies.         
          Nas primeiras cinco semanas o embrião se parece a um reptil.
O papel da mãe geradora mudou muito nas ultimas décadas, influenciando na formação da personalidade, inteligência e saúde da criança.
O parto normal, cada vez mais raro é como um ritual de iniciação, diferente das cesarianas, mais traumáticas para a criança. A amamentação também continua sendo de extrema importância para o desenvolvimento infantil nos primeiros meses, como uma troca química de amor e afeto, e deve perdurar de forma sadia essa relação mãe e filho.
 Crianças com problemas na concepção e contato afetivo nos três primeiros anos poderão ter sérias patologias quando crescerem. O cérebro humano se forma e desenvolve 70% até o primeiro ano de vida e 90% ate o terceiro anos, a partir daí recebe informações, mas o que ficou gravado é para sempre apesar de se desenvolver biopsicossocialmente até a morte.
O sentimento de rejeição e abandono nos primeiros anos de vida é a maior causa de problemas psíquicos, na adolescência e fase adulta. Assistam ao filme: Precisamos falar sobre Kevin.
Dos sete aos dez anos se consolida a estrutura da personalidade, seremos o que fomos até essa idade, a partir daí com a puberdade e a adolescência onde começa a ocorrer a dinâmica da personalidade, tudo que aprendemos é difícil mudar. Mudamos na existência, mas não na essência, podemos melhorar muito, mas nos transformaremos no que está arquivado em nosso inconsciente pessoal.
Com a chegada da vida adulta, até mais ou menos os 40 anos, a fase da metanoia, continuamos a aprender e desenvolver nossa dinâmica da personalidade pelas experiências vividas, pois a experiência é um túnel com a luz voltada para traz, ajuda, mas não resolve possíveis conflitos, nos preocupando mais em ter do que ser.
Dos 40 aos 60 anos é a faze da maturidade, passamos do ter ao ser, se preocupando com outras aprendizagens com mais sabedoria, se quisermos, pois temos o livre arbítrio.
Os homens são mais imaturos que as mulheres, tendo alguns que não saem da adolescência com o complexo de Peter Pan, e nas mulheres, Alice no país das maravilhas, e os arquétipos da revelação que são a anima e o animus, nos ajudam a evoluir.
Dos 60 em diante entramos na terceira idade , quando deveremos ter mais sabedoria ao lidar com as situações da vida, se preocupando mais com a morte e a saúde, e o desapego existencial.
A vida é eterna energeticamente, mas curta materialmente.
Portanto o verdadeiro amor é o principal remédio preventivo para que o ser humano tenha seu amor próprio tão importante no desenvolvimento existencial humano, pois não mudamos o que fomos mais sim o que queremos ser, partir do presente, se libertando dos sofrimentos e sacrifícios passados, para ter um futuro melhor.
 Pratiquem a oração da serenidade.
Assim seja...


Marco Antonio Garcia
Psicólogo Clinico
E mail marco.garcia357@gmail.com   







sábado, 25 de março de 2017

Tanatofobia


           Quem tem medo da morte levanta a mão.
                       A única certeza que temos ao nascer é que vamos morrer, e mesmo assim é um dos maiores temores da maioria das pessoas.
                       Será devido às questões existenciais que indagamos como:
De onde viemos?
O que fazemos aqui?
Para onde iremos?
                       As Religiões, a Mitologia, as Filosofias de vida, as Seitas as Ordens, procuram dar explicações para essa questão mortal, talvez para aliviar e controlar o sofrimento humano. O animal humano provavelmente é o único que tem consciência da sua existência e a necessidade da divindade, devido a grande insegurança pessoal.
                        Jung escreveu o seguinte sobre a morte. “É no misterioso momento do meio dia da vida que acontece o nascimento da morte”. Por volta dos 35 aos 45 anos , quando a curva da vida alcança o auge dá-se a transição, mesmo assim muitos estão entre o desejo de viver e o desejo de morrer, no entanto só permanecerá vivo quem estiver disposto a morrer com a vida. Vivemos para morrer e morremos para dar significado á vida eterna.
                          O sentimento de perda das pessoas próximas envolve solidão, insegurança, culpas, angustias, abandono. O processo de Individuação bem compreendido nos ajuda a aceitar e nos preparar para a morte. Verificamos em consultório que crianças , adolescentes, adultos e idosos tem medo da morte, cada um do seu modo de ver .
A logoterapia estuda o sentido da vida, mas é no leito de morte que as pessoas refletem, através dos paliativos e questões sobre a eutanásia .
                           Para alguns a morte pode ser o fim de um período de sofrimento através da autodestruição devido à tensão excessiva, para outros pode ser a transformação, a passagem a continuidade para a vida eterna. Outros morrem para viver na memória daqueles que o admiravam e idolatravam, outros morrem anonimamente e indigentemente.
                           A morte pode ser a suprema libertação e transformação das coisas .
                Todo problema tem solução, até a morte pode ser solução.
                           Na mitologia grega a morte (Tânato) , fazia-se filha da noite e irmã do Sonho, e relaciona-se com o elemento terra e o esterco está associado ao seu simbolismo.
                     C.G.Jung acreditava que a psique inconsciente ignora a morte como sendo um fim, e que os sonhos continuam a ocorrer como se nada estivesse por acontecer e o processo de individuação fosse o sentido da vida independente da morte estar ou não a caminho. No entanto existem situações prospectivas onde o inconsciente não ignora a aproximação da morte, é quando o sonhador tenta forjar ilusões para si mesmo a respeito do fim eminente, diz M.L .Von Franz.
                         Sonhos com morte são comuns, podem ser assustadores, mas raramente seu significado é a morte, podem anunciar mudanças e transformação em nossas vidas, preste atenção nos sonhos e em suas mensagens.
                            Será que a vida é eterna ?
                            Será que somente nós existimos neste Universo?
                            Será que somos parte de um todo existencial infinito no tempo e no espaço ?
                           Será que a existência terrena material é finita sem influencia de energias cósmicas ?
                           Só sei que devemos ser e fazer o melhor aqui e agora, sem se angustiar pelo passado e nem sofrer ansiosamente pelo futuro.  Se existir algo além vai depender do que fizermos aqui, se não existir pelo menos fizemos o melhor que pudemos, assim ficaremos na lembrança e na saudade de quem ficou.
                           Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma, reflita ...
                           Muita paz e amor a todos na vida e na Morte. 

 
Marco Antonio Garcia
Psicólogo Clinico
Email – marco.garcia357@gmail.com

           

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Relacionamentos

As maiores queixas em consultório são sobre relacionamentos afetivos. Dificuldades em encontrar alguém com quem possa conviver harmoniosamente, por algum tempo juntos.
De onde vem essa dificuldade tanto para homens quanto para mulheres?
Os motivos e causas são vários. Primeiro que somos diferente um do outro, até o lado direito do nosso corpo é diferente do esquerdo, e precisam viver bem, já imaginou um lado brigando com o outro. No entanto peguemos como exemplo a mão, com cinco dedos um diferente do outro, cada um com sua função e se dão bem, nunca vi os dedos das mãos brigando, pois são solidários, assim deveriam ser os relacionamentos, respeitando as diferentes e individualidades.
Relacionar-se com os outros é difícil, mas relacionar-se consigo mesmo é mais difícil ainda.
No inicio de um relacionamento, são as simpatias que aprecem as qualidades as identidades, com o passar das semanas surgem as diferenças e aí começam os problemas, pois se quer que o outro seja parecido com você em tudo, como gostos, valores, desejos, fantasias, ou se aceitam e se ajustam sendo menos individualistas e egoístas ou ficarão sozinhos.
Aí eu te pergunto, você casaria com você? Pense bem.
Alguns fatores atrapalham os relacionamentos como a baixa autoestima, se sentindo inferior ao parceiro não se valorizando, sendo muito auto critico e  inseguro. Nesse caso precisa-se desenvolver o amor próprio.
Outro motivo, é ir como muita vontade querendo já resolver tudo no inicio fazendo planos futuros sem que se conheçam, criando muita expectativa e depois se frustrando, isso ocorre com pessoas muito ansiosas que não vivem o presente, ou estão presas no passado ou vivem no futuro, de um passo de cada vez e aos poucos. De tempo ao tempo.
Outro motivo é ser exigente demais, querendo que o outro seja perfeito bom em tudo, rico, inteligente, romântico, seguro, bom de cama, etc. ou só encontrando mais defeitos do que qualidades, exigindo mudanças do outro. Ninguém é perfeito, quem busca a perfeição no outro não esta bem consigo mesmo.
 Quem muito escolhe... vai ficar só.
Aqueles que buscam a princesa ou o príncipe continuam imaturos, vivendo no mundo de Peter pan ou Alice no país das maravilhas.
Outro motivo é ser muito ciumento pegajoso e controlador, ninguém gosta de ser controlado principalmente os homens.
Ter amor próprio é fundamental, se seu passado te incomoda procure ajuda para se libertar e compreendê-lo, aceitando o outro e a si mesmo como é para poder evoluir, pois não mudamos o que fomos e sim o que fazemos.
Imagine um bolo, você é responsável por fazê-lo, desde escolher a receita, os ingredientes, prepara-lo, assa-lo, recheá-lo e fazer a cobertura, os outros poderão colocar a cereja, mas se o bolo não estiver gostoso, de nada adiante, faça o seu bolo da melhor forma, o primeiro pedaço é seu, para depois reparti-lo, não dê o que não tem.
Nos relacionamentos com o outros não olhe somente os defeitos, faça como os lírios que mesmo nascendo no esterno são lindos e perfumados,  extraia o que é bom  e jogue fora o que não presta.
Busque o autoconhecimento para viver bem e melhor consigo e com os outros.

Marco Antonio Garcia
Psicólogo e psicoterapeuta.
marco.garcia357@gmail.com





sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Borderline

O transtorno de personalidade borderline, é uma das quatro tendências patológicas da personalidade, sedo uma condição mental grave, pois invade o individuo subitamente causando instabilidade nas relações interpessoais na autoimagem e nos afetos, tornando-o impulsivo.
Surge no inicio da fase adulta e é de difícil diagnóstico. Como o nome diz a pessoa vive no limite entre a neurose e a psicose, como em cima de um muro estreito.
As causas são varias, tendo fatores genéticos hereditários devido ao desequilíbrio dos neurotransmissores. Podendo também ter fatores ambientais familiares com experiências emocionais precoces negativas, desenvolvendo a propensão para a patologia. Famílias onde ocorrem muitas brigas, traições, abandonos, rejeições, agressões, perdas, abusos sexuais entre outros, pode desencadear a patologia.
Às vezes se confunde o borderline como o transtorno bipolar, que é mais grave.
Os sintomas são a instabilidade emocional, vivendo nos extremos ou 8 ou 80, como se diz, com angustias, possessividades, manipulações, crises de ansiedade e depressão, medo do abandono e perda, autoestima baixa, tendências ao suicídio, vazio profundo, alterações no humor repentino, sentimentos paranoides, estresse alto, irritabilidade constante, e até automutilação, sofrendo muito tanto a pessoa quanto quem convive com ela, se não souber lidar com os sintomas, podendo também ter outras patologias como o TOC.
O tratamento é com medicamentos receitados por um psiquiatra que fará o diagnostico e muita psicoterapia ativa e próxima do terapeuta, passando segurança, proteção e confiança ao cliente. A família é muito importante no envolvimento e orientação, podendo demorar anos o processo terapêutico.
Com a aceitação e envolvimento o cliente poderá ter uma vida social e profissional equilibrada, com mais qualidade, porem deve ficar atento a qualquer sintoma e identifica-lo para enfrentar antes que aumente e saia do controle e volte a ter crise. Boa alimentação e atividade esportiva ajudam muito. Com o passar dos anos e com o tratamento as crises diminuem principalmente a partir do 40 anos, com a maturidade psíquica, mas sem tratamento ela continuara e poderá se agravar. No filme Atração Fatal temos um exemplo da patologia.
Todos nós podemos ter um pouco de cada coisa, o que devemos evitar é ter muito de uma coisa só. A tendência é viver nos extremos que parece mais cômodo, evitando mudanças, mas o ideal é buscarmos o equilíbrio psíquico, que é mais difícil, mas é mais saudável.
Viver bem e feliz dentro do possível, no entanto as crises e conflitos nos tornam mais fortes, no entanto não apresse o rio, pois ele corre sozinho.

Marco Antonio Garcia
Psicólogo e psicoterapeuta
marco.garcia357@gmail.com






quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Persona


O que é persona?
Em latim significa a mascara utilizada pelo ator para representar o seu papel na peça teatral, muito utilizada também na Grécia, sendo o símbolo do teatro, a mascara triste e a alegre.
Na psicologia Junguiana, persona é um arquétipo, que usamos para nos mostrar perante os outros ou a nós mesmo, uma mascara social. Assim aquela frase “a primeira impressão é a que fica”, é verdadeira, apesar de não ser a única mascara que usamos, pois nem sempre se mostra o que realmente é a nossa personalidade por ser flexível e adaptável ao ambiente e momento, por termos vários papeis sociais ao longo da vida, como filho, amigo, irmão, pai, mãe, empregado, empregador, estudante etc.
Temos a nossa individualidade, mas somos influenciados pelos outros, precisamos do outro como referencia, é a psique coletiva, sem perder o amor próprio. É através da persona que nosso ego se relaciona com o mundo, aceitando e se adaptando a realidade e aos relacionamentos. A persona nos ajuda e protege, sendo positiva, mas pode ser negativa quando nos identificamos com uma persona, por exemplo, imagine um advogado, psicólogo ou medico que assume essa personalidade profissional em todos os lugares, seria insuportável, por isso precisamos ser maleáveis ao ambiente onde estamos.
No inicio dos relacionamentos, mostra-se as qualidades para conquistar ou seduzir e conquistar o outro, e aos poucos a mascara cai e aparecem os outros lados da personalidades, e ao longo do relacionamento, devem-se aceitar as dificuldades do outro e evoluir para um relacionamento longo ou se termina, devido ao individualismo e, incompatibilidades, não respeitando a individualidade de cada um, no processo de individuação.
Ninguém muda o outro, a mudança é uma porta que se abre pelo lado de dentro apenas, não mudamos na essência somente na existência e naquilo que queremos e precisamos, mas estamos em constante processo de mudanças sempre.
Mudamos o que fazemos e não o que fomos.
No inicio dos relacionamentos, a mulher aceita o homem como ele é, mas acredita que irá conseguir muda-lo ao seu jeito, com manipulações, controles e possessões, mas o homem muda pouco e só naquilo que ele quer. Enquanto que o homem espera que a mulher seja para sempre igual aquela dos primeiros encontros, mas ela muda mais ao longo do relacionamento, principalmente se tiver filhos.
 Se ambos se gostarem e aceitarem as diferenças e aprenderem com elas, formará uma família saudável, e longa caso contrario, devido às incompatibilidades e egoísmos, o relacionamento acabará.
As personas positivas semelhantes se atraem, as negativas se repelem, e os opostos podem evoluir.
Somos o que fomos, mas devemos e podemos melhorar sempre para evoluir no processo existencial cósmico.

Marco Antonio Garcia
Psicólogo Clinico
marco.garcia357@gmail.com


segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Resiliência


Na física, resiliência é a capacidade dos corpos retornarem a forma anterior, depois de submetidos a grandes esforços, como um elástico quando esticado voltar ao tamanho natural, se readaptando.
Na psicologia é a capacidade de lidar com os problemas, superando as dificuldades, pressões e estresses, sem perder o equilíbrio emocional , como na musica ¨ levanta, sacode a poeira e da à volta por cima ¨ e seguir em frente.
Superação, adaptação a novas situações ou enfrentar novos desafios após derrotas, como por exemplo, nos esportes, quando um atleta perdendo competições, não desiste e treina mais, vencendo nas próximas competições, como vimos varias vezes nas olimpíadas e mundiais. Ter autocontrole e frieza emocional não se deixando abater por emoções ou cobranças internas ou externas, ter foco e objetivo. Superar complexos de inferioridade, acreditando no próprio potencial, tendo inteligência emocional.
Para se conseguir ter resiliencia é preciso administrar as emoções, com serenidade, controle dos impulsos, sendo otimista, acreditando em si mesmo com amor próprio, porem se preparando muito física e psicologicamente para suportar as pressões do dia a dia.
Identificar as causas do conflito, respeitando o ambiente e o tempo, tendo também empatia, sentindo o que o outro sente, mas sem se envolver emocionalmente, com autoconfiança e concentração.
A natureza é um bom exemplo de resiliencia, se readaptando ao eco sistema.
Ao tomarmos uma decisão com atitude e correção, enfrentando os medos e consequências, superamos e crescemos tanto no pessoal, familiar ou profissional.
Não devemos confundir resiliencia com resistência, pois se somos resistentes não queremos mudanças, na resiliencia ao contrario, enfrentamos e queremos mudar e evoluir.
No profissional principalmente devemos enfrentar as pressões com sabedoria, nem sempre o problema está no outro, muitas vezes nosso ego não nos deixa ver que o problema está em nós e culpamos os outros, e se não refletirmos ou buscarmos o autoconhecimento, não superamos e ficamos resistentes às mudanças podendo nos prejudicar no mundo profissional.
O processo de desenvolvimento é eterno, independente da idade, pois quem vive bem consigo , vivera bem com o outro, o tempo passa, o importante é passar bem.
 A videira, quanto mais sofre as mudanças do clima melhor  safra de vinhos produz, com resiliência, sigamos esse exemplo.

Marco Antonio Garcia
Psicólogo Clinico
marco.garcia357@gmail.com






sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Auto-hipnose

A imaginação é menos importante que a vontade.
Hipnose é auto sugestão. Você está no controle, não é sono e sim estado de vigília.
Pensamento positivo gera atitude positiva no subconsciente, podendo tornar-se realidade ligado a emoções do momento e a meta desejada, sendo a hipnose um instrumento no processo psicoterapêutico.
Hipnose vem do grego hipno – deus do sono.
A hipnose é uma técnica de auto concentração em algum estimulo esterno ou interno,  um som, imagem,respiração como foco e objetivo.
Quando nos concentramos em uma leitura ou assistimos a um filme que nos interessa podemos entrar em estado de auto-hipnose, prestando  muita atenção . Na hipnose não perdemos a consciência e sim relaxamos e ficamos receptivos a sugestões, diminuindo as ondas alfa cerebrais. Quem aceita a sugestões hipnótica, cerca de 80% das pessoas pode receber ajuda em casos de depressão, ansiedade, estresse, transtornos da alimentação, vícios ,transtornos do sono, baixa auto estima, dores,doenças psicossomáticas ou na busca do auto conhecimento voltando ao passado desbloqueando traumas.
 Instrumento que ajuda na psicoterapia tanto pessoalmente quanto profissionalmente.
A hipnose não é panaceia, não serve para todos nem para todos os casos, deve ser utilizada com  o consentimento do paciente, e levada a serio. Para se realizar uma boa hipnose que é um estado de concentração profunda, onde o foco está em alguém ou algo. Pode ser feita como auto-hipnose, isto é você mesmo fazer em você, com treino e paciência , se dando instruções para modificar suas atitudes e comportamentos, melhorando a qualidade de vida , estando ciente de suas queixas e incômodos. Temos vários tipos de hipnose desde a clássica  até a Ericksoniana.
Deve estar sentado ou deitado  num local confortável, com luz amena, sem barulhos. Pode se utilizar um pendulo, ou autos sugestão.  Relaxando o corpo como um todo  , respirando suavemente e lentamente, longa e profundamente,  pense em um lugar agradável que gostaria de estar, e se transporte para esse lugar, contando  até dez, e você estará nesse lugar, e  vivenciara  o que esta vendo e acontecendo.
Como esta se sentindo?
Após  os relatos, estando satisfeito,  voltará  depois de contar de dez a  um,  e voltara aos poucos da viagem.
Você pode fazer isso sozinho em casa, treinando aos poucos sem pressa. No consultório poderá recordar de fatos que poderão ajuda-lo a desbloquear memórias boas ou más, para  um melhor bem estar  biopsicossocial.Fales frases positivas, evite o não, fale o que deseja que aconteça, seja positivo.  Treine bastante seja persistente e proativo.
A hipnose somente deverá ser aplicada por quem  conhece e pode  orientar o paciente adequadamente.

Marco Antonio Garcia
Psicólogo
Email : marco.garcia357@gmail.com






segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Terapia de casal

A convivência com o outro é tão difícil quanto à convivência com agente mesmo.
Eu te pergunto?
Você casaria com você?
Difícil resposta, pois somente evoluímos no relacionamento com os outros.
Seria bom se fossemos como os dedos das mãos, que são cinco, um diferente do outro cada qual com sua função e se dão muito bem, não brigam, se ajudam. Como as mãos se cumprimentando.
A convivência com o outro requer muita tolerância, cumplicidade, respeito, sentimentos de carinho e amor, saber ceder e aceitar as qualidades e dificuldades próprias e alheias.
A terapia de casal ajuda em muito na compreensão e solução dos conflitos, desde que ambos queiram e estejam dispostos a dialogar.
Respeitar as individualidades é um ponto crucial, pois cada um tem seus gostos, preferências e hobbies, que precisam ser respeitados dentro de limites é claro. No entanto não se pode esquecer que está numa relação, pois mais liberal que seja, existe um comprometimento.
Os conflitos mais comuns no relacionamento são os de comunicação, um não entendendo o que o outro diz e pensa, em relação a problemas financeiros, filhos, infidelidade, muito ciúme e desconfiança, problemas com a sexualidade, conflitos entre as famílias de ambos entre outros.
Quando o casal decide ter filhos, mesmo que planejado precisam saber que o dia a dia de ambos vai mudar e muito, e precisam se preparar para isso. Ser mãe e pai não é fácil, apesar de ser realizador ser pai e ser mãe. A mulher mãe pode rejeitar o filho ou superproteger, o pai vai perder algumas liberdades, mas precisa estar junto na criação do filho, não estamos mais no tempo das cavernas em que a mãe cuidava da prole e o pai saia para caçar, pescar ou ir para a guerra, precisa estar mais próximo e sem ciúme de competição. A educação atual deve ser compartilhada. Se não conseguirem dar conta das responsabilidades peçam ajuda a pessoas mais experientes ou profissionais da área.
A vida a dois com ou sem filhos é muito boa, mas requer compreensão e respeito à individualidade de cada um, com dialogo para se lapidarem de dentro para fora. Todos temos nossos vícios e manias, que precisamos lapida-los, evitando os hábitos e rotinas cansativas, ter tempo para si é importante, viver para os outros somente não é bom.
No começo do relacionamento acontece as paixões que são emoções intensas e ao longo tendem para o amor que é um sentimento mais equilibrado e duradouro, tomando cuidado para não virar ódio. Quem realmente ama não odeia, somente quem está apaixonado e não é correspondido pode odiar.
Respeitar as diferenças, sair do habitual com viagens, passeios dispersa os conflitos. Evite que pessoas de fora mesmo familiares interfiram no relacionamento, às vezes querendo ajudar atrapalham. Por isso uma terapia de casal ajuda nesse momento, pois um profissional neutro que empaticamente vai pontuar as diferenças e apresentar saídas para um melhor relacionamento, e se não for mais possível , que a separação seja a mais amigável, pelo bem de ambos e da família. Muitos casais se separam e continuam com amizade isso é maturidade.
Concordo que não é fácil reconquistar e renovar o relacionamento varias vezes, mas aí esta o amadurecimento pessoal e social, quem busca relacionamentos e não encontra , pode estar em conflito consigo mesmo, e projeta no outro os próprios problemas.
Um bom relacionamento prevê sinceridade, honestidade, cumplicidade, respeito sem agressões, tente se colocar no lugar do outro, não fazendo ao outro o que não gostaria que fizessem com você.
Se não conseguir resolver dentro da família procure ajuda, é melhorar consertar uma relação do que trocar como fosse um objeto descartável.

Marco Antonio Garcia
Psicólogo clinico
Email.  marco.garcia357@gmail.com


sexta-feira, 2 de setembro de 2016

                                                               Ódio

O ódio é uma emoção de aversão ao outro ou a si mesmo, uma antipatia, repulsa.
Será que o ódio é o oposto do amor?
Acredito que não é oposto, mas uma distorção do amor, pois quem ama realmente não pode odiar, o ódio é um amor apaixonado não correspondido, assim deturpa-se essa forte emoção. O amor é o sentimento mais sublime do ser humano quem ama de verdade não pode odiar nem odiar-se. Quem ama não mata.
O oposto do ódio para mim é a paixão, quando alguém se anula para o outro, se entrega ficando cega, também sendo um amor deturpado, relação fanática e patológica. Quando não se tem amor próprio, sente-se carente e tenta buscar no outro o remédio para curar-se, mas o remédio esta em nós e temos que nos amar para poder amar o próximo, o vazio esta dentro da pessoa, e nada externo vão preencher.
O amor é compreensão, perdão, respeito, cumplicidade, querer bem do outro, para que seja feliz mesmo com outra pessoa.
 No começo das relações pode sentir paixão, e depois de um tempo virar amor, ou pode virar ódio quando não é correspondido. O fanático não ama, pois acredita que esta certo e com a razão sempre, mesmo mentido para si e para os outros.
 Quando nos amamos honestamente podemos amar os outros.
O ódio é negativo, diferente da ira ou raiva, o ódio destrói a própria pessoa, seria como tomar veneno achando que o outro vai sentir os efeitos e morrer, quem odeia morre em vida. É importante compreender porque e quem está odiando, para enfrentar essa sombra (lado oculto da nossa personalidade), os radicais e fanáticos desenvolvem mais facilmente o ódio, que é o amor não correspondido, causando cegueira emocional, não vendo o ponto de vista do outro, não aceitando opiniões nem debatendo , culpando os outros pelos próprios erros, podendo se tornar violento e agressivo. Mostrando o lado animal instintivo, porem consciente, pois os animais irracionais agridem para se defender ou sobreviver, os humanos não, provocam situações de maldade conscientemente, mesmo se arrependendo depois.
Temos muito que evoluir ainda, estamos em transição, talvez um dia quando amarmos de verdade, o ódio será mais controlado e elaborado e seremos mais civilizados.

Marco Antonio Garcia
marco.garcia357@gmail.com

Psicólogo

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Viver é uma viagem

Todos nós temos um tempo que não podemos mudar, pois já passou, no entanto nosso passado é muito importante para o presente e para o futuro.
Façamos uma metáfora da nossa vida como se fosse um navio, e nós o comandante, com muitas pessoas a bordo, família, amigos e ate possíveis inimigos. Às vezes precisamos lançar ancora para nos sentirmos seguros perante as tempestades que surgem, No entanto não devemos ficar muito tempo ancorados, pois atrasamos a viagem da vida , e devemos nos perguntar por que ficamos ancorados muito tempo às vezes . Por isso devemos recorrer a bussola que nos orienta para onde queremos ir , qual nosso rumo, objetivo e foco. Arriscar com responsabilidade também é importante , para termos um futuro mais promissor tanto pessoal quanto profissional, importantes para nosso desenvolvimento, evolução e mudança de atitudes.
No navio da vida, não estamos sozinhos temos muitos outros marinheiros , que são pessoas importantes que nos ajudam na viagem , amigos, familiares, companheiros (as), filhos etc. Pode até surgir um motim , mas precisamos ter liderança e habilidade para contornar a situação pelo bem de todos, para o navio não afundar, enfrentando as dificuldades que poderão surgir.
Devemos refletir às vezes, como está nosso navio com o nome de vida e como estamos no comando.
Utilizemos nossa ancora e bussola com sabedoria, força e vontade, se utilizando das experiências passadas que podem não resolver, mas ajudam a enfrentar as tempestades.O passado existe e existiu, o presente é o tempo que temos, se apropriando das ancoradas do passado e das orientações da bussola do tempo para que possamos planejar um futuro mais prospero e feliz, nos amando e para aqueles que nos amam.
Os três tempos passados, presente e futuro, estão próximos como num segundo, mas podem estar distantes , depende de nós aproxima-los, a decisão é nossa, precisamos aceitar o que não podemos mudar e coragem para enfrentas aquilo que podemos e devemos.
O passado já passou, o futuro não chegou, o amanhã é um enigma, pois ele nunca foi, sempre será nunca ninguém viu ou verá , mas ansiamos e aguardamos por ele, portanto viva o presente da melhor forma pois se não houver o amanhã pelo menos viveu bem e em paz consigo e com os outros.
Ótima viagem...
Assim seja.
Marco Antonio Garcia
Psicólogo
E mail: marco.garcia 357@ gmail.com


sábado, 25 de junho de 2016

Humilhação


Ao longo da nossa existência, temos inúmeros sentimentos e emoções, como: paixão, ódio, amor, saudades, inveja, ciúme, alegrias, tristezas e etc. É bom termos um pouco de cada emoção e sentimento, o que devemos evitar é ter muito de uma coisa só, senão poderá virar patologia.
Sentir se humilhado, é quando temos a sensação de sermos rejeitados, menores, menosprezados pelos outros, ou quando somos colocados em nossos lugares, por nós ou pelos outros, por nos mostramos orgulhosos e vaidosos, mostrando ser mais do que somos. Na humilhação nos sentimos menos do que somos, que é diferente da humildade, que é a simplicidade, uma das maiores virtudes humana, o contrario da vaidade, o pior dos pecados capitais.
Quando nos sentimos humilhados, paralisamos, impedindo a evolução e amadurecimento, sofrendo, não se libertando das correntes da auto escravidão, se julgando e condenando sem saber o crime, pois o pior juiz é a nossa consciência, precisando descobrir quais as causas do sofrimento que tortura, muitas vezes está no passado, na infância e adolescência, na educação familiar, ou em nossa própria personalidade frágil e egocêntrica, pois somos o que fomos, mudamos o que fazemos, mas não o que somos, podemos melhorar muito se acreditarmos em nós mesmos, tendo fé que é ir alem do que queremos e precisamos. Muitas vezes quem humilha, faz isso para não ser humilhado, usando como defesa, escudo, para não ser atingido na sua fragilidade, nas feridas psíquicas, abertas e não cicatrizadas.
Aprender a mergulhar nas profundezas do inconsciente onde estão nossas memórias boas e más, resgata-las e compreendê-las no presente, enfrentando os medos, aumentando o amor próprio, que é o amor que você sente por você, maior que todos os amores, assim por mais que possamos ser humilhados, não permitiremos que nos atinja, por estarmos fortalecidos e protegidos por nossa divindade interior. Pedir desculpas a nós e aos outros, perdoar e se perdoar, amar-se e amor o próximo, agradecer pelas conquistas da vida, que é doce, mas não é fácil, vivendo o presente, compreendendo o passado, para construir o futuro longo e prospero.




As fraquezas e dificuldades podem ser virtudes não conhecidas, que precisam ser aceitas para poderem ajudar na modificação e melhora existencial, encarando os problemas, e resolve-los, para dar continuidade na caminhada eterna.

Marco A Garcia
Psicólogo
Email - marco.garcia357@gmail.com




segunda-feira, 30 de maio de 2016

EDUCAÇÃO PARA TRANSFORMAR


                               Tanto se fala sobre educação, mas que educação precisamos e queremos?
Educar é uma das tarefas mais difíceis, devido à personalidade de cada individuo, e não existem receitas prontas, o que temos são princípios básicos para se educar.   
A meu ver, acredito que alguns dos princípios básicos são: disciplina, limites, autoridade, respeito, diálogo, atenção, carinho, compreensão, preservação de valores éticos e morais, liberdade com responsabilidade e etc. Se conseguirmos aplicar todos esses componentes teremos um individuo cidadão com educação familiar, escolar, social e política. Pode parecer muito difícil, mas não é impossível uma vez que muitos países conseguiram isso, e continuam melhorando por ser um processo constante, paises mais novos que o nosso conseguem grandes progressos e cada vez maior, pois investem na educação do seu povo, conscientizando. 
Precisamos de vontade política, coragem, investimentos sem corrupção e, estar no poder par servir e não se servir.
Se cada um de nós fizermos a nossa parte, conseguiremos superar as constantes crises. Devemos denunciar mazelas, exigir cumprimento das leis. Com tanta impunidade nada se constrói.
                           Vivemos num país maravilhoso, talvez por isso não damos tanto valor, devemos ter mais distribuição de renda justa, com trabalho e não paternalismo político e lutarmos por ideais como “Igualdade, Liberdade e Fraternidade”. Façamos a nossa revolução com livros e bons professores que realmente educam e não manipulam.                
                         Devemos seguir os bons exemplos e temos muitos deles, e com inteligência, vontade e sabedoria, conseguiremos ser um país mais sério aos olhos dos outros e aos nossos.   
                         Transformar as idéias em ações, fazer, construir, acreditar, em nós mesmos, elevando nossa autoestima, valorizando-nos, enfrentando as dificuldades.
                          Educação é transformação interior e exterior.  Começando pela família, depois a escola, o trabalho e a sociedade como um todo.   
                         Participação voluntaria em instituições fortes e valentes é muito importante, e se uma andorinha não faz verão, pelo menos essa andorinha guiará as outras para que juntas possam transformar esse lindo país, num país mais justo e perfeito, onde tenhamos orgulho de criar nossos filhos para que eles também possam dar sua cota de sacrifício pelo bem da humanidade. Precisamos de governos que pensem na educação do povo, para se libertarem das amarras da alienação política, com um projeto de educação e não de poder para se servir.
                       Deixemos boas lembranças e exemplos de luta; abaixo a impunidade, à educação alienada que não conscientiza e não educa para a vida e para o desenvolvimento nacional.
Formando transformadores e multiplicando educadores.
Marco Antonio Garcia
Psicólogo

Email: marco. garcia 357@gmail.com

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Foco

O que é foco?
Substantivo masculino, que significa nitidez de imagem, com objetivo definido, centro e ponto de convergência.
Ter foco é ter objetivo com planejamento, organização e persistência para atingir o alvo.
Ter a atenção concentrada, sem deixar de perceber o todo.
Foco sugere mudanças, ampliando a visão de mundo, sabendo o que se quer. Ter foco não é fazer sempre a mesma coisa, mas fazer  de forma diferente,
Será que sabemos realmente o queremos?
Sabemos escolher, temos opções?
Como  estão nossas habilidades e rotinas!
Existe rotina?
Temos mais perguntas que respostas e tudo isso pode desviar o foco  com facilidade, pois não depende somente de nós, muitos fatores interferem, principalmente nas ultimas décadas com o excesso de  informações e tecnologias, não conseguimos absorver tudo, sem falar da burocracia, engarrafamentos, tempo perdido, ou tempo reaproveitado e reciclado. Por tudo isso, não podemos desistir, devemos listar prioridades e continuar o que começamos até  acreditar que precisamos alterar a rota, para desviar de obstáculos  inúteis, não ser teimoso, porem persistente. É muito fácil perder o foco, não temos o controle sobre tudo, ou quase nada. Portanto apesar dos entreveros diários, devemos seguir em frente, sem se deixar abater pelos obstáculos ou desafios.
Investir no que queremos e precisamos, sem desviar o foco, mas sem ser alienado ou bitolado, distrações podem ocorrer, mas devemos refletir sobre o que está nos desviando e corrigir o rumo.
Se precisar corrigir a rota, desviando dos icebergs da vida, com prudência e responsabilidade, com comprometimento, como um espiral vital para nossa sobrevivência, corrija.
O foco pode ser flexível, porem resistente como um bambuzal, com tolerância e sabedoria, se chega ao objetivo traçado.  

Marco Antonio Garcia
Psicólogo 
marco.garcia357@gmail.com