sábado, 24 de janeiro de 2026

 

Sorte ou Competência

 

Sorte ou competência?

        Muitas vezes dizem que a pessoa tem sorte porque encontrou um bom emprego ou tem bons ganhos nas aplicações, ou tem uma boa família.

Quem é competente ou talentoso é procurado pelas empresas e instituições.

 Procuram-se pessoas que possam desempenhar bem suas funções e com criatividade. Todos nos temos competências e talentos, é preciso que se descubra qual é, e desenvolver essa habilidade que pode ser hereditária, genética e desenvolvida, dependendo bastante do meio ambiente, que pode facilitar ou retardar o surgimento do talento, bem como as oportunidades, e o que chamamos de sorte seria o conjunto de competência com a oportunidade e o momento.         Essas três características precisam estar em sintonia para que o talento apareça.

               Existem vários tipos de competências, e podemos ter varias como; criatividade, sociabilidade, competitividade, liderança, curiosidade, boa imaginação, equilíbrio emocional, responsabilidade, ser pratico na solução dos problemas, tolerância, ambição, organização, capacidade de tomar decisões, podendo ser artísticas e sociais etc.

        Fazer o que gosta gostando do que se faz e fazendo bem feito é um ponto chave.        

        Se conseguirmos pensar com o coração e sentir com a mente, seriamos muito mais produtivos, sabendo dividir o tempo em trabalho, lazer e descanso. 

                 As pessoas mais competentes são aquelas que veem nas dificuldades ou crises as melhores oportunidades; grandes problemas grandes soluções, olhar para frente e para o alto, expandir o raciocínio, amplificar a visão, ver longe e bem.

                   As barreiras e os obstáculos devem ser desafios e não motivos para desistirmos perdendo a motivação. Por mais experiências que tenhamos, ela esta no passado é como um túnel com a luz de saída para traz, mas o competente não se abala com as dificuldades que vai enfrentar, ele encara com otimismo responsável e capacidade de realização, quanto mais conhecimentos mais sabedoria para resolver e enfrentar os problemas.

Como diz o ditado “não me inveje, trabalhe”. Só no dicionário que sucesso vem antes de trabalho.

                   O mercado de trabalho e os pesquisadores buscam Indivíduos com características como: pessoas assertivas, empreendedoras, analíticas, sociáveis e disciplinadas.

               O psicólogo Carl Gustavo Jung desenvolveu uma tipologia classificando as pessoas em introvertidas ou extrovertidas com características de ego podendo ser: pensamento, sentimento, intuição e sensação, o bom é termos um pouco de cada, mas normalmente somos mais desenvolvidos em duas ou três, e é isso que determina nossas competências e qualificações pessoais e profissionais, fazendo com que nos conheçamos melhor, desenvolvendo o autoconhecimento, pois se estivermos bem com consigo mesmo estaremos bem com os outros, e somos seres interdependentes, é assim que evoluímos.

        Tem casos em que pessoas usam de suas competências para enganar os outros que são os psicopatas sociais.

                        Muitas pessoas que perdem seus empregos descobrem seus talentos e se dão bem, trabalhando como autônomos.      Faça uma reflexão e busque no seu interior o que gosta de fazer, seja diferente, quem sai da mesmice se da bem na vida.

Ficar reclamando, resmungando e chorando pelos cantos, sem sair do lugar não vai a lugar nenhum, se atola em seus prantos. Olhe para frente e acredite em você, o futuro depende do presente, plante hoje e cuide de sua roça e assim colherá bons frutos amanhã.

 

 

 

 

Marco Antonio Garcia

Psicólogo Clinico e psicoterapeuta.

 

Casamento

Casamento é coisa seria, por isso é importante o processo de namoro, noivado e por fim casamento. Um conhecendo o outro, convivendo percebendo as qualidades, dificuldades e as diferenças, principalmente aceitando e compreendendo, porém se as incompatibilidades forem muitas, é melhor nem casar; deve-se procurar outro relacionamento.

 Casamento é estar em constante transformação, com crises, que devem ser positivas para o crescimento do relacionamento a dois, que é maravilhosa, mas também é muito difícil, pois cabem a cada um a responsabilidade de 50% da relação e exercer 100% desses 50% de cada um, dialogando, superando as possessões ciumentas e invejosas que causam desconfiança e insegurança.

Como diz o ditado popular, o casal para se conhecer deveria comer um quilo de sal juntos, 50 % cada um, podendo levar uma vida toda.

Casar é somar, e a vida a dois requer cumplicidade, amor, compreensão, tolerância, momentos felizes ou tristes e superação juntos sem individualismos, mas respeitando as individualidades. 

Casamento requer atração física, equilíbrio emocional e condição financeira, bem dosados.

 Ter filhos somente quando a relação estiver bem e não para tentar melhorá-la, pois a vida muda e as responsabilidades aumentam.

 A terapia de casal ajuda nas definições, mas não é panaceia.

Se houver incompatibilidades irreconciliáveis, o melhor é a separação amigável de preferência, antes que crie um buraco negro galáctico.

 O individualismo e o egoísmo narcísico não cabem na relação a dois, tem que haver trocas, concessões, equilíbrio, controle emocional e muito amor e não ódio ou paixão exagerada.  A terapia de casal deve ser preventiva; procurar quando a crise se instalou e os dois acreditam que estão certos e radicais, não se obtém bons resultados, deve haver concessões mutuas. 

Após o nascimento do primeiro filho, se o casal não planejou ou não estiver preparado, podem surgir outras crises, pois se ampliam os papeis sociais, passando a serem também pai e mãe.

Discussões entre casais é comum e até saudáveis desde que as divergências sejam bem colocadas argumentadas e aceitas. O que não pode haver são insultos, humilhações, desrespeitos, agressões de qualquer tipo. Sempre espeitando a dialética.

A comunicação com diálogo é essencial para o bom relacionamento; não queira impor suas vontades e desejos, isso anula o outro e impede o sucesso da relação.

 Os filhos devem vir para somar e multiplicar a felicidade, e não para subtrair ou dividir a relação. A formação de uma família saudável requer muita experiência e paciência, caso contrário todos irão parar no consultório psicológico ou de um advogado e um acusando o outro, e não há terapia que cuide de feridas que não querem ser cicatrizadas.

 Muitas criticas destrutivas, excesso de brigas, agressões verbais com desrespeito, muito ciúmes sem motivo, esfriamento e isolamento do casal, falta de desejo sexual, são sintomas de que o relacionamento não anda bem.

 Se quiser salvar a relação busque o dialogo, e o namoro constante não deixando cair na rotina do dia a dia e procure ajuda enquanto há tempo, caso contrario as coisas podem piorar para todos.

Lembre que o homem é de marte a mulher de vênus vivendo num planeta estranho. Em qualquer relação haverá o arquétipo masculino e feminino.

As relações podem ser de vários tipos entre sexos diferentes ou iguais, mas as regras servem para todos os tipos de amor que vale a pena.

 

Marco Antonio Garcia

Psicoterapeuta junguiano

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