Casamento
Casamento é coisa seria, por isso é importante o
processo de namoro, noivado e por fim casamento. Um conhecendo o outro,
convivendo percebendo as qualidades, dificuldades e as diferenças, principalmente
aceitando e compreendendo, porém se as incompatibilidades forem muitas, é
melhor nem casar; deve-se procurar outro relacionamento.
Casamento é
estar em constante transformação, com crises, que devem ser positivas para o crescimento
do relacionamento a dois, que é maravilhosa, mas também é muito difícil, pois cabem
a cada um a responsabilidade de 50% da relação e exercer 100% desses 50% de
cada um, dialogando, superando as possessões ciumentas e invejosas que causam
desconfiança e insegurança.
Como diz o ditado popular, o casal para se conhecer
deveria comer um quilo de sal juntos, 50 % cada um, podendo levar uma vida
toda.
Casar é somar, e a vida a dois requer cumplicidade,
amor, compreensão, tolerância, momentos felizes ou tristes e superação juntos
sem individualismos, mas respeitando as individualidades.
Casamento requer atração física, equilíbrio emocional
e condição financeira, bem dosados.
Ter filhos
somente quando a relação estiver bem e não para tentar melhorá-la, pois a vida
muda e as responsabilidades aumentam.
A terapia de
casal ajuda nas definições, mas não é panaceia.
Se houver incompatibilidades irreconciliáveis, o
melhor é a separação amigável de preferência, antes que crie um buraco negro galáctico.
O
individualismo e o egoísmo narcísico não cabem na relação a dois, tem que haver
trocas, concessões, equilíbrio, controle emocional e muito amor e não ódio ou
paixão exagerada. A terapia de casal
deve ser preventiva; procurar quando a crise se instalou e os dois acreditam
que estão certos e radicais, não se obtém bons resultados, deve haver
concessões mutuas.
Após o nascimento do primeiro filho, se o casal não
planejou ou não estiver preparado, podem surgir outras crises, pois se ampliam
os papeis sociais, passando a serem também pai e mãe.
Discussões entre casais é comum e até saudáveis desde
que as divergências sejam bem colocadas argumentadas e aceitas. O que não pode haver
são insultos, humilhações, desrespeitos, agressões de qualquer tipo. Sempre espeitando
a dialética.
A comunicação com diálogo é essencial para o bom relacionamento;
não queira impor suas vontades e desejos, isso anula o outro e impede o sucesso
da relação.
Os filhos devem
vir para somar e multiplicar a felicidade, e não para subtrair ou dividir a
relação. A formação de uma família saudável requer muita experiência e
paciência, caso contrário todos irão parar no consultório psicológico ou de um
advogado e um acusando o outro, e não há terapia que cuide de feridas que não
querem ser cicatrizadas.
Muitas criticas
destrutivas, excesso de brigas, agressões verbais com desrespeito, muito ciúmes
sem motivo, esfriamento e isolamento do casal, falta de desejo sexual, são sintomas
de que o relacionamento não anda bem.
Se quiser
salvar a relação busque o dialogo, e o namoro constante não deixando cair na
rotina do dia a dia e procure ajuda enquanto há tempo, caso contrario as coisas
podem piorar para todos.
Lembre que o homem é de marte a mulher de vênus
vivendo num planeta estranho. Em qualquer relação haverá o arquétipo masculino
e feminino.
As relações podem ser de vários tipos entre sexos
diferentes ou iguais, mas as regras servem para todos os tipos de amor que vale
a pena.
Marco
Antonio Garcia
Psicoterapeuta
junguiano
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