segunda-feira, 23 de outubro de 2017

                                            Relacionamentos frágeis.


Porque os relacionamentos estão cada vez mais frágeis, imediatistas e efêmeros?
A instituição casamento está cada vez mais frágil e descartável. Após um, dois ou até cinco anos no máximo os casais se separam.
Por que será?
 As pesquisas mostrar que os principais motivos estão no individualismo, egoísmo, egocentrismo, imaturidade, diferenças financeiras ou de opiniões, incompatibilidades, questões sexuais, por não suportarem a presença do outro, dividindo o mesmo espaço. Crises nas relações são normais e saudáveis para o crescimento pessoal e do casal, desde que enfrentadas juntos.
Vivemos numa sociedade educada mais pelo ter do que pelo ser,
com muitos estímulos e recompensas materiais, principalmente com filhos. Quem não consegue conviver com o outro é porque não consegue conviver consigo mesmo, com muitos perfeccionismos, manias e toques. Projetando no outro seus defeitos, não suportando em si mesmo. Precisa se ter muita cumplicidade, confiança e respeito no relacionamento,
Vejamos também as redes sociais, que estão afastando cada vez mais as pessoas do dialogo frente a frente, muitos só se comunicam por mensagens de texto, fotos e vídeos.
Os relacionamentos deveriam ser como os diamantes, que retirados em pedra bruta, vão se lapidando aos poucos e quanto mais tempo demoram mais belos ficam e isso demora, pois são feitos com tolerância e paciência. Quando se tem filhos espera-se que melhore a relação algumas vezes sim outras não, depende de cada caso. Para se relacionar é preciso ter amor e não paixão cega, senão vira ódio ou indiferença, se acabar o relacionamento. Não quero dizer que o casamente precise ser para sempre, mas se terminar que seja de uma forma civilizada, com respeito. Vemos casais que terminam com ou sem filhos e que se relacionam bem, isso é bonito.
Para bom relacionamento mais duradouro, podendo ser de amizade ou casamento é necessário dialogo, tolerância, respeito, compreensão, e química física e sexual. Aprender com o outro como a conjunção dos opostos, não somos autossuficientes. Existem vários tipos de relacionamentos, independente de opção sexual, que se dispõe a evoluir e amadurecer no processo de individuação.
Muito ciúme também não é bom, proteger e cuidar do outro é saudável, mas sentir posse é psicopatológico, ninguém é dono de minguem não seja escravo do outro nem de si mesmo sofrendo sem necessidade, sofrer é um processo de libertação, que quer dizer se livrar das amarras, sendo livre de pensamento e ações.
Viver é bom desde que saibamos faze-lo. Viver em sonhos e fantasias não resolve, sejam mais realistas e sinceros com todos e consigo mesmo.
O imediatismo em tudo prejudica, muita ansiedade, querendo antecipar o futuro e sofrer pelo passado não ajuda, viva o presente que é mais real. Adaptação com aceitação do que se é para melhorar sempre, tendo um alicerce para evoluir e continuar o crescimento.
A busca pela felicidade plena não existe.
Ambos precisam ceder às vezes, a responsabilidade é dos dois, 50% de cada um, agora cada um tem que saber o que e quanto faz com os seus 50%. .
Os relacionamentos em geral deveriam ser como uma gangorra, um pendulo indo de um lado ao outro, mantendo o equilíbrio para que os dois se divirtam, o equilíbrio é difícil, mas é o melhor caminho.
Viva bem, pois somos seres gregários, sobrevivemos porque vivemos em grupo, senão já estaríamos exterminados.

Assim seja...

Marco Antonio Garcia
Psicoterapeuta de orientação Junguiana
Psicologiaemartigos. blogspot.com.br



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