quinta-feira, 1 de abril de 2010

Complexos

Para a psicologia analítica de Jung, os complexos são estruturas psíquicas com forte carga afetiva, que todos nós temos. O que varia é a intensidade do conflito de cada um.
Alguns aceitam os complexos e os encaram buscando a compreensão e a superação, outros reagem até de forma agressiva como se estivéssemos tocando em feridas psíquicas inflamadas e doloridas.
Todo afeto nos afeta e reagimos com sentimentos ou emoções. Se refletirmos sobre os complexos eles se diluíram, mas se reagimos, eles acionam gatilhos de defesa, quando não queremos entrar em contato com nossos conflitos inconscientes.
Existem vários complexos como: de inferioridade, superioridade, de Édipo, de Electra, de autoridade, o de Cinderela etc. No complexo de autoridade, o individuo tem dificuldade em acatar ordens, devido a conflitos na infância com a figura paterna ausente e autoritária, devido ao fato do pai principalmente ser o primeiro modelo de autoridade, podendo ser positivo ou negativo. Reagindo de forma agressiva verbalmente ou fisicamente, como forma de defesa com medo de ser atingido em sua fragilidade ou virilidade como um animal ferido, precisando procurar ajuda profissional, buscando a compreensão do que o inconsciente está fazendo com esse complexo, a fim de superar esse conflito com a figura paterna, caso contrario se tornara num complexo paterno.
No caso do complexo de Cinderela, é uma ambivalência entre a independência e a necessidade de ser amada. A mulher quer ser cuidada, amada, quer colo, mas tem medos de ser submissa e de se sentir dependente do homem e ao mesmo tempo tem medo de ficar sozinha. Sua origem também está na infância, quando são educadas para serem princesas a espera do príncipe, que as protegerão dando amor, proteção e sustento como nos contos de fadas, mas ao mesmo tempo querem ser independentes, surgindo o conflito entre ser protegida e cuidada e a independência da individualidade, como não fosse possível acontecer ambos. O ideal para os sexos é que possam ser cuidados e amados, respeitando a individualidade de cada um, sem possessões ciumentas. Porem nem todos conseguem perceber esses conflitos e se entregam as paixões e ódios, sem perceber que o amor é o mais sublime dos sentimentos, com respeito às diferenças, concessões e somente assim os complexos podem ser aceitos e superados para uma vida com maior felicidade interior.

Marco A Garcia
Psicoterapeuta.

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